5 de nov. de 2010

Caso Monteiro Lobato - MEC diz que não há racismo



Ministério pede que conselho reveja parecer contrário à distribuição de "Caçadas de Pedrinho" nas escolas públicas. Ministro Haddad diz não ver racismo na obra, mas não descarta hipótese de inclusão de uma nota explicativa .

O Ministério da Educação vai pedir que o CNE (Conselho Nacional de Educação) reveja o parecer que recomendou restrições à distribuição do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, a escolas públicas.

Como revelou a Folha, o conselho sugeriu em um parecer que a obra não seja distribuída pelo governo ou, caso isso seja feito, que contenha uma "nota explicativa" sobre o contexto em que ela foi escrita, devido a um suposto teor racista.

Para vigorar, o parecer teria que ser homologado pelo ministro Fernando Haddad, que ontem disse não concordar com o conselho.

De acordo com ele, chegou ao ministério um número "incomum" de reclamações de educadores e especialistas a respeito do tema. "Foram muitas manifestações para que o MEC afaste qualquer hipótese de censura a qualquer obra", afirmou.

ANGELA PINHO, DE BRASÍLIA
Fonte: http://humbertoadami.blogspot.com/2010/11/monteiro-lobato-e-cen-na-midia.html


Acompanhe o movimento: DEVOLVA A PERNA DO SACI, LOBATO!!!

Projeto na Câmara propõe criação de "Índice de Inclusão Digital"

Esta matéria foi publicada em agosto de 2010, mas vale a pena acompanhar a tramitação desta propsta, já que ela propõe a ciração de um indicador que é de nosso interesse, mas que ele para ser bem utilizado por nós, tem que oferecer os recortes essenciais de raça/cor e gênero. Vamos tentar obter mais informações.

De acordo com a proposta, a medição serviria para aferir acesso dos brasileiros a computadores e à web, além do uso de e-governo. Um projeto de lei em tramitação na Câmara, de autoria do deputado Roberto Britto (PP-BA), propõe a criação do "Índice Brasileiro de Inclusão Digital (Ibid)". O objetivo seria medir o grau de inclusão de pessoas físicas, empresas e governos na "sociedade da informação".

Pelo projeto, os dados que comporiam o índice serão definidos e coletados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esses dados devem abranger as seguintes informações, de acordo com a proposta de lei:
  • o grau de utilização de computadores e do acesso à internet; 
  • o uso da informática no setor privado e a oferta de bens e serviços por meio do comércio eletrônico
  • o tamanho dos serviços de governo eletrônico e do uso da rede para transparência de contas públicas.
O indicador deverá ser divulgado trimestralmente, e será "assegurado ao poder público ampla disseminação e a promoção de estudos visando a ampliação da inclusão digital", diz o texto. Para o deputado, o índice de inclusão digital vai refletir os avanços alcançados pelos cidadãos, empresas e governos na disseminação da tecnologia da informação.

Tramitação - O projeto tramita em caráter conclusivo (não precisa ir ao plenário) e será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: IDG Now!
Publicada em 20 de agosto de 2010

3 de nov. de 2010

Indicadores - Denúncias de 1/10/2010 a 1/11/2010


A SaferNet disponibiliza nesta seção uma ferramenta interativa de estatísticas da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Por meio desta página é possível consultar o número de denúncias recebidas pela SaferNet, com a possibilidade de realizar pesquisas por tipo de crime e/ou por período. O sistema desenvolvido por nossa equipe de TI também oferece a geração instantânea de gráficos com base nos números apresentados.








Fontes: http://www.safernet.org.br/site/indicadores
Fontes: http://www.baixaki.com.br/imagens/infografico-velocidade-internet2010.jpg
Fontes: http://tutisablog.blogspot.com/2010/09/velocidade-da-internet-ao-redor-do.html
Conheça a Central Nacional de Denúncias - Clique aqui...

Devolva a perna do Saci, Lobato!..

"Devolva a perna do Saci, Lobato!.. Devolva a perna do Saci! Devolva a perna do Saci, Lobato! Devolva a perna do Saci, Lobato! Devolva a perna do Saci, Lobato!

Era uma tarde de sábado, onde todos jogavam uma pelada

Na defesa Limeira, Giovane e Maka. No meio de campo: Jocélia, Landê e Lindinalva. No ataque Hamilton, o Saci e a tia Anastácia. De repente..Acontece a desgraça!

A cidade toda fechada. Era Monteiro Lobato, de moto-serra, machado e faca.

Tia Anastácia foi sequestrada, ficou revoltada e foi libertada. O saci teve a perna serrada.

De repente apareceu Jorge Conceição com toda boiada, salvando toda negrada dizendo: Devolva a perna do saci, Lobato!"

Poesia de Geovani Sobrevivente

Quilombaque discute 50 anos de Quarto de despejo




2 de nov. de 2010

Haddad ouvirá teóricos sobre veto a Lobato

Conselho da Educação defende que obra tem conteúdo racista e não deve ser usada na escola - Carolina Stanisci / 31 de outubro de 2010

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que vai ouvir opiniões de acadêmicos e educadores sobre o parecer do Conselho Nacional da Educação que caracteriza como racista o conteúdo da obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, considerado um dos maiores escritores de literatura infantil do País.
Em deliberação, o conselho afirmou que o livro está em desacordo com a legislação do País e que deveria deixar de ser dado aos estudantes ou que isso seja feito com explicações sobre seu conteúdo. Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro. "Não vou decidir no calor do momento", afirmou ele, ressaltando que é preciso pensar melhor sobre o tema.


A polêmica começou após Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal, ter encaminhando uma denúncia contra o uso do livro à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A pasta encaminhou a crítica ao conselho, que deu parecer contra o uso da obra, numa votação unânime.


Em relatório seguido de voto, a conselheira Nilma Lino Gomes concordou com as alegações encaminhadas pela denúncia. O livro, distribuído a escolas da rede no Distrito Federal e parte do programa de bibliotecas do Ministério da Educação, conta a história da caçada de uma onça por Pedrinho e a turma do Sítio do Picapau Amarelo, personagens criados por Lobato. Continua...


Fonte: O Estado de S.Paulo
Imagem: Luciano Coca/AE


Para entender melhor o que está acontecendo, visite a página do Geledés, que tem esta brilhante matéria:

Conselho de Educação quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas

O Racismo através do Mundo Virtual



O que faz uma garota do Estado de São Paulo, considerar toda uma região e sua população como não sendo gente. Como considerar estes casos como de menor potencial ofensivo? Seria uma injúria? Não senhores/as. ISTO CONHECEMOS BEM: É RACISMO!!!!!
E RACISMO VIRTUAL, que como tal, merece o tratamento que a Lei ordena. Que o Ministério Público deste que é um dos Estados mais nordestinos do Brasil (fora do Nordeste!!!) dê a devida condução para mais um caso a ser julgado e que a justiça seja feita.



