1 de mai. de 2009

Para Abdias, fala de Mendes teve viés racista


O ex-deputado federal, ex-senador e maior líder negro brasileiro vivo, Abdias do Nascimento, 94 anos, ao comentar o episódio envolvendo o presidente do Supremo, Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa – o único ministro negro do STF – disse que “há racismo na Justiça brasileira e que o discurso de Mendes contra Barbosa teve “um viés racista”.“Há um racismo na Justiça brasileira. Acho que os negros são olhados como se ainda fossem escravos. É claro que sempre quando um negro ergue a voz, já é um crime. Porque o negro já nasce criminoso aqui no Brasil”, afirmou.

Abdias disse que está orgulhoso da atuação do ministro Joaquim Barbosa, o primeiro negro no Brasil a ocupar um lugar no Supremo Tribunal Federal, a quem considera “um juiz à altura da situação em que se encontram todos os milhões e milhões de afrodescendentes”.




Por: Redação - Fonte: Afropress - 23/4/2009

24 de abr. de 2009

DISNEY LANÇA PRIMEIRA PRINCESA NEGRA


A Disney vai trazer às telas a primeira princesa negra de suas produções. O nome da personagem é Tiana e ela será conhecida de todos em dezembro, na animação ‘A Princesa e o Sapo’.

Reparando o que aconteceu até hoje, percebemos que a inocente EMPRESA ESTADUNIDENSE DISNEY, produziu a princesa ruiva [Ariel], a “castanha” [Bela], a loira [Cinderela] e a de cabelo preto [Branca de Neve] e a Bela Adormecida e Jasmini. Cadê a negra?



Como bem lembra o Blog Bolha, além dessas, ainda tem as quase sempre esquecidas (na verdade elas nem são princesas, mas enfim):



A primeira princesa foi Branca de Neve, criada em 1937, seguida por Cinderela [1950], Bela Dormecida [1959], Ariel [1989], Bela [1991] e Jasmine [1992]. Agoora a primeira princesa negra, Tiana:



Este é um pequeno "trêiler" do filme



Para preparar o terreno, os estúdios Disney lançaram em fevereiro uma linha de brinquedos com os personagens do filme.

22 de abr. de 2009

NOSSO BLOG NA REDE.... E NOVOS/AS SEGUIDORES

CITAÇÃO E LINK PARA O BLOG OBSERVATÓRIO DO RACISMO VIRTUAL

http://ppptics.blogspot.com/


Este é o blog da turma de pesquisa e prática pedagógica da UERJ coordenada pela professora Edméa Santos. Além da turma de alunos da graduação participam do blog os pesquisadores do GPDOC - grupo de pesquisa Docência e Cibercultura da UERJ.



BLOGS SEGUIDORES:





http://afojuba.blogspot.com/

15 de abr. de 2009

MP quer cotas para modelos negros na SP Fashion Week


S. Paulo - A exemplo do que já fazem mais de 50 Universidades brasileiras, as grifes que participam da São Paulo Fashion Week – a maior feira de moda do país – poderão ter de adotar cotas para negros, segundo a proposta do Ministério Público do Estado.No ano passado, o percentual de modelos negros no evento não chegou a 3%, o que gerou denúncias da prática de racismo pelas grifes e um inquérito que é presidido pelo a promotora Déborah Kelly Affonso, do Grupo de Atuação Especial de Inclusão do MP paulista. “O percentual de modelos negros é bem menor que o de brancos.




Fonte: http://www.blackbookmag.com/ee/images/uploads2/sao-paulo-fashion-week-days.jpg


O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar”, afirmou a promotora. Segundo o IBGE os negros (pretos e pardos), correspondem a 49,7% da população brasileira.A proposta do Ministério Público já começou a provocar a reação de empresários que participam da SPFW. A estilista Glória Coelho (foto) acha que “a cota pode interferir na obra do estilista”, mas, curiosamente, num ato, falho considera muito natural que os negros participem do evento exercendo papéis subalternos. “Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”, afirmou. Continua...


"a adoção de cotas para modelos negros proposta pelo Ministério Público Estadual “pode interferir na obra do estilista” .


Esta é uma declaração, de uma das pessoas que tem uma grife que desfila na referida atividade, que certamente conta com recursos públicos.




Estilista Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho - Foto: Zilda Brandão




12 de abr. de 2009

Song Around the World "Stand By Me"

Estes dias de feriado em casa, tem me feito encontrar várias PÉROLAS. Esta, alia tecnologia, música e uma consciência global, sem abandonar o local. Vejam e Ouçam, porque Audio-Visual é assim mesmo.



Espero que gostem e façam relação com os conteúdos discuticos aqui, neste espaço.
Abraços
Agnaldo Neiva

9 de abr. de 2009

Earth Mother Water

Hoje vi esse clip da música Earth Mother Water (Terra Mãe Água, numa tradução literal) e achei fantástico, achei que merecia dividir com mais pessoas.




Créditos: Carlinhos Brown lança alerta contra as mudanças climáticas. Videoclipe dirigido por Gualter Pupo e Valter Kubrusly. Letras por Brown e Alain Tavares. [fev. 2009]


Segundo o site do Clube de Criação de São Paulo, o vídeo foi criado pela produtora Hungry Man e dirigido por Gualter Pupo e Vicente Kubrusly (que não integra o elenco fixo da produtora). Todas as cenas e animações foram criadas pelos diretores.

