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3 de jun. de 2011
Conselho de Educação refaz parecer sobre livro de ´Monteiro Lobato´
O Conselho Nacional de Educação emitiu um novo parecer sobre o livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, depois que o documento original, que considerava que a obra deveria ser retirado da relação de publicações atribuídas às escolas públicas, foi "devolvido" pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Pelo novo parecer, o livro pode ser mantido nas escolas, mas é preciso que a obra seja contextualizada pelos professores quando utilizada em sala de aula.
Continua...
Fonte: Camaçarí Notícias
Continua...
Fonte: Camaçarí Notícias
29 de dez. de 2010
A cor sumiu
Edson Lopes Cardoso
edsoncardoso@irohin.org.br
Em 13/05/2010
"Há, evidentemente, uma censura que alcançou as palavras, mas ainda não cerceou de todo as imagens".
Edson Cardoso
Como se trata de raridade, registramos que na segunda-feira (10.05.2010) editorial da “Folha de S. Paulo” fez alusão a diferenças raciais. O assunto tratado no editorial era recente descoberta de pesquisadores alemães, que afirmaram poder concluir, com base em evidências genéticas, que, entre 80 e 50 mil anos atrás, o Homo Sapiens, nossa espécie, teria cruzado com o Homem de Neandertal.
O editorial conclui afirmando que nós, humanos, somos na verdade formados por centenas ou milhares de outros cruzamentos com diferentes tipos ancestrais e que as diferenças raciais seriam apenas marcas de superfície. Sob a aparência de distintos traços fenotípicos, afirma a Folha, somos todos humanos.
Os termos ‘aparência’ e ‘superfície’, em oposição a uma essência profunda definidora da espécie, são, obviamente, termos de menor valor nessa hierarquização, com a qual o editorial da Folha chama nossa atenção para a irrelevância das distinções raciais.
Essas distinções consideradas “irrelevantes” e “superficiais” vêm sendo sistematicamente omitidas pelo noticiário da grande mídia, com raríssimas exceções. O editorialista da Folha talvez tenha considerado o cruzamento com neandertais, extintos há mais de 25 mil anos, uma temática esvaziada de tensões e conflitos, ao menos daqueles que envolvem a luta política pela manutenção de privilégios que caracterizam a realidade brasileira.
Influenciada por essas posições, a reportagem “PMs são presos acusados de matar mais um moboy” (mesma edição da Folha, p. C1) silencia sobre a cor de Alexandre Santos, executado por quatro policiais militares na frente de sua própria casa e na presença de familiares.
Na presença dos corpos negros sacrificados em todo o país, como sustentar uma argumentação que considera a cor da pele uma distinção irrelevante? Como apagar o fato de que “marcas de superfície” decidem o destino das pessoas?
No dia 24 de maio de 2009, Maxwill de Souza dos Santos, jovem negro de 21 anos, foi assassinado por policiais militares em Brás do Pina, Rio de Janeiro. A reportagem de Rubem Berta e Taís Mendes (O Globo, 26.05.2009, p. 13) não fazia alusão à cor de Maxwill. O fotógrafo Ricardo Leoni, porém, registrou imagem da mãe da vítima, com foto do filho numa mão e cápsulas de balas na outra.
Cristiano de Souza, negro, 17 anos, interno do Educandário Santo Expedito, em Bangu, Rio de Janeiro, foi torturado e assassinado, com a participação de diretores da instituição, em 10 de novembro de 2008. A reportagem de Marcos Nunes (O Globo, 31 de março de 2010, p. 21) nada nos diz sobre a cor de Cristiano, mas o fotógrafo Fabiano Rocha registrou foto da mãe da vítima tendo nas mãos a imagem do filho.
Não sabemos até quando os fotógrafos dos grandes jornais continuarão nos informando sobre irrelevantes marcas de superfície. Há, evidentemente, uma censura que alcançou as palavras, mas ainda não cerceou de todo as imagens.
No raciocínio da Folha, o humano é uma essência, de aparência descartável. O problema é que o racismo considera relevante, na definição do que seja humano, exatamente os elementos da aparência. E foi com base nessas distinções de aparência que nos organizamos como Estado e como sociedade de privilégios desumanos. Silenciar sobre a aparência das vítimas é contribuir para negar o papel decisivo da cor nesses crimes de ódio que se multiplicam em todo o país.
O censo de 2010 inclui a questão sobre cor/raça no questionário universal. A Folha considera essa pergunta irrelevante. A Folha é uma das grandes empresas de comunicação do país. Abra o olho.
Fonte: http://www.irohin.org.br/onl/new.php?sec=news&id=8050
edsoncardoso@irohin.org.br
Em 13/05/2010
"Há, evidentemente, uma censura que alcançou as palavras, mas ainda não cerceou de todo as imagens".