Segundo a lei nº 7.716/89, que regulamenta a Constituição Federal, esse tipo de crime contra a procedência nacional pode levar uma pessoa a até três anos de reclusão. Essa deve ter sido a causa que motivou a estudante de Direito, que provavelmente conhece as leis do país, a apagar as mensagens, bloquear as visualizações do seu Twitter e do Facebook, e em seguida, cancelar as contas. Ela ainda tentou se desculpar em seu perfil no Orkut, mas não tinha mais jeito, Mayara Petruso já estava marcada no Google.



~ LEIA MAIS ~

03/11 - OAB quer processar jovem por racismo no Twitter


Denúncia contra estudante de Direito deve ser formalizada nesta quinta-feira

A divulgação no Twitter de comentários racistas contra nordestinos deve custar uma ação criminal contra a jovem Mayara Petruso. Ela é estudante de Direito em São Paulo e já estagiou em um escritório de advocacia. A seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) pretende denunciá-la nesta quinta ao Ministério Público paulista pelos crimes de racismo (pena de dois a cinco anos, mais multa) e incitação pública de prática criminosa (três a seis meses de detenção, mais multa). Continua...



03/11 - Autoridades e intelectuais atacam as ofensas virtuais contra nordestinos/as


Ontem, internautas do Sudeste e do Sul, que atribuem a vitória de Dilma Rousseff (PT) ao Nordeste, continuaram postando ofensas em seus perfis nas redes sociais. Para o sociólogo Ordep Serra, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), as ofensas expressam uma tendência racista de parte da população do Sudeste e do Sul. “Como identificamos agora uma superbactéria, estamos vendo o micróbio do fascismo. É preciso punir e educar”, avaliou.

Segundo o sociólogo, este é um sentimento predominantemente em parte da classe média, que teme perder privilégios com as políticas públicas voltadas para o Nordeste. “É uma classe média baixa frustrada, que não enriquece, e tem raiva do pobre e do imigrante”, explicou.

O antropólogo Roberto Albergaria disse que os comentários sintetizam um preconceito antigo contra nordestinos. Ele afirmou que no Brasil há uma “geografia mítica”, que atribui determinadas características às regiões. “No imaginário da população, o Sul e o Sudeste representam a industrialização. O Norte, a natureza. E o Nordeste, a miséria, a ignorância e o analfabetismo”, analisou.




 
Racismo na internet contra nordestinos gera debates sobre o assunto

A internet ganhou força e dimensão por ser um lugar democrático em que as pessoas podem se expressar e participar ativamente de debates e produção de conteúdos. Porém, muitos ainda pensam que a internet é terra de ninguém e extrapolam os limites do respeito, da dignidade e da ética, insultando a violência, pensando que a legislação vigente no país não vigora neste espaço. Vimos isso em mais  um episódio contra os direitos humanos, que tomou grande repercussão no país logo após a eleição presidencial. Continua...
 
Fonte: NÉTica

1 de nov. de 2010

NOVEMBRO NEGRO NO OBSERVATÓRIO | 3º ANO



Abrimos aqui o NOVEMBRO NEGRO NO OBSERVATÓRIO DO RACISMO VIRTUAL. Nossa intenção é acompanhar neste mês, as mobilizações em torno do 20 de Novembro, mês em que comemoramos a imortalidade de ZUMBI DOS PALMARES.
Muitas são as temáticas que aqui podem ser apresentadas, desde que sejam motivo de debate na sociedade. Mas algumas relativas às iniquidades que afetam diretamente a população negra deste país merecerão destaque, tais como:
  • as persistentes DESIGUALDADES RACIAIS:
    • Saúde - a quantas anda a Saúde Integral da População Negra?
    • Educação - cada vez mais se acirram as desigualdades no acesso à educação. Outro aspecto importante é: já se implantou a Lei 10.639/03 - História e Cultura Afro-Brasileira?
    • Trabalho - quam continua a receber os menores salários, mesmo tendo anos equivalentes de estudos aos brancos?
    • Renda - a renda garante uma saída para que o racismo não afete as pessoas que dela possuem? Quem está na base da pirâmide a muito tempo com a menor renda de todas?
    • Tecnologia - a brecha digital afeta quem em primeiro lugar? Se a discussão é tecnologia, porque estamos fora das discussões centrarais sobre elas, justamente nós, povo negro, que para esta terra aplicamos todos os nossos conhecimentos e tecnologias acumulados;
    • Tecnologia 2 - a desigualdade de acesso à informação, menor número de posse de computador e acesso à internet, baixa qualificação dos profissionais que desenvolvem projetos escolares com base no usos dos equipamentos disponíveis, baixo uso dos computadores no ambiente escolar público;
    • Terra - as comunidades quilombolas continuam sendo um calcahar de aquiles para aqueles que sempre tiveram acesso irrestrito à terra. Posse da Terra para as Comunidades Quilombolas;
    • Seguridade - a população negra é quem ainda recebe os piores tratamentos neste sistema, que em tese, deveria atender a todos/as sem distinção;
    • Alimentação - avanços ocorreram, mas a quantidade mínima de calorias que a população negra consome ainda é muito auém das mínimas necessárias, ou comparativamente, é bem menor que as consumidas pela população branca;
    • Conforto, Lazer, Segurança, Recursos Naturais, Mandatos Eleitorais (Senado, Congresso, Governos, Câmaras), etc]

  • os persistentes ATAQUES ÀS CONQUISTAS DA POPULAÇÃO NEGRA:
    • Cotas raciais na Educação Superior - hoje, esta discussão está na ordem do dia do Supremo Tribunal Federal, porque um Partido Política abriu, impetrou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADIN] das Ações Afirmativas, no formato Cotas Raciais. Até onde me consta, esta partido nunca questionou cotas que a população branca sempre se beneficiaram;
    • Comunidades Quilombolas - outra Ação Direta de Inconstitucionalidade está tramitando, visando derrubar o Decreto que regula as normas para titulação das terras quilombolas, justamente a norma que diz como fazer a coisa funcionar.
Este mÊs é de MOBILIZAÇÃO. Por isso, estaremos aqui, abrindo o nosso Novembro Negro, como sempre fazemos, em tom de atenção às informações, posicionando-nos quando necessário.

UM FELIZ NOVEMBRO NEGRO PARA TODOS/AS, À LUZ DA VITÓRIA DA PRIMEIRA MULHER NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. VIVA A NÓS TAMBÉM !!!




Gênero, raça e etnia têm novo espaço na web


(Brasília, 28/10/2010) - O Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, executado pela ONU e pelo governo brasileiro, com apoio do governo espanhol, convida seus parceiros, gestores, jornalistas, ativistas, e todos os interessados no combate à discriminação e na promoção da equidade a visitarem o website.