Foram dois dias captando imagens pela cidade do Rio de Janeiro e duas semanas de trabalho de desenho e definição de layout das cenas, que depois foram animadas com Flash e After Effects. Ou seja, em apenas 16 dias fizeram um trabalho primoroso.

O clipe será exibido no Brasil, na Espanha, em Portugal, França, Suécia, Dinamarca, Suíça, Alemanha e Itália. Vale a pena conferir.

Condomínio de 24 blogs de ciência vira braço nacional do portal americano ScienceBlogs


Em agosto do ano passado, dois jovens biólogos formados pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), Carlos Hotta e Atila Iamarino, resolveram montar um pequeno portal reunindo blogs sobre ciência. Nascia o Lablogatórios, que rapidamente chegou à marca de 24 blogs abrigados debaixo de seu guarda-chuva. No último dia 17, o condomínio de blogs, para usar um termo apreciado pela dupla, mudou de nome e ganhou um empurrão internacional em sua recente trajetória: virou o braço brasileiro do ScienceBlogs, uma rede com mais de 60 blogs de ciência em inglês criada nos Estados Unidos em 2006 que faz parte do Seed Media Group, também dono da revista Seed, de divulgação científica. "Passamos a ser uma franquia deles", diz Hotta, 29 anos, que estuda a biologia da cana-de-açúcar em seu pós-doutorado na USP e escreve no blog Brontossauros em meu Jardim. "Ninguém vive dos blogs, mas queremos ser mais profissionais", afirma Iamarino, que faz doutorado na USP sobre a genética evolutiva do vírus da Aids e mantém o blog Rainha Vermelha. Continua...


http://scienceblogs.com.br/

Autor da matéria: Marcos Pivetta - Edição Online - 08/04/2009
Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/

6 de abr. de 2009

Valores morais no ciberespaço e a convivência online

Considerado pela crítica como bem-vindo e oportuno, o artigo intitulado “Gender, Race and Morality in the Virtual World and Its Relationship to Morality in the Real World”, publicado em Fevereiro último na revista científica Sex Roles, relatando um estudo liderado por Linda Jackson, professora de psicologia da Michigan State University, busca descobrir se os valores morais da vida real se transferem para o mundo virtual. Conforme os próprios autores, trata-se da primeira investigação sistemática dos efeitos de gênero e raça sobre a moralidade de menores no mundo virtual, e até que ponto isso está relacionado com a moralidade desses menores no mundo real. O estudo se concentra fundamentalmente em três questões. Primeiro, há diferenças de gênero e/ou raça na aceitabilidade de comportamentos moralmente questionáveis no mundo virtual? Em segundo lugar, o comportamento moral e as atitudes morais no mundo real servem como elementos para se prever a aceitabilidade de comportamentos moralmente questionáveis no mundo virtual? Finalmente, será que a freqüência de uso da tecnologia (computador, internet, video game, celular) determinam a aceitabilidade de comportamentos moralmente questionáveis no mundo virtual?


A pesquisa se baseia nas respostas de 515 estudantes do sétimo ano (12 a 13 anos de idade) a perguntas sobre aceitabilidade de ações “virtuais”. Essas ações incluem espalhar vírus de computador, enviar por e-mail a amigos as respostas a questões de exames escolares, ver pornografia, e enviar mensagens sexualmente explícitas a estranhos. A pesquisa compara esses resultados a perguntas sobre o comportamento no mundo real como colar (ou “filar”) nos exames escolares, abusar ou importunar colegas (em inglês “bullying”), mentir para os pais ou professores, e usar expressões racistas.


Os autores chamam a atenção para o fato de que o que mais se aproxima de uma consideração do comportamento moral no mundo virtual é a chamada política do “uso aceitável”. Provedores de serviços de internet, assim como instituições públicas e privadas que provêem acesso à internet (como, por exemplo, escolas) normalmente exigem que os usuários assinem um termo de compromisso concordando em evitar comportamentos virtuais inaceitáveis. Entretanto, não fica claro se os menores enxergam a adesão a tais termos como um “imperativo moral”. Igualmente, não está claro se a moralidade desenvolvida no mundo “real” influencia as crenças sobre o que constitui comportamentos imorais ou inaceitáveis no mundo virtual. Surge a questão: existem dois mundos diferentes quando se trata de moralidade?


Embora os resultados da pesquisa indiquem que a moralidade no mundo real dá uma idéia de como crianças vêem comportamento online questionável, o relacionamento se mostrou fraco, conforme a professora Linda Jackson. Isso sugere que outros fatores influenciam a moralidade online, e que “há uma disparidade entre a forma como crianças pensam sobre moralidade ou virtude no mundo virtual e no mundo real, e que portanto há algo mais.” O que é esse algo mais, ainda não está claro. É preciso entender melhor o processo de conceitualização desse novo mundo virtual, e se os menores de fato o pensam como separado. Não é difícil imaginar como uma criança desenvolveria essa percepção, pois em 90% das vezes, eles sabem mais sobre esse mundo virtual que seus próprios pais. Isso pode inclusive passar uma sensação do tipo “talvez meus pais saibam muito sobre o mundo real, mas quando estou online, é meu mundo”. Como agravante, para os menores que têm seus próprios computadores, a percepção tende a ser de que sua privacidade está garantida e que é possível fazer tudo no mundo virtual sem correr o risco de ser apanhado.


