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3 de jan. de 2009

A mídia reforçando a miscigenação racial através da cinematografia

Os filmes sobre racismo que são transmitidos pela mídia brasileira são tendenciosos. Geralmente, os canais de televisão quando transmitem filmes sobre a temática racial, apelam para o lado sentimental das relações inter-raciais, ou seja, incentivam a relação de dependência afetiva dos negros pelos brancos. Os filmes, que tem um papel fundamental na educação das pessoas, influenciado na maneira como as pessoas percebem o mundo e as relações inter-pessoais e inter-grupais, são escolhidos conforme os interesses dos "poderosos" da mídia nacional, fundamentados e orientados pelo mito da "democracia racial", para defender os objetivos deles (a elite branca) de incentivar de uma forma mais intensa a mistura racial.


Os filmes sobre racismo que são transmitidos pela rede de canal aberto no Brasil são perigosos porque objetivam injentar na polução preta um percepção limitada sobre o que é o racismo. Tentam reforçar a construção criada pelos brancos brasileiros de que o racismo é uma questão meramente sentimental, ou, quando não, de que o racismo passa essencialmente pelo vies sentimental. Estes filmes, que projetam uma solução erronêa para superação dos problemas inflingidos pelo racismo, abordam a aceitação do preto pelo branco como uma forma de combate a discriminação racial. Ou seja, os filmes transmitidos pelos canais de televisão são de tendência integracionista, não possbilitando a percepção por nossa gente de uma alternativa de vida mas condizente com nossas necessidades.Distante de tentar conscientizar a comunidade branca de que ela deve reparar a comunidade negra pelos danos históricos por ela cometidos, e distante também de tentar injentar no povo preto no Brasil um amor-próprio e um orgulho próprio sobre si e sobre sua história coletiva de luta e resistência, os filmes se tornaram, assim como vários programas da tv brasileira, como uma "arma de destruição em massa" do seres de origem africana que aqui estão estabelecidos. Os filmes, assim como as novelas e programas de auditório, se tornaram a mais nova arma da elite branca do Brasil para criar no imaginário e inconsciente das pessoas negras o desejo sentimental de interação com os brancos para amenizar as dores do racismo. O interesse que está por dentro disso é, na verdade, dar continuidade a histórica política branca de extermínio da população negra através da miscigenação entre negros e brancos.


O Território Preto, objetivando dar visibilidade a filmes revolucionário e reacionários sobre a temática racial, está dando dicas de filmes e disponibilizando alguns deles para aquisição. Ao contrário de filmes como " No balanço do amor" e "Em minha terra", que incentivam os negros a dependerem e ser subserviente aos brancos, estamos dando visibilidade a filmes que abordem a trajetória de luta e de reconstrução da comunidade negra em direção a sua autonomia e autodeterminação racial. Estamos ajudando a dar visibilidade a cinematografia negra, do Brasil e do estrangeiro, contestadora do supremacismo branco e reacionária ao mesmo.


O Território Preto é um espaço virtual que se origina da consciência pan-africana revolucionária. É um espaço que, além de fazer um tributo ao Poder Negro, objetiva dar referências positivas, através das dicas de filmes, aqueles pretos e pretas que utilizam / utilizarão este espaço. Por fim, não nego que no Território Preto existe dicas de filmes de conteúdo que prejudica a real percepção da nossa história, como o "Hotel Huanda" e outros. No entanto, até nestes filmes ruins, um bom observador e conhecedor da verdadeira história negra, deve tirar as coisas que são positivas para a reconstrução da nossa comunidade.Acima, do lado direito, imagem da capa do filme de Spike Lee sobre a vida do ativista negro Huey P. Newton, um dos maiores expoentes do grupo revolucionário Panteras Negras.


Fonte: http://territoriopreto.blogspot.com/

17 de out. de 2008

Miscigenação diminui o QI dos brasileiros



Cientista político americano diz que a elevada proporção de negros no País reduz o índice de inteligência nacional





Por Rodrigo Cardoso e Daniela Mendes



O cientista político americano Charles Murray tornou- se mundialmente famoso em 1994, com o polêmico livro The bell curve, intelligence and class structure in american life (A curva do sino, inteligência e estrutura de classe na vida americana). Na obra, escrita em parceria com Richard Herrnstein, psicólogo e professor de Harvard, ele discute o papel do QI (coeficiente de inteligência) na sociedade. Segundo ele, o QI é mais eficiente para predizer como será a renda, o desempenho no trabalho e até chances de gravidez fora do casamento do que a escolaridade ou a situação socioeconômica da família quando comparam-se grupos.