Endereço: http://www.generoracaetnia.org.br/


28 de set. de 2010

Afroimagens...


Em setembro, nunca esquecemos que São Cosme mandou fazer duas camisinhas azul. No dia da festa dele São Cosme quer caruru... Viva aos Ibejis
À Luíza Passos

Mais preto no branco da política - Afropress lança campanha

A exemplo do que fez há quatro anos com o lema "Mais preto no branco da política", a Afropress abre espaço para a campanha nacional pela eleição de parlamentares negros(as) e anti-racistas nas eleições de 3 de outubro. O objetivo é aumentar a representação parlamentar negra e de deputados(as) comprometidos(as) com a defesa do combate ao racismo, a adoção de ações afirmativas e cotas na Educação e no mercado de trabalho; a denúncia da intolerância religiosa e da escalada de violência que atinge a juventude negra nas periferias das grandes cidades. Semanalmente, será reservada matéria especial sobre eleições com entrevistas com candidatos negros(as) e anti-racistas, comprometidos(as) com a defesa da igualdade e com o aprofundamento da democracia no Brasil. Saiba Mais.

Colonos e Quilombolas - um registro iconográfico e poético da territorialidade negra em Porto Alegre

O livro “Colonos e Quilombolas” registra histórias dos territórios negros urbanos formados em Porto Alegre, findo o trabalho escravizado, por meio do testemunho e da voz iconográfica de seus protagonistas, moradores da região conhecida como Colônia Africana.

Legenda: Colonos familia-1915
O território se iniciava na atual Cidade Baixa e passava pelos bairros Bom Fim, Mont’Serrat, Rio Branco e estendia-se até o bairro Três Figueiras, onde subsiste o Quilombo dos Silva, reconhecido pelo Governo Federal, mas, diuturnamente contestado pela vizinhança, como é regra no tratamento dado aos quilombos, urbanos e rurais, em todo o país. Continua...

7 de set. de 2010

Programas de TV da Bahia violam direitos humanos

O resultado dos primeiros seis meses no monitoramento a dois programas televisivos policialescos na Bahia foi apresentado pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC) e confirma a constância na violação aos direitos humanos entre o meio-dia e 14h em emissoras filiadas ao SBT e a Record: a TV Aratu e Itapoan, respectivamente.


Os programas analisados - Se Liga Bocão (Record) e Na Mira (SBT) - são alvo de recorrentes reclamações da sociedade civil na Bahia, que conta com a parceria do Ministério Público Estadual (MPE) para tentar, ao mínimo, amenizar a situação (Ministério Público coíbe abusos em programas na Bahia). Os dois ficaram entre os cinco programas mais denunciados à campanha Ética na TV em 2009.

Publicidade, merchandising e ações assistencialistas são mescladas com imagens de cadáveres, sentenciamento ilegal e exposição de crianças e adolescentes em situações constrangedoras nos bairros populares e espaços administrados pelo poder público, em especial no interior das delegacias e hospitais. Os jovens e adultos negros do sexo masculino são os maiores alvos dos programas, as mesmas vítimas majoritárias dos homicídios que assolam Salvador e sua região metropolitana.

O estudo foi apresentado em 26 de agosto durante Seminário de Mídia e Direitos Humanos organizado pelo CCDC, um órgão complementar da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), coordenado pelo diretor da unidade, Giovandro Ferreira, e atualmente sob as parcerias da Ong Cipó Comunicação Interativa e Intervozes-Coletivo Brasil de Comunicação Social.

O projeto de monitoramento do CCDC é financiado pela Fundação Ford, coordenado pela Cipó e auxiliado pelo Intervozes e professores da Facom/UFBA. Durante o desenvolvimento também foram colhidas contribuições da professora Tânia Cordeiro, adjunta da Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e outras organizações como o Instituto de Mídia Étnica e Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR).

Os dados apresentados são relativos aos meses de janeiro e junho de 2010. Em outubro será lançada uma publicação. Desde janeiro os dois programas são clipados diariamente, mas apenas uma semana de cada mês é escolhida para aprofundar a pesquisa. As análises também relevam as estratégias discursivas utilizadas pelas emissoras para fixar a atenção do público. Continua...





Nota: * Os gráficos são do Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da UFBA.

Fonte: http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=7115
Por: Pedro Caribé - Observatório do Direito à Comunicação, em 02.09.2010

27 de ago. de 2010

AMAZON TIRA GAME DE 'CAÇA PALAVRAS' DO KINDLE POR USO DE TERMO RACISTA

Game do Kindle 'Every word' foi retirado do ar por conta de palavras impróprias. (Foto: Divulgação)Uma palavra de cunho racista que pode ser utilizada em uma das fases do game de “caça-palavras” “Every word”, do leitor digital Kindle, fez com que a Amazon tirasse o produto do ar.

O game permite que o jogador forme uma série de palavras baseado em seis letras aleatórias que aparecem na tela. Quanto mais palavras forem criadas no menor tempo, mais pontos o usuário consegue alcançar.

Em uma das fases de “Every word”, o termo "niggas", forma em inglês considerada ofensiva para se referir a negros, pode ser utilizada e o game reconhece como termo válido.

De acordo com o site Crunchgear, a palavra foi descoberta pelo usuário do Kindle Erik Deckers. Ele estava jogando o game e não conseguiu descobrir as últimas palavras para passar de fase. Consultando um gerador de anagramas, ele descobriu as tais três palavras, mas uma delas não era aceita pelo jogo. Ao selecionar a opção do game que resolve o problema automaticamente, Deckers encontrou o termo racista.

A Amazon informou que tirou o game do ar porque seu dicionário não bloqueia algumas palavras impróprias. A empresa disse em comunicado que criará uma nova versão do jogo e que lançará uma atualização para que os usuários que já possuem o título não tenham acesso ao conteúdo ofensivo.
 
Fonte: Blog Aldeia Griot

Dilemas da Inclusão Digital: inclusão agora, submissão ao mercado depois?

"Primeiro a inclusão, depois a expansão".

Em agosto, na segunda reunião do Fórum  Brasil Conectado, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra faz uma apresentação contundente na qual a Economia da Informação tornou-se o centro da discussão. Em sua compreensão o brasil rural e urbano vivem juntos, e o empreendedor no Nordeste e Norte, o empresário no Sul e Sudeste e o fazendeiro no Centro-Oeste; a existência de gargalos e a conexão das regiões de menor densidade de acesso àquela de maior desenvolvimento econômico. Uma concepção que não mais contempla aquilo que desejamos para o País.

O Setor privado foi apresentado com aquele que irá fazer com que a banda larga chegue aos cidadãos, mas não foi problematizado com isto pode acontecer, ou como pode-se minimizar aquilo que historicamente foi a prática do setor privado, a manutenção de privilégios, gerador de desigualdades. Nesta lógica, o poder econômico acaba por "controlar" o ecossistema referido pela ministra. um ecossistema formado pelos empresários, os cidadãos, o setor privado, o empreendedorismo e o governo.