Como conclusão e recomendação final, os autores afirmam que intervenções educacionais que sejam culturalmente sensíveis precisam ser desenvolvidas para assegurar que todos os menores, independente de raça ou gênero, entendam que certos comportamentos virtuais são inaceitáveis, e que, na verdade, podem vir a ser psicologicamente prejudiciais, como a violência excessiva em vídeo games, ou fisicamente perigosos, como contactar estranhos online.


A busca pelo conhecimento científico apropriado para o enfrentamento dessas questões faz parte de um projeto mais amplo de criação, no âmbito da UFPE, de um Centro de Estudos de Internet e Sociedade à luz de exemplos bem sucedidos como Harvard e Stanford. O objetivo é explorar e entender o ciberespaço; estudar seu desenvolvimento e dinâmica, suas normas e padrões; e avaliar a necessidade ou a falta de leis e sanções para esse novo espaço de convivência. Agindo como um forum interdisciplinar, o Centro deverá buscar reunir estudiosos, acadêmicos, legisladores, estudantes, programadores, pesquisadores em segurança da informação, e cientistas para estudar a interação entre as novas tecnologias e as ciências sociais (Direito, Economia, Sociologia, Psicologia, Pedagogia) e examinar como a sinergia entre essas disciplinas pode promover ou prejudicar bens públicos como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo, os comuns públicos, a diversidade, e a investigação científica. A intenção é fomentar ações que melhorem tanto a tecnologia quanto as leis e as regras de convivência social, encorajando os tomadores de decisões a projetar tanto as leis como as tecnologias como veículos do aprimoramento dos valores democráticos.

PS: Ruy é professor associado do Centro de Informática da UFPE e escreve para o Blog sempre às segundas.

Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/artigos/2009/03/16/valores_morais_no_ciberespaco_e_a_convivencia_online_42800.php

5 de abr. de 2009

Conferências de Promoção da Igualdade Racial agendada em 25 EstadosPor


Brasília - Pelo menos 25 Estados já agendaram a realização de Conferências Municipais e Estaduais preparatórias da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, marcada para ocorrer entre os dias 25 e 28 de junho, no Centro de Convenções, em Brasília.


As Conferências Estaduais elegerão delegados à Conferência Nacional. A expectativa é de que participem mais de mil e quinhentos delegados. Exemplares do Regimento Interno da II CONAPIR e do Caderno de Subsídios, produzido pela SEPPIR, estão sendo distribuídos nos estados.


Os órgãos interessados nestes materiais podem entrar em contato com a Coordenação de Comunicação da SEPPIR através do telefone (61)3411-3670.


Veja em que Estados já estão agendadas Conferências Estaduais:


Acre – 14 e 15 de maio

Alagoas – 21 de maio

Amazonas – 07 a 09 de maio

Amapá – 27 a 30 de abril

Bahia – 24 a 26 de maio

Ceará – 19 e 20 de maio

Distrito Federal – 21 e 22 de maio

Espírito Santo – 15 a 17 de maio

Goiás – 15 de maio

Maranhão – 12 a 14 de maio

Minas Gerais – 23 e 24 de maio

Mato Grosso do Sul – 29 e 30 de abril

Pará – 30 de abril a 02 de maio

Paraíba – 23 e 24 de maio

Pernambuco – 23 e 24 de maio

Piauí – 21 e 22 de maio

Rio de Janeiro – 22 e 23 de maio

Rio Grande do Norte – 28 a 30 de abril

Rondônia – 20 a 22 de maio

Roraima – 12 a 14 de maio

Rio Grande do Sul – 22 e 23 de maio

Santa Cataria – 06 e 07 de maio

Sergipe – 15 e 16 de maio

Tocantins – 06 a 08 de maio


O primeiro Estado a realizar a Conferência preparatória foi o Mato Grosso, em dezembro passado. Os estados do Paraná e de São Paulo são os únicos que ainda não definiram datas. Conferência Nacional


A II CONAPIR será uma oportunidade para ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não-governamentais de promoção da igualdade racial, na qual serão apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações destas com as políticas sociais e econômicas em vigor.

Juíza suspende expulsão do Sacopã

Rio – A juíza Lilea Pires de Medeiros, da 22a. Vara Federal do Rio de Janeiro, suspendeu a ação de reintegração de posse que pretendia a expulsão dos integrantes da Família Sacopã, do Quilombo do mesmo nome, no Rio. A juíza justificou a decisão alegando a existência de um procedimento administrativo do INCRA, que trata da identificação, delimitação e titulação do território da comunidade remanescente do quilombo do Sacopã. “É mister o sobrestamento (suspensão) do feito, a fim de evitar decisões conflitantes que acarretem prejuízos aos atuais habitantes do imóvel”, diz a juíza na sentença.
Fonte: Afropress - 3/4/2009

Para saber mais sobre o QUILOMBO URBANO DO SACOPÃ

Sacopã: resistência de um quilombo urbano [RJ]:
http://www.koinonia.org.br/oq/uploads/noticias/3653_Reportagem_Sacopã.pdf

Quilombo do Sacopã é regularizado pelo INCA: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/02/13/quilombo_da_sacopa_regularizado_pelo_incra-425643845.asp

Seppir visita quilombo encravado na Zona Sul do Rio
http://www.vermelho.org.br/diario/2005/0501/0501_quilomborj.asp

Obama abre Casa Branca à mídia negraPor

Washington/EUA – Ao contrário do que acontece no Brasil, em que jornalistas negros e quem se dispõe a trabalhar a comunicação com foco étnico racial, é ignorado pelo Governo e até pelos órgãos que trabalham o tema, o presidente norte-americano Barack Obama, quer facilitar o acesso de negros ao seu governo. Ele convidou 50 editores negros de jornais do país para um encontro na Casa Branca. Continua...

