28 de jan de 2009

Exemplo de + 1 Blog que pratica racismo

Olá pessoas todas. Nosso BLOG pretende discutir um tema que é invisibilizado quando falamos sobre produção de conteúdos e veiculação de imagens na internet: a presença do Racismo, neste caso, no ambiente virtual.

Vez por outra, alguns exemples destas manifestaões serão utilizadas, não para reforçar o desejo daqueles/as que são racistas, mas para ilustrar atos, ações e atitudes que não são facilmente caracterizados, mas que estão invadindo a internet e que se caracteriza como racismo, sim.

Recebi uma denúncia de um blog que estaria, sendo um exemplo típico do racismo virtual. O detalhe aqui é para a pergunta: "se michele obama fosse um animal, imagine qual seria"?




Fonte do Blog Racista: http://duas-vezes-numero-um.blogspot.com/


O autor do blog criticou as roupas, os cabelos e a cerimônia de posse do Promeiro Presidente Negro dos EUA. Faz alusão ao episódio em que Bush recebeu sapatos atirados, e o faz como se esta situação tivesse que se repetir.

Agnaldo Neiva




NOS EUA, OBAMA. EM MG, "CRIOULO MACACO"

Retirado do site Novo Jornal. 22/01/2009

Enquanto comemora-se a posse de um presidente negro nos EUA, elite governamental mineira pratica impunemente o racismo

Na última sexta feira (16), enquanto o mundo inteiro preparava-se para a posse do primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, comemorando o avanço e amadurecimento de uma sociedade que já foi considerada uma das mais racistas do mundo, em Belo Horizonte, capital mineira, uma funcionária do primeiro escalão do governo praticava impunemente o racismo.


O segurança Antonio Carlos de Lima, funcionário de uma loja na região da Savassi, área nobre da capital, ao cumprir seu dever solicitando à secretária do vice-governador de Minas Marcela Amorim Brant, filha do ex-deputado federal Roberto Brant, para que não estacionasse seu veículo em local proibido, de uso exclusivo da loja, recebeu como resposta diversas ofensas, em clara prática de preconceito racial. "Seu crioulo, seu macaco, ja dei queixa de você lá dentro da loja".


Chamada, a Polícia Militar compareceu ao local colhendo depoimentos e o testemunho de quem presenciara o fato, encaminhando a secretária do vice-governador e o segurança para a delegacia. O que ocorreria a seguir vem comprovar que em Minas Gerais, a lei não alcança aos que estão no governo.

O que até então era conduzido dentro da lei, tomou outro caminho. Os policiais que faziam a ocorrência passaram a ser pressionados por capitães e coronéis da Polícia Militar. Abertamente pretendiam interferir no trabalho dos policiais, na tentativa de impedir o andamento do boletim de ocorrência.


Antonio Carlos Lima, o vigia ofendido, fez questão de relatar à reportagem do Novojornal: "Agradeço aos tenentes e aos cabos da cia. 22 que, apesar da pressão sofrida, através de constantes telefonemas do alto escalão, fizeram seus trabalhos, garantindo a mim a integridade moral e emocional."


Embora o crime de racismo seja inafiançável, depois de quase 6 horas na delegacia, onde compareceu uma equipe de reportagem de TV, que gravou ao vivo, e outras equipes de reportagem já não mais tiveram acesso. A tentativa de mudança de delegacia e o encaminhamento imediato da acusada para o fórum acabaram não dando em nada.
Até hoje, quase uma semana depois, nem mesmo uma nota sobre o assunto as entidades ligadas ao movimento negro e direitos humanos em Minas Gerais emitiu.


A situação dos direitos civis em Minas Gerais beira o absurdo, quando chegamos a ponto de membros do comando da Polícia Militar tentarem interferir para que seus subordinados não cumpram a lei, favorecendo a elite governamental e a demonstração cabal de que em Minas não existe lei para quem está no governo.

Cópia do boletim de ocorrência

Quem se diz contra racismo fala muito mas age pouco, sugere pesquisa

Pessoas superestimam sua reação negativa a comportamento racista.Preconceito inconsciente pode estar por trás de passividade.

O que você faria se presenciasse uma cena de racismo explícito? Se crê que a sua primeira reação seria se rebelar contra a injustiça e repreender o responsável pelo preconceito, pense de novo -- porque, em geral, não é isso o que as pessoas fazem, de acordo com um estudo feito por pesquisadores canadenses e americanos. Segundo eles, enquanto na teoria quase todo mundo se diz contra o racismo, na prática bem menos gente toma uma atitude contra a discriminação. Continua...