Assumir que "Apenas banda larga não resolve", é um passo positivo que podemos perceber neste discurso. Saber o que fazer com ela, também aponta para uma maturidade estratégica, mas, concerteza, temos que ter muito cuidado para que mais uma vez, aquilo que é apresentado com vetor de desenvolvimento para a nação, não seja o vetor de mais produção de desiguldades. Qua a internet rápida não seja apropriada por poucos e os poucos kbps previstos (512) nunca cheguem onde deveriam chegar: à toda população brasileira.

Agnaldo Neiva

Veja a íntegra do discurso da Ministra aqui...

Sai lista das 100 primeiras cidades a serem atendidas pelo PNBL

A Telebrás já tem uma meta de conexões à banda larga em 2010. Foi apresentada nesta quinta-feira, 26/8, no Fórum Brasil Conectado, a lista das primeiras 100 cidades do país, além de 15 capitais e do Distrito Federal, que contarão com oferta de backhaul da estatal e, com isso, acesso à internet dentro do teto de preço de R$ 35 como definido pelo Plano Nacional de Banda Larga.

Como já fora antecipado, o foco inicial é nas regiões Nordeste e Sudeste, mas também há cidades de Goiás e Tocantins. Também como esperado, há cidades mais pobres, mas algumas que podem ser consideradas prósperas, como Campinas e São Carlos, ambas em São Paulo. Sem contar as capitais, a população atingida chega a 14 milhões.

A divulgação da lista das 100 cidades, além de orientar a Telebrás, tem como objetivo atrair provedores de acesso interessados em utilizar a capacidade no atacado a ser vendida pela estatal. “Vamos precisar de parceiros entre os pequenos provedores e esperamos que, com o anúncio, esses parceiros apareçam”, diz o presidente da Telebrás, Rogério Santanna.

Os provedores existentes ou a existirem nessas cidades terão que calcular se há interesse em prestar acesso via rede pública com base nas premissas do PNBL. Ou seja, de que o preço do Mbps no atacado será de R$ 230 e o valor a ser cobrado dos assinantes por conexões de, pelo menos, 512 kbps seja no máximo de R$ 35.

Além disso, a Telebrás pretende adotar o padrão de oferta de 1 para 10 – ou seja, aquele que prevê que o megabit seja dividido, no máximo, por 10 clientes. “O mercado pratica uma padrão de 1 para 16 ou até 1 para 35. Isso quer dizer que os 512 kbps no padrão 1 para 10 terão performance até melhor do 1 Mbps no padrão 1 para 35”, afirma Santanna.

A seleção das primeiras cidades obedeceu a alguns critérios, especialmente de estarem situados a até 50 km da linha principal de fibras óticas do setor elétrico que será gerenciada pela Telebrás. Além disso, representam principalmente municípios com baixo IDH, reduzida proporção de acessos – em alguns casos, nenhuma – e a existência de programas como UCA (Um Computador por Aluno), Cidade Digital, Telecentro, etc.

No caso de não aparecerem parceiros em todas as cidades, há duas opções preparadas. A primeira, a troca de algumas cidades – e já existe uma lista com outras que obedecem aos mesmos critérios de seleção. A outra alternativa será, naturalmente, a prestação direta de acesso pela Telebrás, mas o objetivo é que isso só aconteça depois de o Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital (CGPID) definir os critérios do que é a ausência de “oferta adequada” onde haverá competência da estatal atuar.

Além de possibilitar a venda de capacidade no atacado e, assim, induzir ofertas mais baratas de acesso à internet, a lista das 100 primeiras cidades inclui as capitais e, com isso, especialmente ao ligar Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, permitir que o governo tenha condições de, gradativamente, substituir os contratos de comunicação de dados em vigor com as operadoras privadas.

Lista das 100 primeiras cidades. Cique aqui.


Fonte: Guia das Cidades Digitais
 

26 de ago. de 2010

Rede Afro envia documento aos ministros do STF

A Rede Nacional de Negras e Negros Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais é um fórum nacional que agrega militantes do movimento negro e LGBT na luta contra o racismo, o machismo, a lesbofobia, a transfobia e a homofobia.


Manifestamos nosso veemente repúdio à cobertura da imprensa ao caso do ministro Joaquim Barbosa, fotografado em um bar em período de licença médica solicitada no Supremo Tribunal Federal, pelas insistentes "sugestões" de comportamento indevido – que beiram acusações e julgamento público. Os grandes jornais deram manchete ao caso e, sem ouvir o ministro, faziam ilações que não cabem à cobertura isenta dos fatos. Após a resposta do Dr. Joaquim Barbosa, a mídia destacou um "ataque" à equipe da matéria inicial da Folha de São Paulo.

Fica nítida, ao analisar as reportagens, a intenção de enfraquecer o ministro Joaquim Barbosa. A imprensa brasileira, acostumada a defender abusivamente os interesses da elite, não se preocupa em disfarçá-lo mesmo que comprometa sua dita "independência". No caso, os interesses são 1) os privilégios da elite branca que domina as redações e outros espaços de poder e 2) a impunibilidade dessa elite, que o ministro tem afrontado em sua atuação no STF.

Por que a imprensa não critica Gilmar Mendes pelos diligentes "habeas corpus" produzidos quando um banqueiro ou qualquer representante da classe dominante é preso sob graves acusações? Por que a imprensa não investigou o suposto esquema de grampeamento do mesmo ministro, da ministra Ellen Gracie e outros, em mais um caso "denunciado" pela Veja com participação ativa?

Se o ministro usou indevidamente sua licença médica, é uma questão que deve ser analisada no STF após consulta ao médico dele – e possivelmente a outros profissionais de saúde, para comprovação. Não cabe aos jornais emitir opinião a respeito de um elemento subjetivo, ainda mais sem pedir informações aos profissionais competentes.

A intenção desse documento não é defender o ministro de qualquer acusação. Isso ele mesmo pode fazer.

Ao contrário, os movimentos negros que assinam este documento repudiam as práticas abusivas de um jornalismo parcial e irresponsável. O que se torna notável no julgamento midiático do ministro é a intenção de questionar a competência do único negro do Supremo. É uma realidade conhecida de qualquer homem ou mulher negra em algum espaço de poder, que precisa provar diariamente que de fato pertence àquele lugar. No caso de Joaquim Barbosa, tem um fator especial: pela importância e visibilidade do cargo, atingi-lo afeta a toda a comunidade negra e suas perspectivas de ascensão social. O ministro é um exemplo positivo para a minoria de estudantes de direito e jovens advogados negros. Um perigo indesejável para o status quo!