Fonte: Afropress - 31/3/2009

26 de mar. de 2009

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE NEGRA DA BAHIA, ENFRENTA TV RACISTA



O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) tomou a dianteira sobre uma questão que vem há alguns meses incomodando setores do movimento negro organizado e também quem não é militante: a pauta dos chamados programas populares na TV local, principalmente o Se Liga Bocão e o Na Mira.


Isto por uma questão óbvia: os personagens mostrados em situações constrangedoras são sempre negros e pobres. Amanhã, quinta-feira, 26, às 11 horas, representantes do CDCN, presidido pela socióloga-guerreira Vilma Reis, que tem um excelente trabalho acadêmico sobre violência policial versus etnicidade, irão ao Ministério Público, mais especificamente na Promotoria de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa.

A entidade vai formalizar denúncia por entender que estes programas estão violando direitos humanos básicos.
"Atualmente, os programas sensacionalistas julgam e sentenciam a população negra baiana ao vivo, como um triste espetáculo de horror", diz Vilma Reis, em nota oficial do CDCN. Ela enumera a pauta das produções: exibição de perfurações a bala, de presos nas delegacias e de conflitos entre mulheres.

O CDCN decidiu entrar com a denúncia por conta do não cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o MP e os representantes dos programas.Na mesma audiência estará em pauta também a desobediência a uma portaria da Polícia Civil, publicada em maio do ano pasado, que proíbe a exibição de imagens de presos sob custódia do Estado.

"Em pleno Estado democratico de direito, onde todas as instituições estão funcionando, não podemos suportar tal ofensa em silêncio. Que o argumento da censura não seja manipulado para violar nossos direitos", completa Vilma.

A ação do CDCN traz mais uma vertente do choque entre o que se considera liberdade de expressão e desrespeito à dignidade da pessoa humana. Um direito,claro, não pode passar por cima de outro.

Além disso, vale lembrar que televisão é concessão pública, portanto patrimônio do Estado que não pode permitir que seus princípios sejam desrespeitados. Por outro lado qualquer comunicador ético sabe bem a diferença entre o limite de falar o que pensa e responsabilidade social.

Fica a expectativa para o desfecho de uma discussão que já está espalhada pela cidade. Inclusive, a coluinsta da Revista da TV de A TARDE, Malu Fontes, tem feito vários artigos sobre o tema na publicação. Na edição do último domingo, dia em que a Revista da TV circula, teve um. Fica a dica para quem desejar se aprofundar no assunto.



Foto: Xando Pereira AG. A TARDE

APÓS DENÚNCIA,
VITÓRIA DO MOVIMENTO NEGRO !!!!!!!!!!
.
ACOMPANHE OS DESDOBREMENTOS DESTE CASO PATENTE DE RACISMO

Seminário InternacionalInformação, poder e política: novas mediações tecnológicas e institucionais



Rio de Janeiro, 15-17 de Abril, 2009


OBJETIVOS: Debater como as transformações sociais, políticas, econômicas e tecnológicas contemporâneas de produção e circulação da informação e do conhecimento engendram novas questões e novas abordagens nas relações entre informação, poder e política. Propõe-se discutir o cenário global emergente de informação, diante das transformações tecnológicas e da emergência de novas institucionalidades, práticas e movimentos sociais, bem como as perspectivas e estratégias dos países em desenvolvimento nesse cenário.

BLOGS, DIREITOS E CIBERCIDADANIA



PARA QUEM QUER USAR SOFTWARE LIVRE E NUNCA TEVE A CORAGEM DE INSTALAR...





Traga seu laptop, seu computador e instale um dos sistemas operacionais mais seguros e ágeis do planeta, o GNU/Linux. Acabe com os vírus e deixe de ser prisioneiro da m$. Liberte-se. Exorcize seu computador.Imperdível!
O TEXTO SEGUINTE É DO COORDENADOR DA ODF ALLIANCE E ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO, JOMAR SILVA:

"Muito tem sido escrito e debatido sobre o projeto de Cibercrimes em discussão na câmara federal, e ás vezes tenho a impressão de que os defensores do projeto não fizeram ainda um exercício de realidade sobre o que estão propondo.O PROJETO em discussão atualmente piora ainda mais o projeto original quando inclui o “provedor de conteúdo”, propondo a extensão de uma medida que vai ser extremamente onerosa, difícil de implementar e que dará margem a uma infinidade de irregularidades e abusos que todos nós já conhecemos.

A exigência de cadastro (RG, filiação e etc) para todo e qualquer provedor deacesso e de conteúdo pode até parecer uma grande ideia, mas na prática é uma iniciativa inócua e não sei a quem ela realmente interessa.

Com quem está a verdade? Ela precisa estar apenas de um lado da moeda?