Veja a íntegra da entrevista.
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Desdobramentos deste episódio...

APÓS A REPORTAGEM DA ISTO É, A COJIRA RIO DÁ UMA
RESPOSTA INTERESSANTE:


Cojira Rio protesta contra Isto

Rio – O jornalista Miro Nunes, da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (COJIRA-RIO), enviou carta a direção da Revista Isto É, protestando pela publicação da entrevista com o cientista político norte-americano Charles Murray, em que o mesmo afirma que os negros brasileiros tem QI inferior ao dos brancos por causa da miscigenação. A entrevista concedida aos jornalistas Rodrigo Cardoso e Daniela Mendes foi postada na página da Revista na Internet no início deste mês.


Murray é o autor do polêmico livro The bell curve, intelligence and class structure in american life (A curva do sino, inteligência e estrutura de classe na vida americana), em que procura dá base científica as suas teorias racistas.Racismo“Fica evidente de que lado da ponte de onde este cientista político fala e a ausência de um contraponto, devido à gravidade de sua principal observação (daí o destaque da chamada para a entrevista) evidencia, para ser elegante, um equívoco no planejamento de apuração desta matéria.


Nesta edição veiculada só um fala (Murray), mesmo com as contradições explícitas ao se confrontar a primeira parte da entrevista com a segunda. Ele afirma uma coisa e mais adiante flexibiliza, reforçando o que qualquer aplicado(a) universitário(a) sabe: que o desenvolvimento da inteligência é influenciado por N fatores, mas não determinada isoladamente o destino de um indivíduo ou de um grupo. Portanto, mesmo do campo de onde ele fala há variações, que abalam o pretenso rigor matemático por ele advogado”, afirma Nunes.


O jornalista, que é membro da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial, ligada à Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), cobrou da direção da Revista o princípio clássico do jornalismo de “ouvir o outro lado”. “Certamente dentro e fora das academias estadunidense e brasileira há os que se contrapõem ao senhor Charles Murray. Vamos ouví-los, especialmente a representação política organizada (Movimento Negro) da comunidade atingida pelos (pre)conceitos deste cientista político”, acrescentou.


Fonte: EPor: Redação - Fonte: Afropress: Foto: Revista Isto É - 16/10/2008

18 de set. de 2008

+ PESQUISA: Indicadores sociais da população negra têm melhoras, mas condições de vida seguem inferiores às dos brancos

Os índices de escolaridade, renda e pobreza da população negra registraram melhoras entre 1996 e 2006, mas as condições de vida continuam inferiores às dos brancos no Brasil. A avaliação é de estudo sobre desigualdade racial e de gêneros divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo do Ipea tomou como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) lançadas pelo IBGE entre os anos de 1993 e 2006. A designação "branco" ou "negro" foi estabelecida segundo autodeclaração dos pesquisados. Continua...

Fonte: Fundação Palmares
+ Fontes: Blog Mundo Afro

9 de set. de 2008

CURSO GÊNERO, RAÇA E INCLUSÃO DIGITAL

A partir do próximo dia 08 do corrente mês, a Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres de Salvador realizará a aula inaugural do curso Gênero, Raça e Inclusão Digital que será ministrado em quatro comunidades de Salvador: o Centro Histórico, Jaguaripe II, Calafate e Planalto Real e Plataforma.

Estes bairros foram escolhidos devido à concentração de populações menos assistidas da cidade (carente de serviços), e atendendo a antigas reivindicações destas organizações, que já possuíam estruturas, mas não tinham os profissionais. A proposta é levar o curso, que já é oferecido na sede da SPM desde 2006 (e já formou cerca de 3.000 mulheres), nos bairros onde residem.

Para muitas mulheres o deslocamento significa um custo alto. Com as aulas sendo oferecidas perto de suas casas, além da economia, elas são mais estimuladas a participar, pois suas colegas são suas amigas e vizinhas. A interação com a turma flui bem melhor e representa uma aproximação significativa da SPM com as comunidades, afirma Eliane Boa Morte, responsável pelo curso.

Fonte e mais informações: Site Correio Nagô