Como resume a militante Deise Benedito, militante da organização Fala Preta e referência do movimento negro brasileiro, "Simplesmente o Dr.Joaquim Barbosa, até o presente, enfrenta com dignidade o Império que contra-ataca a insuportável existência de um 'ser', e este ser é um negro fora do lugar onde os negros devem permanecer nesta sociedade, que ergueu-se às custas do sangue e suor da carne negra importada da África para as Américas".

A imprensa tem um papel fundamental no exercício da democracia e das liberdades individuais e coletivas. No entanto, ao vincular sua atuação à defesa de interesses de grupos sociais dominantes, torna-se instrumento de incentivo e manutenção das desigualdades. É o que ocorre nesse caso, posicionando-se contra um ministro negro, apoiador das cotas raciais e correto na aplicação da justiça para a elite econômica. O movimento negro continuará observando os "deslizes" desse tipo de cobertura jornalística e denunciando seus abusos.

Fonte: Rede Nacional de Negras e Negros LGBT
Leia materia completa: Rede Afro envia documento aos ministros do STF
Portal Geledés

ENAP sedia 2º Fórum Brasil Conectado

23/08/10 - A ampliação da cobertura em banda larga, o preço a ser cobrado pelo serviço e a melhoria da qualidade da conexão serão debatidos no 2º Fórum Brasil Conectado, que ocorrerá na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) em 24, 25 e 26 de agosto. A abertura do evento, às 8h30min desta terça-feira, terá a participação da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra, do coordenador do Programa de Inclusão Digital, Cezar Alvarez, e da presidente da ENAP, Helena Kerr do Amaral.

O Fórum compõe a agenda de implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado pelo governo federal em maio deste ano com o objetivo de ampliar o acesso da população à internet em banda larga. O evento vai reunir representantes das operadoras de telecomunicações, da indústria fornecedora de equipamentos para o setor, de provedores de acesso à internet, associações de defesa do consumidor e governos federal, estaduais e municipais, em um total de 56 entidades, que vão discutir e propor ações para o PNBL.

A agenda de trabalho terá painéis de debates, que vão discutir temas como a rede nacional de infraestrutura, implantação de dutos e fibras em obras civis, estímulo aos fornecedores nacionais do setor de telecomunicações, os parâmetros de qualidade para a banda larga, o modelo de licitação com contrapartidas de interesse público, dentre outros.

Instalado em junho passado, o Fórum Brasil Conectado é vinculado ao Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), instância da Casa Civil da Presidência da República.

Fonte: http://www.enap.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1270

23 de ago. de 2010

Casos de Racismo Virtual - Um ano sem solução

Empresário ainda não consegue punição para ataques racistas feitos pelo Orkut


Cristina Camargo

Agência BOM DIA

O empresário João Francisco Xavier, 57, escolheu a última terça-feira (27 de abril) para descobrir o que aconteceu com uma denúncia grave sobre a pratica de racismo virtual.

A escolha da data teve uma razão: na terça-feira fez um ano que o dono de empresa de formação de vigilantes descobriu as ofensas feitas por meio do Orkut e tomou as providências que achava adequadas.

No meio do ano passado, Xavier relatou o caso ao BOM DIA. Estava indignado com a falta de providências quatro meses após ter procurado a polícia com as cópias das ofensas, o ataque virtual gravado e uma suspeita de autoria.

Na terça-feira, foi diferente. Ele foi ao 2º DP (Distrito Policial) acompanhado do advogado José Hermann Schroeder e saiu satisfeito.

Foi informado que a investigação continua e que o delegado pediu à Justiça uma ordem de quebra do sigilo do Google, responsável pelo Orkut, para descobrir o IP (Internet Protocol) do responsável pelas ofensas.

“A gente percebe que a apuração está andando. A passos lentos, mas andando”, comemorou na saída. A alegria durou pouco. O empresário e o advogado terminaram a tarde no Fórum, onde foram verificar a tramitação do pedido de quebra de sigilo. Tiveram uma surpresa, desta vez negativa: o pedido foi arquivado.

Agora, Xavier precisa esperar a resposta a um pedido de desarquivamento para saber o que aconteceu e tentar reverter a decisão. Está indignado, mas reafirma o que já havia dito: vai até o fim.

Ele considera que o ataque feito pelo Orkut foi a pior manifestação de racismo que já enfrentou. Um internauta que usou o pseudônimo de “Catturandi Polizia del stato”, referência à polícia italiana, deixou 19 recados na página com afirmações racistas, xingamentos e ameaças.

“Olha o macaco aí... Mete uma bala nessa coisa aí... Quer banana quer?”, escreveu num comentário.

Além de ficar chocado com a agressividade, Xavier não se conforma com a dificuldade em conseguir que as providências legais sejam tomadas. “Sou empresário, conhecido e sinto essa dificuldade. Imagine uma pessoa que não tem voz”.

Ministério Público cobra dados do Google

O Ministério Público Federal de São Paulo cobra do Google dados de pesquisa sobre remoção de conteúdo da internet. Segundo estudo da empresa, o Brasil é o líder de pedidos para remover conteúdos.

O Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público enviou ofício pedindo cópia dos dados fornecidos e que subsidiaram os números sobre o país constantes do relatório Google Requests, realizado e publicado pela empresa.

A procuradora da República Priscila Costa Schreiner, coordenadora do Grupo do MPF responsável pela investigação de casos de pornografia infantil e racismo na internet, questiona se os números citados se referem especificamente aos crimes de pornografia infantil e quer saber de que tipo de casos tratam os outros números sobre o país.

A distribuição de pornografia infantil na Internet é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Segundo a Constituição, o crime de racismo é inafiançável e a pena para quem incita a discriminação ou o preconceito por meio da Internet é de dois a cinco anos.

Xavier já atuou como vigilante

Xavier estava em Presidente Prudente na última terça-feira, mas decidiu voltar para Bauru e visitar o distrito policial no primeiro aniversário do ataque racista.

Em Prudente fica a filial da Marajox, empresa que ele abriu em 2006 e já formou mais de 16 mil vigilantes.

Ele mesmo já trabalhou como vigilante, em São Paulo. Foi quando percebeu a possibilidade de investir no setor. Também já foi militar e hoje recebe alunos de todo o país.

Bem sucedido após uma vida de esforços, não aceita a manutenção da prática do racismo. Chega a acreditar que o fato de ser um negro de sucesso provoque incômodo e os ataques.

“Sou negro, era pobre e atuava como vigilante. De repente virei empresário, sou conhecido no Brasil inteiro. Dói para algumas pessoas ver onde cheguei”, disse ao BOM DIA no ano passado.

A Marajox emprega cerca de 40 pessoas, entre funcionários diretos e indiretos [os instrutores].

“Em pleno século 21 isso ainda acontece...”, lamenta Xavier sobre os ataques que nunca mais vai esquecer.