Fonte: http://samadeu.blogspot.com/2009/03/jomar-silva-esclarece-porque-o-projeto.html

2 de mar. de 2009

EUA devem boicotar conferência da ONU sobre racismo

WASHINGTON - Os EUA deverão boicotar a próxima conferência das Nações Unidas sobre racismo, a não ser que o documento final do encontro elimine qualquer referência a Israel ou à ideia de compensar descendentes de escravos.

O Departamento de Estado também informou que o governo do presidente Barack Obama vai participar como observador das reuniões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, organismo que foi boicotado pelos EUA durante os oito anos do governo de George W. Bush por causa de suas declarações anti-Israel.

A conferência sobre racismo, marcada para abril em Genebra (Suíça), será uma continuação de um controvertido encontro realizado em 2001 em Durban (África do Sul). Os representantes dos EUA e de Israel se retiraram daquela conferência em protesto contra o rascunho do documento final, que equiparava o sionismo (movimento que levou à criação do Estado de Israel em terras árabes, em 1948) a uma forma de racismo.

Tanto Israel como o Canadá já haviam anunciado que vão boicotar a reunião de Genebra. O governo Obama enviou representantes às reuniões preparatórias e anunciou, na última sexta-feira, que o rascunho da declaração final em discussão é muito similar ao texto de 2001, que Washington havia considerado inaceitável.

"Lamentavelmente, o documento que está sendo discutido foi de mal a pior; o rascunho não tem salvação. Como consequência disso, os EUA não vão se envolver em novas negociações sobre esse texto, nem participarão de uma conferência sobre a base desse texto", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood.

Fonte: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int331331,0.htm

Observatório Racial registra 90 ocorrências em 4 dias

A quarta edição do Observatório da Discriminação Racial e da Violência contra a Mulher mudou a metodologia de trabalho este ano. Ao contrário das edições anteriores, o projeto, desta vez, não está voltado para a pesquisa. No Carnaval 2009, o Observatório funciona como uma espécie de central de denúncias que envolvam qualquer tipo de racismo.

Com um posto central de atendimento na Ladeira de São Bento, o Observatório já registrou, desde a quinta-feira até as 9 horas de hoje (segunda-feira), 90 ocorrências. A maioria delas está relacionada à violência contra ambulantes, catadores de latinhas e cordeiros. Equipes volantes fazem plantão nas principais áreas da festa e mais de 50 profissionais estão envolvidos no projeto. Entre eles, advogados, comunicadores, assistentes sociais, técnicos de saúde e servidores públicos que trabalham simultaneamente.

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2009/02/23/Bahia/Observatorio_Racial_registra_90_o.shtml

Simpósio Internacional Brasil-África de Ensino Superior

Estão abertas, até 8 de março, as inscrições para apresentação de trabalhos no Simpósio Internacional Brasil-África de Ensino Superior. Serão aceitos resumos em qualquer área, com prioridade para estudantes africanos ou alunos brasileiros que desenvolvam trabalhos sobre a África. O encontro será realizado dos dias 22 a 24 de abril na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e terá em sua programação palestras de pesquisadores africanos e brasileiros, além de eventos culturais. Informações pelo telefone (81) 2126 8284 e no site

Fonte: www.simposiobrasilafrica.blogspot.com
Brasília, 20 de fevereiro de 2009
Começou a hora do show*

Em 2000, o cineasta afro-americano Spike Lee finalizou um dos seus filmes mais duros, A Hora do Show, em que satiriza a indústria cultural americana, através da crítica à representação dos negros num programa de TV. Infelizmente, a situação do Carnaval baiano permite analogia entre o branco pintado de negro em O cantor de jazz, filme citado por Lee em A Hora do Show, e os cantores e cantoras que, a partir da mimetização do imaginário, da fala, da criatividade visual, musical e rítmica de artistas negros baianos, se inserem na mídia e no mercado “pintados” de negros e negras da Bahia.

A renovação, atualização e releitura do Carnaval baiano apóiam-se fortemente na “africanização” da festa. A expressão visual, as roupas usadas no Carnaval e no cotidiano, a moda da rua, as gírias, as expressões artístico-culturais, a inventividade do negro e da negra são utilizados pelo mercado de “novidades” carnavalescas.

A reafricanização do Carnaval baiano se registra a partir dos blocos de índio, nos anos 70. É preciso lembrar que houve momentos de perseguição dos poderes públicos aos Apaches do Tororó e aos Comanches. A criação e resistência dos blocos de índios foram fundamentais para a etapa seguinte.

Em 1974, chega à avenida o Ilê Aiyê, depois vêm o afoxé Badauê, o Olodum, o Malê Debalê e, ao longo do tempo, em outras comunidades marcadamente negras e periféricas, vimos surgir Ara Ketu, Timbalada, Didá.

Estas e outras entidades, seja nas estampas, alegorias, repertórios ou musicalidade, bebem diretamente da fonte da África baiana, África recriada, imaginada, atualizada a partir de referências da juventude negra e do seu cotidiano nas periferias.

O fenômeno do enegrecimento do Carnaval encontra-se, hoje, noutro patamar.
De forma semelhante a outras manifestações originalmente referenciadas na cultura negra, o processo de inserção no mercado descaracteriza os produtos a partir da ressignificação e apropriação destas expressões artísticas por artistas e instituições não-negros, inclusive as públicas.

O Carnaval da Bahia pinta o rosto de negro, mas os espaços mais cobiçados e lucrativos, a exposição midiática privilegiada, o inegável resultado financeiro fica nas mãos e bolsos brancos ou quasebrancos.