Edson Cardoso
Como se trata de raridade, registramos que na segunda-feira (10.05.2010) editorial da “Folha de S. Paulo” fez alusão a diferenças raciais. O assunto tratado no editorial era recente descoberta de pesquisadores alemães, que afirmaram poder concluir, com base em evidências genéticas, que, entre 80 e 50 mil anos atrás, o Homo Sapiens, nossa espécie, teria cruzado com o Homem de Neandertal.
O editorial conclui afirmando que nós, humanos, somos na verdade formados por centenas ou milhares de outros cruzamentos com diferentes tipos ancestrais e que as diferenças raciais seriam apenas marcas de superfície. Sob a aparência de distintos traços fenotípicos, afirma a Folha, somos todos humanos.
Os termos ‘aparência’ e ‘superfície’, em oposição a uma essência profunda definidora da espécie, são, obviamente, termos de menor valor nessa hierarquização, com a qual o editorial da Folha chama nossa atenção para a irrelevância das distinções raciais.
Essas distinções consideradas “irrelevantes” e “superficiais” vêm sendo sistematicamente omitidas pelo noticiário da grande mídia, com raríssimas exceções. O editorialista da Folha talvez tenha considerado o cruzamento com neandertais, extintos há mais de 25 mil anos, uma temática esvaziada de tensões e conflitos, ao menos daqueles que envolvem a luta política pela manutenção de privilégios que caracterizam a realidade brasileira.
Influenciada por essas posições, a reportagem “PMs são presos acusados de matar mais um moboy” (mesma edição da Folha, p. C1) silencia sobre a cor de Alexandre Santos, executado por quatro policiais militares na frente de sua própria casa e na presença de familiares.
Na presença dos corpos negros sacrificados em todo o país, como sustentar uma argumentação que considera a cor da pele uma distinção irrelevante? Como apagar o fato de que “marcas de superfície” decidem o destino das pessoas?
No dia 24 de maio de 2009, Maxwill de Souza dos Santos, jovem negro de 21 anos, foi assassinado por policiais militares em Brás do Pina, Rio de Janeiro. A reportagem de Rubem Berta e Taís Mendes (O Globo, 26.05.2009, p. 13) não fazia alusão à cor de Maxwill. O fotógrafo Ricardo Leoni, porém, registrou imagem da mãe da vítima, com foto do filho numa mão e cápsulas de balas na outra.
Cristiano de Souza, negro, 17 anos, interno do Educandário Santo Expedito, em Bangu, Rio de Janeiro, foi torturado e assassinado, com a participação de diretores da instituição, em 10 de novembro de 2008. A reportagem de Marcos Nunes (O Globo, 31 de março de 2010, p. 21) nada nos diz sobre a cor de Cristiano, mas o fotógrafo Fabiano Rocha registrou foto da mãe da vítima tendo nas mãos a imagem do filho.
Não sabemos até quando os fotógrafos dos grandes jornais continuarão nos informando sobre irrelevantes marcas de superfície. Há, evidentemente, uma censura que alcançou as palavras, mas ainda não cerceou de todo as imagens.
No raciocínio da Folha, o humano é uma essência, de aparência descartável. O problema é que o racismo considera relevante, na definição do que seja humano, exatamente os elementos da aparência. E foi com base nessas distinções de aparência que nos organizamos como Estado e como sociedade de privilégios desumanos. Silenciar sobre a aparência das vítimas é contribuir para negar o papel decisivo da cor nesses crimes de ódio que se multiplicam em todo o país.
O censo de 2010 inclui a questão sobre cor/raça no questionário universal. A Folha considera essa pergunta irrelevante. A Folha é uma das grandes empresas de comunicação do país. Abra o olho.
Fonte: http://www.irohin.org.br/onl/new.php?sec=news&id=8050
1 de nov. de 2010
NOVEMBRO NEGRO NO OBSERVATÓRIO | 3º ANO
Abrimos aqui o NOVEMBRO NEGRO NO OBSERVATÓRIO DO RACISMO VIRTUAL. Nossa intenção é acompanhar neste mês, as mobilizações em torno do 20 de Novembro, mês em que comemoramos a imortalidade de ZUMBI DOS PALMARES.
Muitas são as temáticas que aqui podem ser apresentadas, desde que sejam motivo de debate na sociedade. Mas algumas relativas às iniquidades que afetam diretamente a população negra deste país merecerão destaque, tais como:
- as persistentes DESIGUALDADES RACIAIS:
- Saúde - a quantas anda a Saúde Integral da População Negra?
- Educação - cada vez mais se acirram as desigualdades no acesso à educação. Outro aspecto importante é: já se implantou a Lei 10.639/03 - História e Cultura Afro-Brasileira?