Fonte: Rede Bom Dia

MPF faz parceria com provedores para combater crimes cometidos na rede

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) firmou no último dia 19 do corrente, uma parceria com cinco provedores de serviços e acesso à internet para combater e prevenir a pornografia infantil, racismo e outros crimes cometidos na rede. Com essa medida, o MPF/RJ acredita que o processo de investigação dos crimes virtuais será facilitado.


Os provedores se comprometeram a enviar ao MPF denúncias de crimes cometidos na internet, guardar os dados de acesso de usuários por pelo menos um ano, no caso dos provedores de serviço, e de três anos, no caso de provedores de acesso. Além disso, a parceira estabelece fazer, periodicamente, chamadas contra essas práticas e divulgar campanha governamental sobre esse tema.

De acordo com a procuradora da República Neide Cardoso de Oliveira, que faz parte do Grupo de Combate aos Crimes de Divulgação de Pornografia Infantojuvenil e Racismo, o trabalho do MPF será facilitado, pois os provedores de internet deverão filtrar em seus servidores páginas que contenham esses crimes.

“Antes, nós dependíamos da denúncia de particulares, mas acredito que agora será facilitado o nosso trabalho, pois o próprio provedor, verificando que algum usuário de seus serviços praticou algum desses crimes, deve nos comunicar. Os provedores já têm a obrigação de terem filtros para verificar se ocorrem esses crimes na utilização de seus serviços”, afirmou.

Segundo a procuradora, 80% das denúncias de crimes na internet são de sites de relacionamento, que já assinaram esse mesmo termo de compromisso com o Ministério Público Federal em São Paulo, cidade onde essas empresas mantêm seus escritórios.

Da Agência Brasil

Vídeo da Embratur foca turistas brancos na Copa

As cores do Brasil na Copa

Publicado por: Luiz Monteiro

O Melrose Arch é um complexo de lojas, restaurantes e cafeterias localizado numa das áreas mais nobres de Johanesburgo. Dois telões foram colocados no local para que as cerca de cinco mil pessoas que se concentram ali diariamente possam assistir aos jogos da Copa. Há muitos turistas e cidadãos sul-africanos que fizeram do lugar uma espécie de ponto de encontro para torcer ao ar livre. Nos palcos, bandas locais e internacionais têm dado “canjas” antes e depois das partidas, para animar ainda mais o ambiente.

Nos últimos dias, vi equipes da Embratur, o órgão responsável para divulgar o turismo no Brasil, na região, entregando folhetos, exibindo vídeos e tocando música popular brasileira nas praças do Melrose Arch. Achei uma bela iniciativa. Afinal, a próxima Copa é nossa, o país tem um potencial espetacular e precisamos sim, aquecer ainda mais nossa economia com o dinheiro que movimenta o turismo. A África do Sul que, para muitos leigos, é um país miserável, cheio de criancinhas esqueléticas passando fome, recebe por ano 3 milhões de turistas a mais que o Brasil. Resultado da boa estrutura que o mercado dos safáris movimenta no país. A propósito, esse cenário de país pobrezinho não é verdadeiro. E muita culpa disso é nossa, da imprensa. A South Africa, como eles dizem aqui, é um país de contrastes, como o nosso. Mas no geral, não fica devendo muito ao Brasil em termos de estrutura. As rodovias aqui se comparam às europeias. A frota de veículos é nova e moderna porque o imposto é razoável. Só para dar um exemplo, muitas viaturas da Polícia Militar são BMW, modelo 320. Algo que, sejamos sinceros, é impensável no Brasil, onde nossos policiais andam com veículos de motor 1.0.

Mas voltando às praças de Melrose Arch, nesta segunda-feira, dia de jogo do Brasil contra o Chile, a turma da Embratur montou duas banquinhas no meio da praça para pintar o rosto de torcedores com a nossa bandeira. Logo uma fila grande se formou. Como em muitos países, aqui nossa seleção recebe um carinho enorme das pessoas. Mesmo jogando esse futebol de resultados. De qualquer forma, massageia nosso ego ver milhares de torcedores não brasileiros usando uniformes da seleção pelas ruas de Johanesburgo. Eu e o cinegrafista Constâncio Coutinho aproveitamos a cena para gravar imagens no local. Mas, de repente, uma moça que assistia ao vídeo da Embratur no telão, enquanto aguardava sua vez de pintar o rosto, pediu licença para fazer uma pergunta. Imaginei que ela fosse pedir para ser filmada ou dar alguma declaração. É comum pessoas se oferecerem para serem entrevistadas por equipes de reportagens. Principalmente durante um evento como o mundial.

Só que a pergunta dela, por uns instantes, me deixou desconcertado. “Existem muitos negros no Brasil?”, quis saber. “É claro que sim”, respondi, para em seguida perguntar o motivo daquela dúvida. A senhora apontou para o telão e disse: “Por que não os vejo ali?”

Pedi licença por uns instantes e fiquei olhando para a tela gigante. Era um vídeo de divulgação de várias capitais: Salvador, Fortaleza, Curitiba. Em todas as cenas, atores de pele clara faziam o papel de turistas no vídeo. Na parte específica da capital baiana, onde os negros são quase 70% da população, os únicos de pele escura no vídeo eram baianas e integrantes do Bloco Olodum. Olhei para a senhora e para a fila onde ela se encontrava. A maioria das pessoas ali era negra. Gente simples que parou para desenhar a bandeira de “Ordem e Progresso” no rosto.

Parecia que eu tinha levado uma pancada. Fiquei meio atordoado em dar uma explicação àquela senhora. Respirei fundo, sorri, e disse que, infelizmente, para o mercado publicitário brasileiro, os negros praticamente não existem, apesar de formarmos quase metade da população do Brasil, “um país de todos”.

Na hora lembrei que em minha última viagem ao Brasil, prestei atenção em um intervalo comercial inteiro de uma grande emissora e não vi nenhum negro nas propagandas. Nem mesmo no bloco comercial de patrocinadores da transmissão de futebol, que inclui cervejarias e bancos como anunciantes, não identifiquei nenhuma pessoa de pele negra. Parei pra pensar e fiquei imaginando um Maracanã em dia de FlaxFlu sem nenhum torcedor negro presente. Uma roda de bar com apenas pessoas de pele alva bebendo cerveja. Ou passar quase uma hora para ser atendido numa fila de banco e não ver nenhum cidadão de pele negra, parado, esperando pacientemente os dois únicos caixas em operação atender os clientes no balcão.

O vídeo de divulgação do Brasil na África do Sul é isso. Mostra um país onde apenas pessoas de pele clara podem desfrutar de uma praia em Fortaleza, passar uns dias num hotel cinco estrelas em Salvador ou fazer um passeio pelas Cataratas do Iguaçu.