A elite do mercado do Carnaval agiu rápida e lucrativamente ao explorar e incorporar o acervo negro baiano. A incorporação virou símbolo da Bahia e da propagada baianidade que seduz o Brasil e o mundo, através, principalmente, dos “pintados” de negro, uma mercadoria de forte receptividade, consumida com alegria pela indústria cultural e de turismo. Ao mesmo tempo, a maioria das mulheres e jovens negros cumpre papéis subalternizados na festa: comércio informal, cordas, coleta de latinhas e pets, refugos dos que pagam para usufruir da hora do show.

Em alguns casos, ainda, é preciso “embranquecer” o artista negro para ter sucesso. É preciso adotar práticas da elite do Carnaval baiano para “aparecer”: mudam-se os formatos dos shows, os locais dos ensaios, acrescentam-se elementos que representem diversidade racial, elitiza-se o produto para que ele seja melhor aceito pela mídia e pelo mercado. Alguns, que não aderem às práticas do Carnaval branco, são as exceções tão necessárias para tornar a festa ainda mais bonita e – aparentemente – legitimamente afrobaiana.

O desafio para os artistas negros e negras da Bahia é duplo: o primeiro, como todo artista, é estar atento e antenado para – a partir da arte – colocar o povo em suas obras; o segundo, mais cruel e oneroso, é ver sua originalidade reverter em ganhos para outros grupos, outras pessoas, ver sua obra obter espaços a partir de rostos “pintados” de negro.
Não é uma questão de cópia ou plágio.

É algo que escapa da legislação de direitos autorais, é mimetização e ressignificação de um patrimônio imaterial, ao mesmo tempo individual e coletivo.

Embora não haja ilegalidade nessas práticas de apropriação, há a imoralidade, que produz a deslegitimação dos processos de organização e expressão cultural da juventude negra da Bahia.
Para nós, que vimos nascer, crescer e sobreviver a pulsante originalidade desta recriação da África na Bahia, nos resta usar a voz. A pergunta é: quem são as vítimas na hora do show ?
*Por Luiz Alberto - Deputado Federal (PT/BA), ex-secretário de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia

Fonte: Jornal A Tarde / Opinião - Página 3 - Publicado em 20 de fevereiro de 2009
Mais informações:
Assessoria - Deputado Federal Luiz Alberto (PT/BA)Daniela Luciana (DRT/BA 1998) / 61 8179-9316

19 de fev. de 2009

charge Racista


Charge do "New York Post", que gerou polêmica nos EUA, parece comparar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a um chimpanzé morto a tiros pela polícia. Na charge, o policial afirma: "eles terão de encontrar outra pessoa para escrever o próximo plano econômico"
Aqui em Salvador a polícia mata todos os dias, vários obamas. 6 por semana. São jovens homens negros e que residem na periferia.

16 de fev. de 2009


Jornalistas, acadêmicos e ativistas pela democratização da comunicação divulgaram no início de abril manifesto em defesa da diversidade informativa e da garantia de amplo direito à comunicação. O manifesto, resultado de reunião promovida em São Paulo em março, lança as bases para a organização do Fórum Mídia Livre. Confira a íntegra abaixo.Manifesto da Mídia Livre

O setor da comunicação no Brasil não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo.

A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos.

Não se pode mais aceitar que os movimentos sociais que conquistaram muitos dos nossos avanços democráticos sejam sistematicamente criminalizados, sem condições de defesa, pela quase totalidade dos grupos midiáticos comerciais. E que não tenham condições de informar suas posições com as mesmas possibilidades e com o mesmo alcance à disposição dos que os condenam.

Um Estado democrático precisa assegurar que os mais distintos pontos de vista tenham expressão pública. E isso não ocorre no Brasil.

Também precisa criar um amplo e diversificado sistema público de comunicação, no sentido de produzido pelo público, para o público, com o público. Tal sistema deve oferecer à sociedade notícias e programação cultural para além da lógica do mercado.

Por fim, um Estado democrático precisa defender a verdadeira liberdade de imprensa e de acesso à informação, em toda sua dimensão política e pública. E ela só se dá quando cidadãos e grupos sociais podem ter condições de expressar idéias e pensamentos de forma livre, e de alcançar de modo equânime toda a variedade de pontos de vista que compõe o universo ideológico de uma sociedade.

Para que essa luta democrática se fortaleça, os que assinam este manifesto convidam a todos que defendem a liberdade no acesso e na construção da informação a participarem do 1º Fórum da Mídia Livre, que se realizará na Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 17 e 18 de maio de 2008.

Os que assinam esse manifesto apresentam a seguir algumas propostas, preocupações e idéias, que, entre outras, serão debatidas no Fórum de Mídia Livre.