- Trabalho - quam continua a receber os menores salários, mesmo tendo anos equivalentes de estudos aos brancos?
- Renda - a renda garante uma saída para que o racismo não afete as pessoas que dela possuem? Quem está na base da pirâmide a muito tempo com a menor renda de todas?
- Tecnologia - a brecha digital afeta quem em primeiro lugar? Se a discussão é tecnologia, porque estamos fora das discussões centrarais sobre elas, justamente nós, povo negro, que para esta terra aplicamos todos os nossos conhecimentos e tecnologias acumulados;
- Tecnologia 2 - a desigualdade de acesso à informação, menor número de posse de computador e acesso à internet, baixa qualificação dos profissionais que desenvolvem projetos escolares com base no usos dos equipamentos disponíveis, baixo uso dos computadores no ambiente escolar público;
- Terra - as comunidades quilombolas continuam sendo um calcahar de aquiles para aqueles que sempre tiveram acesso irrestrito à terra. Posse da Terra para as Comunidades Quilombolas;
- Seguridade - a população negra é quem ainda recebe os piores tratamentos neste sistema, que em tese, deveria atender a todos/as sem distinção;
- Alimentação - avanços ocorreram, mas a quantidade mínima de calorias que a população negra consome ainda é muito auém das mínimas necessárias, ou comparativamente, é bem menor que as consumidas pela população branca;
- Conforto, Lazer, Segurança, Recursos Naturais, Mandatos Eleitorais (Senado, Congresso, Governos, Câmaras), etc]
- os persistentes ATAQUES ÀS CONQUISTAS DA POPULAÇÃO NEGRA:
- Cotas raciais na Educação Superior - hoje, esta discussão está na ordem do dia do Supremo Tribunal Federal, porque um Partido Política abriu, impetrou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADIN] das Ações Afirmativas, no formato Cotas Raciais. Até onde me consta, esta partido nunca questionou cotas que a população branca sempre se beneficiaram;
- Comunidades Quilombolas - outra Ação Direta de Inconstitucionalidade está tramitando, visando derrubar o Decreto que regula as normas para titulação das terras quilombolas, justamente a norma que diz como fazer a coisa funcionar.
UM FELIZ NOVEMBRO NEGRO PARA TODOS/AS, À LUZ DA VITÓRIA DA PRIMEIRA MULHER NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. VIVA A NÓS TAMBÉM !!!
5 de jan. de 2010
Retrospectiva do Racismo Virtual em 2009
Em 2009 tivemos um número de acontecimentos importantes para entendermos como precisamos concentrar esforços para organizar melhor o mundo virtual e fazer o enfrentamento a toda forma de intolerência, desrespeito, preconceito e racismos.
[CASO 1] A partir da retrospectiva de Atheniense (2009), podemos perceber que em relação ao racismo na Internet, tivemos a seguinte situação, que significou uma vitória contra o racismo:
"Em 2009 houve a primeira decisão da justiça brasileira que condenou um réu acusado da prática de crimes de racismo na rede mundial de computadores. A Justiça entendeu que o estudante Marcelo Valle Silveira Mello, 23 anos, morador de Brasília, praticou o crime de racismo e preconceito contra a raça negra, ao fazer críticas ao sistema de cotas adotado pela Universidade de Brasília (UNB). O estudante escreveu em várias mensagens que divulgou pelo Orkut que \\\"os negros são burros, macacos subdesenvolvidos, fracassados, incapazes, ladrões, vagabundos, malandros, sujos e pobres.\\\" A sentença destaca que Marcelo agiu com dolo intenso, porque nas mensagens que divulgou, reiterou as expressões ofensivas a raça negra. Os desembargadores Roberval Casemiro, Silviano Barbosa e Sergio Rocha (TJDFT) foram unânimes no voto de condenação ao estudante."
[CASO 2] Enfrentado racismos que têm rebatimentos no mundo virtual:
Noticiamos repetidas vezes os casos da ausência de negros e negras no Fashion Week. Pois é. Em 2009 a organização teve que cumprir uma decisão judicial. Paulo Sampaio, muito bem nos brinda com uma reportagem que relata o feito:
"Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo em evento de moda na cidade. As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles -no estilo do que já fazem as universidades públicas. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW."
[CASO 3] DISNEY LANÇA PRIMEIRA PRINCESA NEGRA
A Disney vai trazer às telas a primeira princesa negra de suas produções. O nome da personagem é Tiana e ela será conhecida de todos em dezembro, na animação ‘A Princesa e o Sapo’.
Reparando o que aconteceu até hoje, percebemos que a inocente EMPRESA ESTADUNIDENSE DISNEY, produziu a princesa ruiva [Ariel], a “castanha” [Bela], a loira [Cinderela] e a de cabelo preto [Branca de Neve] e a Bela Adormecida e Jasmini. Cadê a negra?