Não quero aqui fazer propaganda de cota para negros no mercado publicitário. Pode ser bom para atores negros garantirem uma vaga no mercado de trabalho. Mas pode ser constrangedor para alguém saber que só conseguiu uma vaga num “cast” publicitário porque uma lei obrigou alguém a contratá-lo e, não fosse isso, ele continuaria penando para provar que é capaz de fazer um bom trabalho.

PARA REFLETIRMOS SOBRE AS COTAS!!!

Mas exibir um vídeo sobre um Brasil só com artistas brancos, na África do Sul, onde 80% da população é negra, soa, no mínimo como gafe ou brincadeira de mau gosto. Há muitos problemas a serem resolvidos no país que sedia esta Copa. A burocracia aqui é excessiva, o serviço público é lento, a Aids atinge 10% da população e crimes como assassinatos e estupros são comuns nas favelas. Mas, apesar do pesadelo do Apartheid, a classe média negra africana é enorme, se compararmos ao Brasil. É comum vermos nas ruas de Johanesburgo e das grandes cidades, negros e negras de todas as idades dirigindo BMWs, Mercedes, Audis e Porshes. Não é raro ver negros morando em mansões. Algo que, sejamos sinceros mais uma vez, é raro no Brasil. Aqui, negros almoçam e jantam em restaurantes finos.

Para a classe média brasileira, assistir a um intervalo inteiro na hora do jornal, da novela ou do futebol sem nenhum negro em cena, é normal. Passa batido. Mas para alguém de pele negra que vê milhares de pares dentro dos ônibus, no trabalho ou na praia durante o dia a dia, e não consegue vê-los na TV, que deveria ser o retrato da sociedade, pode ser doloroso. Nunca esqueço de uma mãe que me abordou um dia, em Brasília, enquanto eu gravava uma reportagem na rua. “Sempre que o vejo na TV, digo ao meu filho que ele um dia também pode chegar onde você está”. A mulher era negra. Sentiu-se representada na tela quando viu um repórter negro “aparecer na televisão”.

Vai aqui uma perguntinha para a Embratur: se o objetivo é arrecadar com a venda de passagens aéreas, hospedagem, restaurantes e bilhetes em pontos turísticos, por que não escalam atores negros nas propagandas? Há um mercado fantástico de pessoas assim, no Brasil e no mundo, que tiram férias e têm um dinheirinho no bolso. Mas eles precisam se sentir parte desse mundo turístico.

Eu, por enquanto, só preciso de uma resposta mais convincente para dar à senhora do Melrose Arch.
http://www.institutoadediversidade.com.br/cultura/video-da-embratur-foca-turistas-brancos-na-copa/

16 de ago. de 2010

Brasil - Afro / Salão Internacional de Fotografias


Difundir a cultura afro brasileira e estimular a livre manifestação artística, estas e outras propostas fazem do V Salão Nacional de Fotografias - "Brasil Afro". Nesta edição os participantes podem apresentar trabalhos que mapeie e mostre a negritude brasileira de diversas formas; dança, retrato, culinária, fotojornalismo, religião, e tudo mais que enriqueça e valorize a cultura afro.

1 de ago. de 2010

Sobre o GUIA, e as reproduções do racismo.

O Guia para o uso responsável da Internet  possui versões voltadas para PROFESSORES/AS, FAMILIARES [PAIS] E CRIANÇAS, mas verificamos na capa da versão para professores/as, que a distribuição racial da população está erroneamente apresentada.

CAPA DO GUIA QUE JÁ NASCE RACISTA - 1

Nas capas dos guias voltados para os Familiares e Crianças, já percebemos um avanço no reconhecimento da distribuição da população negra no país. Motivo dos nossos elogios, neste caso.

Vejam a distribuição racial dos personagens apresentados nas capas do GUIA voltado para Pais (sic) e Crianças:


Para obter maiores informações, vejam a reportagem do José Alves, logo abaixo:

A educação é a melhor das tecnologias

Não foi à toa que uma lan house da região central da cidade de São Paulo foi escolhida como palco para um debate sobre os aspectos educacionais, sociais e legais do uso consciente da Internet, no último dia 29/07. O encontro reuniu representantes da SaferNet, CDI (Comitê para Democratização da Informática), Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, GVT e o apresentador Marcelo Tas, para o lançamento da 3ª edição do Guia para o uso responsável da Internet, cartilha elaborada com o intuito de orientar pais, professores e crianças sobre o uso seguro da rede mundial de computadores. Continua...

Fonte: EducaRede

Um GUIA, que já nasce racista - 1

Esta é a capa do Guia. O QUE NOS CHAMA A ATENÇÃO?
Observa as/os personagens da capa? São pessoas negras ou brancas?

São situações como estas, que usam a internet, para reproduzir racismos e invisibilidades. Vjamos como esta representação neste Guia, lançado dia 27/07!!!! tem a nos dizer:

Censo Escolar: O Censo Escolar é um levantamento de dados estatístico-educacionais de âmbito nacional realizado todos os anos e coordenado pelo Inep. Ele é feito com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. O Censo traz informações sobre Professores: sexo, cor/raça, idade, escolaridade (formação: nível e curso, instituição formadora), etapa e modalidade de exercício, turma de exercício, disciplinas que ministra, nacionalidade, dentre outras.
Segundo este Censo, o Número de Professores da Educação Básica por Cor/Raça, segundo a Região Geográfica e a Unidade da Federação, em 2009 é o seguinte:







Fonte: INEP

Um rápido olhar sobre os dados mais atuais, nos mostra que bem de longe, os Brancos se constituiem em todos os professores na educaçãobrasileira. E isso nbos faz refletir porque o GUIA traz em sua capa dois professores/as brancos, quando a distribuição da populaçõ negra é atualmente de 50% para negros e brancos. E na Educação, percebemos uma maior participação de brancos/as, mas isto não é motivos para que a participação dos/das negros/as seja invisibilizada.

30 de jul. de 2010

Entre 70 países, Brasil é o 42° no ranking de economia digital

Esta é mais uma pesquisa que traz o Brasil para o centro de uma discussão importante para todos nós, porquei trata-se de mais um indicador que é amplamente divulgado por ai afora, mas que não traz no seu interior uma explicação de como este ranking irá conseguir impactar as desigualdades digitais que estão se acirrando no interior do País. Mas, vamos à reportagem.

O Brasil ocupa a 42ª posição na pesquisa Ranking Economia Digital 2010. O estudo, antes conhecido como e-readiness, é produzido anualmente pela divisão de consultoria da IBM e pela Unidade de Inteligência do The Economist. Em sua 11ª edição, a pesquisa tem por objetivo avaliar a capacidade de 70 países de absorverem novas tecnologias de informação e comunicação e aplicá-las a favor do desenvolvimento econômico e social.