Nos declaramos a favor de que:

-O Estado atue no sentido de garantir a mais ampla diversidade de veículos informativos, da total liberdade de acesso à informação e do respeito aos princípios da ética no jornalismo e na mídia em geral;
- Realize-se com a maior urgência a Conferência Nacional de Comunicação que discutirá, entre outras coisas, um novo marco regulatório para o setor, com o objetivo de limitar a concentração do mercado e a formação de oligopólios;
- A inclusão digital seja tratada com a prioridade que merece e que o investimento nela possibilite o acesso a canais em banda larga a toda a população, para que isso favoreça redes comunitárias (WiFi) e faixas em espectro livre;
- As verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes;
- O Estado brasileiro atue no sentido de apoiar as iniciativas das rádios comunitárias e não o contrário, como vem acontecendo nos últimos anos;
- O Estado brasileiro considere a possibilidade de a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos atue na área de distribuição de periódicos, criando uma nova alternativa nesse setor;
- O Cade intervenha no atual processo de concentração de distribuição de periódicos impressos, evitando a formação de um oligopólio que possa atingir a liberdade de informação;
- A Universidade dê sua contribuição para a democracia nas comunicações, em seus cursos de graduação e pós-graduação em Comunicação Social, formando profissionais críticos que possam contribuir para a produção e distribuição de informação cidadã;
- A revisão do processo de renovação de concessões públicas de rádio e TVs, já que nos moldes atuais ele não passa por nenhum controle democrático, o que possibilita pressões e negociações distantes dos idéias republicanos, levando à formação de verdadeiras capitanias hereditárias na área;
- A sistematização e divulgação de demonstrativos dos gastos com publicidade realizados pelo Judiciário, pelo Legislativo e pelo Executivo, nas diferentes esferas de governo;
- A definição de linhas de financiamento para o aporte tecnológico e também para a constituição de empreendimentos da mídia livre e sem fins lucrativos com critérios diferentes do que as concedidas à mídia corporativa e comercial; e que isso seja realizado com ampla transparência do montante de recursos, juros e critérios para a obtenção de recursos;
- Que há condições para que o movimento social democrático brasileiro e também os veículos da mídia livre mobilizem recursos e esforços para constituir um portal na internet, um portal capaz de abrigar a diversidade das expressões da cidadania e de garantir a máxima visibilidade às iniciativas já existentes no ciberespaço.

12 de fev. de 2009

MOÇÃO DE REPÚDIO - JAULAS NO CARNAVAL DE SALVADOR/BA

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS CONSELHO ESTADUAL DE JUVENTUDE

O Conselho Estadual de Juventude da Bahia (CEJUVE - BAHIA), em Reunião Extraordinária realizada no último dia 06 (seis) na cidade de Salvador, tomou conhecimento por meio da imprensa de que a Secretaria de Segurança Pública (SSP/BA), através do Departamento de Polícia Metropolitana, instalará Celas Móveis, denominadas pela imprensa e pela sociedade civil como "jaulas", destinadas a deter os foliões envolvidos em ocorrências durante o circuito da festa.
Neste sentido, tendo em vista o seu papel enquanto espaço institucional de discussão das políticas e dos direitos da juventude, este Colegiado vem de público manifestar seu veemente repúdio à implantação desses equipamentos, bem como às manifestações do diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Ruy Pereira da Paz que, conforme notas da imprensa, declarou que a permanência das pessoas nas "jaulas" chegará a algumas horas, e que, segundo ele, nunca será possível afirmar exatamente o tempo de detenção, pois, depende do quanto demorará a preparação da documentação e o registro da ocorrência.

Tais declarações, somadas à decisão de instalar as "jaulas", são radicalmente violentas do ponto de vista dos direitos da população baiana e, sobretudo, atentatórias aos direitos humanos, em absoluto descompasso com toda a legislação penal nacional e internacional, vez que viola flagrantemente a dignidade da pessoa humana e expõe à situação humilhante o cidadão que eventualmente seja detido pela força policial. No quando lembramos o aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, as atitudes, ações e omissões do comando da Segurança Pública na Bahia são inaceitáveis e, reiteramos, veementemente repudiadas pelo Conselho Estadual de Juventude.

As referidas "celas", assim como os contêineres já usados no Carnaval do ano passado – ainda que sob fortes manifestações contrárias de setores do movimento social - representam uma grave manifestação de descaso com população jovem do Estado, em especial contra a juventude negra do sexo masculino que, conforme se observa, é a maioria absoluta entre os presos nas festas populares.

Desta forma, solicita-se que a instalação de tais equipamentos seja imediatamente suspensa e que sejam providenciadas as medidas necessárias para abolir, definitivamente, a utilização das jaulas em outras festas populares, investigando os responsáveis pela iniciativa desses equipamentos e responsabilizando-os por qualquer lesão que os mesmos possam causar, inclusive pelos gastos indevidos com a sua aquisição, gerando um injustificado custo ao erário e uma descabida lesão ao interesse da população.

Ademais, solicitamos ao Governador, ao Ministério Público e à Defensoria do Estado da Bahia que, no cumprimento de suas obrigações e no exercício de suas funções eminentemente públicas, adotem as providências necessárias para imediata suspensão dessa arbitrariedade, bem como, convocamos a sociedade civil para unir-se ao CEJUVE no enfrentamento a iniciativas dessa natureza, apontando formas de organização e luta, pela efetiva promoção dos diretos da juventude.

Salvador – Ba, 06 de fevereiro de 2009.
Conselho Estadual de Juventude

28 de jan. de 2009

Exemplo de + 1 Blog que pratica racismo

Olá pessoas todas. Nosso BLOG pretende discutir um tema que é invisibilizado quando falamos sobre produção de conteúdos e veiculação de imagens na internet: a presença do Racismo, neste caso, no ambiente virtual.

Vez por outra, alguns exemples destas manifestaões serão utilizadas, não para reforçar o desejo daqueles/as que são racistas, mas para ilustrar atos, ações e atitudes que não são facilmente caracterizados, mas que estão invadindo a internet e que se caracteriza como racismo, sim.