Estaremos nos empenhando cada vez mais para que casos como estes não fiquem impunes, pois a tecnologia da informação e comunicação é vista como uma das peças chaves para o desenvolvimento do país, mas de nada adiantará isto acontecer, com práticas racistas permitidas. Feliz 2010 e vamos em frente.
Agnaldo Neiva.
Leia o artigo de Atheniense, acesse: Retrospectiva do Direito na Tecnologia da Informação em 2009
Leia a reportagem de Sampaio, acesse: Promotora quer cota para negros em desfiles
Leia postagem sobre a Primeira Princesa Negra, aqui mesmo: Disney Lança primeira princesa negra
Imagem: http://i2.r7.com/
"Em 2009 houve a primeira decisão da justiça brasileira que condenou um réu acusado da prática de crimes de racismo na rede mundial de computadores. A Justiça entendeu que o estudante Marcelo Valle Silveira Mello, 23 anos, morador de Brasília, praticou o crime de racismo e preconceito contra a raça negra, ao fazer críticas ao sistema de cotas adotado pela Universidade de Brasília (UNB). O estudante escreveu em várias mensagens que divulgou pelo Orkut que \\\"os negros são burros, macacos subdesenvolvidos, fracassados, incapazes, ladrões, vagabundos, malandros, sujos e pobres.\\\" A sentença destaca que Marcelo agiu com dolo intenso, porque nas mensagens que divulgou, reiterou as expressões ofensivas a raça negra. Os desembargadores Roberval Casemiro, Silviano Barbosa e Sergio Rocha (TJDFT) foram unânimes no voto de condenação ao estudante."
[CASO 2] Enfrentado racismos que têm rebatimentos no mundo virtual:
Noticiamos repetidas vezes os casos da ausência de negros e negras no Fashion Week. Pois é. Em 2009 a organização teve que cumprir uma decisão judicial. Paulo Sampaio, muito bem nos brinda com uma reportagem que relata o feito:
"Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo em evento de moda na cidade. As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles -no estilo do que já fazem as universidades públicas. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW."
[CASO 3] DISNEY LANÇA PRIMEIRA PRINCESA NEGRA
A Disney vai trazer às telas a primeira princesa negra de suas produções. O nome da personagem é Tiana e ela será conhecida de todos em dezembro, na animação ‘A Princesa e o Sapo’.
Reparando o que aconteceu até hoje, percebemos que a inocente EMPRESA ESTADUNIDENSE DISNEY, produziu a princesa ruiva [Ariel], a “castanha” [Bela], a loira [Cinderela] e a de cabelo preto [Branca de Neve] e a Bela Adormecida e Jasmini. Cadê a negra?
Estaremos nos empenhando cada vez mais para que casos como estes não fiquem impunes, pois a tecnologia da informação e comunicação é vista como uma das peças chaves para o desenvolvimento do país, mas de nada adiantará isto acontecer, com práticas racistas permitidas. Feliz 2010 e vamos em frente.
Agnaldo Neiva.
Leia o artigo de Atheniense, acesse: Retrospectiva do Direito na Tecnologia da Informação em 2009
Leia a reportagem de Sampaio, acesse: Promotora quer cota para negros em desfiles
Leia postagem sobre a Primeira Princesa Negra, aqui mesmo: Disney Lança primeira princesa negra
Imagem: http://i2.r7.com/
12 de set. de 2009
É o racismo, estúpidos [Aprovação do Estatudo da Igualdade Racial]

10/09/2009
Edson Lopes Cardoso
Edson Lopes Cardoso
O repórter Bernardo Mello Franco, de “O Globo”, escreveu que a “Câmara dos Deputados aprovou ontem uma versão esvaziada do Estatuto da Igualdade Racial”. Na mesma reportagem, o ministro Edson Santos afirmou que “o grande avanço é que ele não vai gerar conflito”. (O Globo, p. 11.)
O Dep. Luiz Alberto (PT-BA) por sua vez afirmou, em pronunciamento da tribuna da Câmara, que o texto aprovado era “o possível”. E acrescentou: “Em caráter conclusivo, a matéria vai ao Senado Federal, onde também há um acordo para imediatamente se constituir uma Comissão Especial para aprovar o Estatuto, a fim de que o Presidente Lula, ainda este ano, possa sancioná-lo e dar ao Brasil uma oportunidade de se criar uma verdadeira democracia.”
Segundo ainda a reportagem de Bernardo Franco, “o DEM elogiou as mudanças”. Quem conduziu as negociações pelos Democratas foi o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e já se pode bem avaliar a profundidade (e a realidade) da “verdadeira democracia” para a qual se abrem agora todas as oportunidades.
