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2 de jun. de 2011

Apple é processada nos EUA por discriminar dois homens negros em loja da marca

Em dezembro do ano passado, Brian Johnston, 34, e Nile Charles, 25, foram até a Apple Store de Upper WestSide (em Nova York) para comprar fones de ouvido. No entanto, eles foram convidados a saírem da loja por trajarem um “tipo de moda intimidatória”. Eles, agora, estão processando a Apple por isso. As informações são do site americano “Apple Insider”.


Frente da Apple Store Upper West Side, em Nova York, nos Estados Unidos


De acordo com o processo, ambos os homens estavam usando roupas largas e foram abordados por um funcionário da Apple de cor branca e com quase 1,90 m de altura.
O funcionário teria pedido aos dois homens negros que deixassem a loja, a não ser que eles planejassem comprar algo ou pedir ajuda a um especialista da Apple Store. Porém, mesmo antes da abordagem, o atendente disse que eles não eram bem-vindos por causa da cor de pele.
“E antes que vocês digam que isso é racismo. Eu digo que estou discriminando, especificamente, vocês. Eu não quero pessoas deste tipo na loja”, disse, supostamente, o funcionário da Apple. Ao tentar falar com o gerente da loja, o chefe de segurança da Apple Store os ignorou. Após um tempo, eles conseguiram falar com gerente e registraram a reclamação de racismo. 
Johnston e Charles estão a pedir ao tribunal por danos morais por causa da "dor emocional, o sofrimento, inconveniência, perda dogozo da vida, e outros prejuízos não patrimoniais". O processoacusa a Apple de discriminação em Nova York e leis federais de direitos civis. 

O processo foi registrado em fevereiro na Suprema Corte de Nova York. No entanto, o caso só ganhou notoriedade após chegar no Distrito sul de Nova York, informa o site americano.

Veja o PROCESSO ABERTO CONTRA A GIGANTE E PODEROSA APPLE:
Fontes:
UOL Notícias Tecnologia
Phone Arena.com - Employees of the Broadway Apple Store charged with racial discrimination in lawsuit
Digital Trends - NYC Apple Store sued over alleged racial profiling

1 de mar. de 2011

Mais um caso de Racismo Virtual

Mais um caso de racismo virtual tendo como alvo o Blog Fazer Valer a Lei 11.645/2008 da pesquisadora Zelinda Barros. Uma matéria referente a um seminário promovido em Salvador foi alvo da manifestação racista, abaixo registrada.
Casos como este merecem ser denunciados e tomadas as devidas providências. O Ministério Público Federal, Polícia Federal, SAFERNET, OAB/BA, Movimento Negro, Universidades, Pesquisadores/as, Associação de Pesquisadores/as Negros/as, Escritórios de Advogadas Negras, etc....





Link para o caso de racismo relatado: http://fazervaleralei.blogspot.com/2008/06/disque-racismo-promove-seminrio.html

9 de jan. de 2011

Psicologia Social do Racismo no Mundo Virtual

Pesquisa lançada por professores da Universidade Northwestern, Paul Eastwick e Wendi Gardner diz que as suposições racistas e normas na vida real nos seguem nos mundos virtuais. Em seu artigo publicado recentemente, "É um jogo? Evidências de influência social no mundo virtual "(Influência Social, vol. 4), que infelizmente está em inglês, podemos perceber como estas conclusões são alcançadas.

Dados do artigo em inglês:
Is it a game? Evidence for social influence in the virtual world
http://people.tamu.edu/~eastwick/EastwickGardnerFinal.pdf
Paul W. Eastwick a; Wendi L. Gardner a
Northwestern University, Evanston, IL, USA

Fonte: Blog Bella Yan







19 de jul. de 2008

Notícia de 2005: Yahoo, Katrina e Racismo



O Furacão Katrina aconteceu entre agosto e setembro de 2005 [Nova Orleans, EUA], mas a forma como as imagens de grandes sites da internet trataram o caso, nos mostra que precisamos estar atentos/as às situações onde o racismo utiliza o meio virtual para se propagar e reforçar estereótipos.


O Katrina veio pôr a nu muitos males do grande império, mas há um que salta cada vez mais à vista, e será justificação para outros, nomeadamente a lentidão da resposta das autoridades. As duas fotos estavam disponíveis no Yahoo!. Uma mostrava pessoas dentro de água aparentemente brancas e carregando alguns pertences que a legenda indicava terem sido encontrados (esta foto é da AFP e já não se encontra no site); a outra, da AP, mostra um rapaz aparentemente negro, numa situação em tudo semelhante à dos anteriores fotografados, mas com a legenda a indicar que os pertences eram roubados.


Entretanto o Yahoo! publicou um comunicado a lamentar a situação. Mas não se pense que este é um caso isolado. Muitos relatos de pilhagens e roubos foram anunciados, mas eles tratam-se simplesmente de lutar pela sobrevivência já que as autoridades parecem incapazes de fazer chegar comida e água à zona, e ainda naquele momento existiam centenas de pessoas isoladas em telhados. Aliás, o exagerado destaque dado à insegurança é também da responsabilidade de algumas das autoridades (nomeadamente as ligadas ao governo federal), que assim tentam dissimular a sua incompetência. O fato da maior parte das pessoas abandonadas em Nova Orleães serem negras, aliado ao racismo da mídia, faz o resto. Nós já havíamos visto isto antes.