Cálculo das pontuações: A pontuação é uma medida de quão amigável é o mercado local às oportunidades baseadas na internet. Mais de 100 critérios quantitativos e qualitativos, organizados em seis categorias distintas, são usados no cálculo de classificações do ranking. As seis categorias (e seu peso no modelo) são: infraestrutura de tecnologia e conectividade (20%); ambiente de negócios (15%); ambiente social e cultural (15%); ambiente jurídico (10%); visão e política do governo (15%); e adoção por empresas e consumidores (25%).

Continua...

16 de jul. de 2010

OBSERVATÓRIO AFRO-LATINO


http://afro-latinos.palmares.gov.br/

29 de jun. de 2010

ONU lança vídeo com depoimentos contra o estigma e o preconceito no Brasil

Vídeo complementa Campanha "Igual à Você", iniciativa que dá voz e notoriedade aos direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas.

Brasília, 18 de junho de 2010 - Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha "Igual a Você", lançada pela ONU em 2009 e que agora ganha um vídeo especial.

O vídeo "Fragmentos", que será lançado hoje, traz uma compilação de depoimentos colhidos durante a produção da Campanha Igual à Você. Os testemunhos apresentados destacam as experiências de discriminação e preconceito específicas vividas por representantes das populações retratadas na Igual à Você (estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas).

Mais do que retratar os desafios, o vídeo Fragmentos traz mensagens de esperança e de compromisso com os direitos humanos expressos na voz dos participantes da Campanha Igual à Você.

O lançamento será realizado a partir das 13h, no Estande da ONU no VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, realizado em Brasília, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Após a apresentação, participantes do Vídeo Fragmentos e representantes das Nações Unidas participarão de um diálogo com o público presente.


Visibilidade para os direitos humanos

"Igual a Você" – uma iniciativa contra o estigma e o preconceito dá voz e visibilidade aos direitos humanos das populações alvo da campanha. Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, os filmes e spots para rádio apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia. O vídeo Fragmentos apresenta uma coletânea de depoimentos colhidos ao longo da produção da Campanha e que reforçam a mensagem de luta contra o preconceito e em prol dos direitos humanos.

A campanha é uma oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças, que caracterizam cada um dos grupos sociais inseridos na campanha, reafirmando a igualdade de direitos.


Assinatura da campanha

O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico. É contra o estigma e o preconceito que as agências UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil), somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.



Acesse a Campanha:
http://www.onu-brasil.org.br/agencias_unaids_videos.php

http://www.onu-brasil.org.br/ ou http://www.youtube.com/user/UNAIDSBr



UNESCO no Brasil  | Rebeca Otero | (61) 2106 3567
UNIFEM Brasil e Cone Sul  | Isabel Clavelin | (61) 3038.9287 / 8175.6315

Lançamento que acontecem...

19 de jun. de 2010

Game: Revolta dos Búzios



O jogo visa criar um espaço de aprendizagem para o ensino da História, enfatizando a Revolta dos Alfaiates, importante movimento baiano de cunho popular. Este fato histórico é considerado o levante do fim do período colonial mais incisivo na defesa dos ideais de liberdade e igualdade dos cidadãos propagados pela Revolução Francesa, daí os inconfidentes pretenderem proclamar a República. O mais importante é que diferentes camadas da sociedade participaram do movimento, principalmente representantes de classes mais pobres e afrodescentes.

Portanto, o jogo será mais um olhar que oportunizará aos alunos a construção de conceitos, o conhecimento de cenários, ambientes, objetos e vultos históricos da época em questão, resgatando um momento da História baiana rico de fatos políticos e de lutas do povo por melhores condições de vida e trabalho.

Assim, o jogo criará situações que favoreçam a reflexão, problematização e o confronto com a realidade em que vivemos articulando com o presente e compreendendo a importância da Lei 10.639/03 para a formação social e crítica do nosso povo. É importante ressaltar que Salvador foi a primeira capital do Brasil a adotar oficialmente o ensino da cultura negra, todavia continua ostentando uma realidade onde falta respeito e valorização à etnia que corresponde à maioria de sua população pobre.

No jogo Búzios está sendo mantida a veracidade dos fatos. Bem como, aspectos relacionados a arquitetura, as paisagens, aos locais e os personagens reais deste momento histórico serão retratados com fidelidade, mesclados com elementos ficcionais para evidenciar o clima de tensão e agitação que fervilhava nas ruas de Salvador, e de outros estados que sediaram movimentos de revolta. Os alunos e professores se defrontarão com aspectos econômicos e sociais, como os anseios da classe subordinada do Brasil colonial, tendo que tomar decisões e criar estratégias para solucionar os problemas enfrentados na época, ao mesmo tempo em que poderão transpor a realidade do jogo analisando a sociedade em que vivemos.

Esperamos assim, contribuir para um efetivo envolvimento entre professores e alunos na construção de conceitos mediados pelo jogo eletrônico, de uma forma dinâmica, interativa, e problematizadora, na medida em que terão oportunidade de vivenciar, através da simulação, as ações que contribuíram para independência da Bahia, conhecendo a História e os motivos de insatisfação social que assolava o país naquele período, tendo a oportunidade de refletir sobre as condições sociais e econômicas que a população vivia, bem como terão que administrar as províncias abastecendo-as com alimentos e outros produtos, construindo novas edificações e defendendo-as dos invasores.

O jogo Búzios: ecos de liberdade dará oportunidade aos alunos e professores de vivenciar, refletir e trabalhar conteúdos históricos e fatos políticos, contribuindo para a investigação que o grupo Comunidades Virtuais vem fazendo a acerca da aprendizagem e dos games.

Búzios – Ecos da Liberdade é um game 2D, no estilo adventure, desenvolvido em Flash. O personagem principal Francisco Vilar, que é ficcional, é um mulato brasileiro que vai estudar direito em Portugal, ao concluir seus estudos e retorna para sua cidade natal, Salvador - Bahia.

O enredo aliado ao conteúdo histórico da Revolta dos Alfaiates busca imergir o gamer na atmosfera de Salvador do século XVIII (1798 e 1799), tratando de escravidão, contexto econômico, político e social, além de lutas pela liberdade e cotidiano e imaginário social.

Alguns dos NPCs (personagens não jogáveis) são personagens históricos bastante conhecidos e que foram marcantes em sua época, tais como Cipriano Barata, Lucas Dantas, Manuel Faustino e Luiz Gonzaga.

O jogo será sobre a Revolta dos Alfaiates, a primeira revolta social do Brasil que agregou pessoas pertencentes a diferentes camadas sociais. Assim, retratará a província da Bahia durante o período de 1798 e 1799. Mostrando cenários representando Zona portuária, Engenho e uma embarcação utilizada para longas viagens neste período.

Fonte: http://www.comunidadesvirtuais.pro.br/buzios/