Johanna Nublat, repórter da “Folha de S. Paulo”, escreveu que a oposição, comandada por Lorenzoni, afirmou “ter tirado todos os pontos com os quais não concordava”. (FSP, p. C9.) Ao “Correio Braziliense”, o deputado fez declarações mais incisivas: “Tiramos qualquer tentativa de racialização do projeto”. (CB, p. 11.) Nublat, aliás, é autora da pérola mais preciosa escrita sobre a versão do Estatuto aprovada ontem na Câmara dos Deputados: “Há também pontos mais práticos, como a possibilidade de o governo criar incentivos fiscais para empresas com mais de 20 empregados e pelo menos 20% de negros.”
Quando o ponto mais prático é uma possibilidade, o leitor pode bem dimensionar o que representa a proposta aprovada para a superação das desigualdades raciais. Nem falo de racismo, porque a Comissão Especial, a rigor, nunca tratou do tema. Mas é fato que, sem falar de racismo, não alcançamos as motivações fundamentais. Há algumas semanas, a mídia divulgou a discriminação sofrida por Januário Alves de Santana, agredido por seguranças do supermercado Carrefour numa cidade da Grande São Paulo.
Todos conhecem a história do homem negro, técnico em eletrônica, que foi acusado de tentar roubar seu próprio veículo, um EcoSport. Acusado e violentamente espancado nas dependências do Carrefour. Segundo ainda o noticiário, Januário viveu tantos constrangimentos após a compra do veículo, que decidiu se livrar dele. Creio que deveríamos fazer uma reflexão sobre como essas imposições violentas de limites têm afetado a população negra. Inclusive entidades e parlamentares.
Por causa de seus traços fisionômicos, seu fenótipo, e de um conjunto de injunções decorrentes da hierarquização do humano vigente entre nós, Januário vê-se obrigado a rever seu projeto, reduzindo suas dimensões, buscando adequar-se aos limites impostos pelo racismo. Um modelo mais modesto de veículo talvez lhe permitisse acomodar-se aos limites rígidos preestabelecidos, seguramente é o que pensa Januário.
Segundo os seguranças do Carrefour citados na revista Carta Capital, tudo, toda a informação estava na cara de Januário. Sua cara não nega, teriam dito os seguranças. E mais: “Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia”. Sendo assim, não admiraria que Januário, renunciando a seu projeto legítimo de possuir um EcoSport, fosse preso ou assassinado conduzindo uma bicicleta.(Carta Capital, nº 560,25/08/09 p.16.)
O fato é que os negros vivem em um mundo em que se sabe de antemão muita coisa sobre eles. Impressiona a quantidade de informação que o olhar racista pode colher em um rosto negro. Os negros são no Brasil a evidência pública de um conjunto de delitos. Apoiado por muitos outros autores, Umberto Eco afirma que é o outro, é o seu olhar, que nos define e nos forma. E não se trata aqui, diz ele, de nenhuma propensão sentimental, mas de uma condição fundadora (ver Cinco escritos morais. Editora Record, 1997, p. 95.)
Já sabemos como somos vistos e, a partir desse olhar, como devemos nos definir e conformar nossos projetos. Seria melhor dizer como devemos amesquinhar e reduzir nossos projetos. Sonhos não realizados, esperanças frustradas reafirmando e reforçando a ideologia que previamente nos classificou a todos.
Os parlamentares negros que ontem cantaram e ergueram os punhos fechados e se abraçaram ao DEM, o ministro Edson Santos, a Seppir, a Conen, a Unegro, todos comemoravam no fundo a redução e o amesquinhamento do projeto de Estatuto. Conformaram-se ao “possível”. Confiam que na redução ainda se podem projetar ganhos eleitorais. Vão colher, seguramente, o que plantaram.
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Fonte foto Profº Edson Cardoso: http://www.portalafro.com.br/
10 de set. de 2009
COMISSÃO DA CÂMARA APROVA O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL
A Câmara aprovou nesta quarta-feira o Estatuto da Igualdade Racial, que vem sendo discutido no Congresso desde 2003. Por acordo entre governo e oposição, foram retirados os pontos mais polêmicos do texto original como a criação de cotas para negros nas universidades federais, um percentual que obriga atores e figurantes afrodescentes em programas de TV e a titulação de terras quilombolas.
O deputado Daniel Feliciano (PDT-BA) acusou os colegas de aprovarem o estatuto desidratado, com poucos efeitos práticos para a população negra.
" Esse relatório suprime a essência de muitas coisas que já haviam sido conquistadas em anos de luta "- Esse relatório suprime a essência de muitas coisas que já haviam sido conquistadas em anos de luta.