Recebi uma denúncia de um blog que estaria, sendo um exemplo típico do racismo virtual. O detalhe aqui é para a pergunta: "se michele obama fosse um animal, imagine qual seria"?




Fonte do Blog Racista: http://duas-vezes-numero-um.blogspot.com/


O autor do blog criticou as roupas, os cabelos e a cerimônia de posse do Promeiro Presidente Negro dos EUA. Faz alusão ao episódio em que Bush recebeu sapatos atirados, e o faz como se esta situação tivesse que se repetir.

Agnaldo Neiva




NOS EUA, OBAMA. EM MG, "CRIOULO MACACO"

Retirado do site Novo Jornal. 22/01/2009

Enquanto comemora-se a posse de um presidente negro nos EUA, elite governamental mineira pratica impunemente o racismo

Na última sexta feira (16), enquanto o mundo inteiro preparava-se para a posse do primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, comemorando o avanço e amadurecimento de uma sociedade que já foi considerada uma das mais racistas do mundo, em Belo Horizonte, capital mineira, uma funcionária do primeiro escalão do governo praticava impunemente o racismo.


O segurança Antonio Carlos de Lima, funcionário de uma loja na região da Savassi, área nobre da capital, ao cumprir seu dever solicitando à secretária do vice-governador de Minas Marcela Amorim Brant, filha do ex-deputado federal Roberto Brant, para que não estacionasse seu veículo em local proibido, de uso exclusivo da loja, recebeu como resposta diversas ofensas, em clara prática de preconceito racial. "Seu crioulo, seu macaco, ja dei queixa de você lá dentro da loja".


Chamada, a Polícia Militar compareceu ao local colhendo depoimentos e o testemunho de quem presenciara o fato, encaminhando a secretária do vice-governador e o segurança para a delegacia. O que ocorreria a seguir vem comprovar que em Minas Gerais, a lei não alcança aos que estão no governo.

O que até então era conduzido dentro da lei, tomou outro caminho. Os policiais que faziam a ocorrência passaram a ser pressionados por capitães e coronéis da Polícia Militar. Abertamente pretendiam interferir no trabalho dos policiais, na tentativa de impedir o andamento do boletim de ocorrência.


Antonio Carlos Lima, o vigia ofendido, fez questão de relatar à reportagem do Novojornal: "Agradeço aos tenentes e aos cabos da cia. 22 que, apesar da pressão sofrida, através de constantes telefonemas do alto escalão, fizeram seus trabalhos, garantindo a mim a integridade moral e emocional."


Embora o crime de racismo seja inafiançável, depois de quase 6 horas na delegacia, onde compareceu uma equipe de reportagem de TV, que gravou ao vivo, e outras equipes de reportagem já não mais tiveram acesso. A tentativa de mudança de delegacia e o encaminhamento imediato da acusada para o fórum acabaram não dando em nada.
Até hoje, quase uma semana depois, nem mesmo uma nota sobre o assunto as entidades ligadas ao movimento negro e direitos humanos em Minas Gerais emitiu.


A situação dos direitos civis em Minas Gerais beira o absurdo, quando chegamos a ponto de membros do comando da Polícia Militar tentarem interferir para que seus subordinados não cumpram a lei, favorecendo a elite governamental e a demonstração cabal de que em Minas não existe lei para quem está no governo.

Cópia do boletim de ocorrência

Quem se diz contra racismo fala muito mas age pouco, sugere pesquisa

Pessoas superestimam sua reação negativa a comportamento racista.Preconceito inconsciente pode estar por trás de passividade.

O que você faria se presenciasse uma cena de racismo explícito? Se crê que a sua primeira reação seria se rebelar contra a injustiça e repreender o responsável pelo preconceito, pense de novo -- porque, em geral, não é isso o que as pessoas fazem, de acordo com um estudo feito por pesquisadores canadenses e americanos. Segundo eles, enquanto na teoria quase todo mundo se diz contra o racismo, na prática bem menos gente toma uma atitude contra a discriminação. Continua...

18 de jan. de 2009

Instalação de Delegacias negras por Estado - SEPPIR

Brasília – A instalação de Delegacias Raciais em parceria com as Secretarias de Segurança Pública de cada Estado é o principal projeto do ministro deputado Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) para deixar uma marca nestes últimos dois anos de Governo Lula. O ministro, que substituiu há um ano a ex-ministra Matilde Ribeiro, exonerada na esteira do escândalo dos cartões corporativos, quer deixar uma marca positiva da sua gestão - até o momento considerada apagada - e ampliar para todo país experiências que já existem em Estados como S. Paulo e Piauí.

A experiência nesses dois Estados, no entanto, não é muito animadora: as Delegacias sobrevivem sem recursos no orçamento, com pouco pessoal e passaram a ter apenas papel simbólico. A de S. Paulo foi recriada na curta gestão do jurista Hédio Silva Jr., na Secretaria de Justiça de S. Paulo, em 2.006, no Governo Alckmin/Cláudio Lembo e apesar dos esforços da titular, delegada Margareth Barreto, não passou de um ensaio. Funciona imprensada numa sala da Divisão de Proteção à Pessoa, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado, no Centro de S. Paulo, sem qualquer estrutura. Continua...

: Redação - Fonte: Afropress - 9/1/2009