26 de mar de 2009

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE NEGRA DA BAHIA, ENFRENTA TV RACISTA



O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) tomou a dianteira sobre uma questão que vem há alguns meses incomodando setores do movimento negro organizado e também quem não é militante: a pauta dos chamados programas populares na TV local, principalmente o Se Liga Bocão e o Na Mira.


Isto por uma questão óbvia: os personagens mostrados em situações constrangedoras são sempre negros e pobres. Amanhã, quinta-feira, 26, às 11 horas, representantes do CDCN, presidido pela socióloga-guerreira Vilma Reis, que tem um excelente trabalho acadêmico sobre violência policial versus etnicidade, irão ao Ministério Público, mais especificamente na Promotoria de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa.

A entidade vai formalizar denúncia por entender que estes programas estão violando direitos humanos básicos.
"Atualmente, os programas sensacionalistas julgam e sentenciam a população negra baiana ao vivo, como um triste espetáculo de horror", diz Vilma Reis, em nota oficial do CDCN. Ela enumera a pauta das produções: exibição de perfurações a bala, de presos nas delegacias e de conflitos entre mulheres.

O CDCN decidiu entrar com a denúncia por conta do não cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o MP e os representantes dos programas.Na mesma audiência estará em pauta também a desobediência a uma portaria da Polícia Civil, publicada em maio do ano pasado, que proíbe a exibição de imagens de presos sob custódia do Estado.

"Em pleno Estado democratico de direito, onde todas as instituições estão funcionando, não podemos suportar tal ofensa em silêncio. Que o argumento da censura não seja manipulado para violar nossos direitos", completa Vilma.

A ação do CDCN traz mais uma vertente do choque entre o que se considera liberdade de expressão e desrespeito à dignidade da pessoa humana. Um direito,claro, não pode passar por cima de outro.

Além disso, vale lembrar que televisão é concessão pública, portanto patrimônio do Estado que não pode permitir que seus princípios sejam desrespeitados. Por outro lado qualquer comunicador ético sabe bem a diferença entre o limite de falar o que pensa e responsabilidade social.

Fica a expectativa para o desfecho de uma discussão que já está espalhada pela cidade. Inclusive, a coluinsta da Revista da TV de A TARDE, Malu Fontes, tem feito vários artigos sobre o tema na publicação. Na edição do último domingo, dia em que a Revista da TV circula, teve um. Fica a dica para quem desejar se aprofundar no assunto.



Foto: Xando Pereira AG. A TARDE

APÓS DENÚNCIA,
VITÓRIA DO MOVIMENTO NEGRO !!!!!!!!!!
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ACOMPANHE OS DESDOBREMENTOS DESTE CASO PATENTE DE RACISMO

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O TEXTO SEGUINTE É DO COORDENADOR DA ODF ALLIANCE E ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO, JOMAR SILVA:

"Muito tem sido escrito e debatido sobre o projeto de Cibercrimes em discussão na câmara federal, e ás vezes tenho a impressão de que os defensores do projeto não fizeram ainda um exercício de realidade sobre o que estão propondo.O PROJETO em discussão atualmente piora ainda mais o projeto original quando inclui o “provedor de conteúdo”, propondo a extensão de uma medida que vai ser extremamente onerosa, difícil de implementar e que dará margem a uma infinidade de irregularidades e abusos que todos nós já conhecemos.

A exigência de cadastro (RG, filiação e etc) para todo e qualquer provedor deacesso e de conteúdo pode até parecer uma grande ideia, mas na prática é uma iniciativa inócua e não sei a quem ela realmente interessa.

Com quem está a verdade? Ela precisa estar apenas de um lado da moeda?


Fonte: http://samadeu.blogspot.com/2009/03/jomar-silva-esclarece-porque-o-projeto.html