O acordo manteve a criação de cota para candidatos negros nas eleições, mas reduziu esse percentual de 30% para 10%. Já as cotas na TV foram eliminadas, e os artigos que instituíam a reserva de vagas no ensino superior foram substituídos por um texto genérico, que não fixa prazos ou percentuais. O relatório manteve a promessa, a ser regulamentada, de incentivos fiscais para empresas com 20% de trabalhadores negros.
O presidente da Comissão especial, deputado Carlos Santana (PT-RJ) minimizou as críticas e classificou a aprovação de vitória histórica.- Ao aprovar o estatuto estamos reconhecendo que há discriminação racial no Brasil. Nós não recuamos.O deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS) elogiou o texto aprovado.
- O DEM lutou para que o estatuto fosse mestiço como é o Brasil. Não há espaço para racionalização ou para uma nação bicolor.
O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, disse que a Câmara aprovou o texto que era possível." O DEM lutou para que o estatuto fosse mestiço como é o Brasil. Não há espaço para racionalização ou para uma nação bicolor "- O estatuto foi possível diante da correlação de forças do Congresso. O maior avanço é que ele não vai gerar conflitos porque os partidos estão unidos em torno do mesmo texto - disse o ministro.
Com a aprovação do relatório da Comissão Especial, o projeto deve seguir diretamente para o Senado. A intenção é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione o estatuto no dia da Consciência Negra, dia 20 de novembro.O texto foi aprovado em clima de festa, com batucada promovida por militantes com roupas e turbantes afro. Os deputados esqueceram o protocolo e votaram de pé. Depois, cantaram de mãos dadas o samba "Sorriso negro", gravado por dona Ivone Lara.
Tramita na CCJ do Senado projeto que estabelece sistema de cotas nas universidades federais. O sistema prevê destinar 50% das vagas a alunos das escolas públicas com subcota racial. Essa subcota segue os critérios do IBGE. Ou seja, depende do número de negros na população do estado. Onde há 70% de negros, 70% das vagas destinadas para estudantes da rede pública devem ir para negros.
Retirado do site O Globo.
Polêmica
Publicada em 10/09/2009
Bernardo Mello Franco - O Globo BRASÍLIA
O deputado Daniel Feliciano (PDT-BA) acusou os colegas de aprovarem o estatuto desidratado, com poucos efeitos práticos para a população negra.
" Esse relatório suprime a essência de muitas coisas que já haviam sido conquistadas em anos de luta "- Esse relatório suprime a essência de muitas coisas que já haviam sido conquistadas em anos de luta.
O acordo manteve a criação de cota para candidatos negros nas eleições, mas reduziu esse percentual de 30% para 10%. Já as cotas na TV foram eliminadas, e os artigos que instituíam a reserva de vagas no ensino superior foram substituídos por um texto genérico, que não fixa prazos ou percentuais. O relatório manteve a promessa, a ser regulamentada, de incentivos fiscais para empresas com 20% de trabalhadores negros.
O presidente da Comissão especial, deputado Carlos Santana (PT-RJ) minimizou as críticas e classificou a aprovação de vitória histórica.- Ao aprovar o estatuto estamos reconhecendo que há discriminação racial no Brasil. Nós não recuamos.O deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS) elogiou o texto aprovado.
- O DEM lutou para que o estatuto fosse mestiço como é o Brasil. Não há espaço para racionalização ou para uma nação bicolor.
O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, disse que a Câmara aprovou o texto que era possível." O DEM lutou para que o estatuto fosse mestiço como é o Brasil. Não há espaço para racionalização ou para uma nação bicolor "- O estatuto foi possível diante da correlação de forças do Congresso. O maior avanço é que ele não vai gerar conflitos porque os partidos estão unidos em torno do mesmo texto - disse o ministro.
Com a aprovação do relatório da Comissão Especial, o projeto deve seguir diretamente para o Senado. A intenção é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione o estatuto no dia da Consciência Negra, dia 20 de novembro.O texto foi aprovado em clima de festa, com batucada promovida por militantes com roupas e turbantes afro. Os deputados esqueceram o protocolo e votaram de pé. Depois, cantaram de mãos dadas o samba "Sorriso negro", gravado por dona Ivone Lara.
Tramita na CCJ do Senado projeto que estabelece sistema de cotas nas universidades federais. O sistema prevê destinar 50% das vagas a alunos das escolas públicas com subcota racial. Essa subcota segue os critérios do IBGE. Ou seja, depende do número de negros na população do estado. Onde há 70% de negros, 70% das vagas destinadas para estudantes da rede pública devem ir para negros.
Retirado do site O Globo.
Polêmica
Publicada em 10/09/2009
Bernardo Mello Franco - O Globo BRASÍLIA
3 de jan. de 2009
A mídia reforçando a miscigenação racial através da cinematografia
Os filmes sobre racismo que são transmitidos pela mídia brasileira são tendenciosos. Geralmente, os canais de televisão quando transmitem filmes sobre a temática racial, apelam para o lado sentimental das relações inter-raciais, ou seja, incentivam a relação de dependência afetiva dos negros pelos brancos. Os filmes, que tem um papel fundamental na educação das pessoas, influenciado na maneira como as pessoas percebem o mundo e as relações inter-pessoais e inter-grupais, são escolhidos conforme os interesses dos "poderosos" da mídia nacional, fundamentados e orientados pelo mito da "democracia racial", para defender os objetivos deles (a elite branca) de incentivar de uma forma mais intensa a mistura racial.
Os filmes sobre racismo que são transmitidos pela rede de canal aberto no Brasil são perigosos porque objetivam injentar na polução preta um percepção limitada sobre o que é o racismo. Tentam reforçar a construção criada pelos brancos brasileiros de que o racismo é uma questão meramente sentimental, ou, quando não, de que o racismo passa essencialmente pelo
vies sentimental. Estes filmes, que projetam uma solução erronêa para superação dos problemas inflingidos pelo racismo, abordam a aceitação do preto pelo branco como uma forma de combate a discriminação racial. Ou seja, os filmes transmitidos pelos canais de televisão são de tendência integracionista, não possbilitando a percepção por nossa gente de uma alternativa de vida mas condizente com nossas necessidades.Distante de tentar conscientizar a comunidade branca de que ela deve reparar a comunidade negra pelos danos históricos por ela cometidos, e distante também de tentar injentar no povo preto no Brasil um amor-próprio e um orgulho próprio sobre si e sobre sua história coletiva de luta e resistência, os filmes se tornaram, assim como vários programas da tv brasileira, como uma "arma de destruição em massa" do seres de origem africana que aqui estão estabelecidos. Os filmes, assim como as novelas e programas de auditório, se tornaram a mais nova arma da elite branca do Brasil para criar no imaginário e inconsciente das pessoas negras o desejo sentimental de interação com os brancos para amenizar as dores do racismo. O interesse que está por dentro disso é, na verdade, dar continuidade a histórica política branca de extermínio da população negra através da miscigenação entre negros e brancos.
O Território Preto, objetivando dar visibilidade a filmes revolucionário e reacionários sobre a temática racial, está dando dicas de filmes e disponibilizando alguns deles para aquisição. Ao contrário de filmes como " No balanço do amor" e "Em minha terra", que incentivam os negros a dependerem e ser subserviente aos brancos, estamos dando visibilidade a filmes que abordem a trajetória de luta e de reconstrução da comunidade negra em direção a sua autonomia e autodeterminação racial. Estamos ajudando a dar visibilidade a cinematografia negra, do Brasil e do estrangeiro, contestadora do supremacismo branco e reacionária ao mesmo.
O Território Preto é um espaço virtual que se origina da consciência pan-africana revolucionária. É um espaço que, além de fazer um tributo ao Poder Negro, objetiva dar referências positivas, através das dicas de filmes, aqueles pretos e pretas que utilizam / utilizarão este espaço. Por fim, não nego que no Território Preto existe dicas de filmes de conteúdo que prejudica a real percepção da nossa história, como o "Hotel Huanda" e outros. No entanto, até nestes filmes ruins, um bom observador e conhecedor da verdadeira história negra, deve tirar as coisas que são positivas para a reconstrução da nossa comunidade.Acima, do lado direito, imagem da capa do filme de Spike Lee sobre a vida do ativista negro Huey P. Newton, um dos maiores expoentes do grupo revolucionário Panteras Negras.
Fonte: http://territoriopreto.blogspot.com/
Os filmes sobre racismo que são transmitidos pela rede de canal aberto no Brasil são perigosos porque objetivam injentar na polução preta um percepção limitada sobre o que é o racismo. Tentam reforçar a construção criada pelos brancos brasileiros de que o racismo é uma questão meramente sentimental, ou, quando não, de que o racismo passa essencialmente pelo
vies sentimental. Estes filmes, que projetam uma solução erronêa para superação dos problemas inflingidos pelo racismo, abordam a aceitação do preto pelo branco como uma forma de combate a discriminação racial. Ou seja, os filmes transmitidos pelos canais de televisão são de tendência integracionista, não possbilitando a percepção por nossa gente de uma alternativa de vida mas condizente com nossas necessidades.Distante de tentar conscientizar a comunidade branca de que ela deve reparar a comunidade negra pelos danos históricos por ela cometidos, e distante também de tentar injentar no povo preto no Brasil um amor-próprio e um orgulho próprio sobre si e sobre sua história coletiva de luta e resistência, os filmes se tornaram, assim como vários programas da tv brasileira, como uma "arma de destruição em massa" do seres de origem africana que aqui estão estabelecidos. Os filmes, assim como as novelas e programas de auditório, se tornaram a mais nova arma da elite branca do Brasil para criar no imaginário e inconsciente das pessoas negras o desejo sentimental de interação com os brancos para amenizar as dores do racismo. O interesse que está por dentro disso é, na verdade, dar continuidade a histórica política branca de extermínio da população negra através da miscigenação entre negros e brancos.O Território Preto, objetivando dar visibilidade a filmes revolucionário e reacionários sobre a temática racial, está dando dicas de filmes e disponibilizando alguns deles para aquisição. Ao contrário de filmes como " No balanço do amor" e "Em minha terra", que incentivam os negros a dependerem e ser subserviente aos brancos, estamos dando visibilidade a filmes que abordem a trajetória de luta e de reconstrução da comunidade negra em direção a sua autonomia e autodeterminação racial. Estamos ajudando a dar visibilidade a cinematografia negra, do Brasil e do estrangeiro, contestadora do supremacismo branco e reacionária ao mesmo.
O Território Preto é um espaço virtual que se origina da consciência pan-africana revolucionária. É um espaço que, além de fazer um tributo ao Poder Negro, objetiva dar referências positivas, através das dicas de filmes, aqueles pretos e pretas que utilizam / utilizarão este espaço. Por fim, não nego que no Território Preto existe dicas de filmes de conteúdo que prejudica a real percepção da nossa história, como o "Hotel Huanda" e outros. No entanto, até nestes filmes ruins, um bom observador e conhecedor da verdadeira história negra, deve tirar as coisas que são positivas para a reconstrução da nossa comunidade.Acima, do lado direito, imagem da capa do filme de Spike Lee sobre a vida do ativista negro Huey P. Newton, um dos maiores expoentes do grupo revolucionário Panteras Negras.
Fonte: http://territoriopreto.blogspot.com/
11 de dez. de 2008
“Igualdade racial” nas telenovelas da Globo
A Simples Rap’ortagem esteve nos estúdios da Rede Globo para averiguar como anda a diminuição da desigualdade racial na contratação de atrizes e atores nas suas atuais telenovelas. Confira você mesmo! Interessante ressaltar que estamos próximos à comemoração de um novo ano, 2009...
Negócio da China - (49 atores)
46 brancos (as)
3 negros (as)
3 negros (as)

Três Irmãs - (54 atores)
50 brancos (as)
4 negros (as)

A Favorita - (57 atores)
54 brancos (as)
3 negros (as)

Total de atores envolvidos nas três novelas da Globo: 160
Brancos (as): 150
Negros (as): 10
“É isso que eles chamam de igualdade”. A pergunta é: o que fazer? Cerca de 67 mil pessoas de diferentes classes e ocupações, de organizações nacionais e internacionais recebem esse boletim, você acredita mesmo que tem poder efetivo pra mudar alguma coisa? Por acaso essa informação é alguma novidade? Não há falta de bons profissionais negros (as) nesse mercado, a Bahia e outros estados são um celeiro de ótimos atores. Em 50 anos já foram feitas passeatas, pressão no Congresso Nacional, notas de repúdio, publicação de matérias, produção de documentários... tudo de forma pacífica. O que mais fazer diante dessa realidade? Escreva para http://br.f431.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=escritorioepa@yahoo.com.br informe seu nome e cidade, e dê sua opinião sobre como mudar essa situação. Alguns comentários serão divulgados em nosso próximo boletim.
Fonte: Boletim Simples Rap / Notícias
1 de nov. de 2008
A Secretaria de Promoção da Igualdade –Sepromi e o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB realizam, no dia 05 de novembro, às 15 h, no Teatro Irdeb - Federação, o primeiro encontro da Série Diálogos, com o tema Jornalismo e o Desafio da Promoção da Igualdade Racial.
O objetivo do encontro é debater a abordagem das questões raciais nos meios de comunicação com estudantes e jornalistas de veículos comerciais, públicos e alternativos. Neste evento, estarão presentes a
Secretária de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia - Luiza Bairros, o Diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia - Pola Ribeiro, a jornalista e professora da Universidade do Estado da Bahia/UNEB - Ceres Santos, a jornalista e escritora Suzana Varjão e a jornalista e professora da Universidade Federal da Bahia/UFBA - Malu Fontes.Além de sensibilizar os (as) jornalistas dos veículos baianos, o primeiro encontro da série propõe evidenciar como a construção de matérias, fotos e outros tipos de textos, podem conter elementos racistas e discriminatórios, sem que o (a) jornalista tenha esta intenção.
Fonte: http://www.correionago.com.br/destaques.php?inot=167
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