9 de abr de 2009

Earth Mother Water

Hoje vi esse clip da música Earth Mother Water (Terra Mãe Água, numa tradução literal) e achei fantástico, achei que merecia dividir com mais pessoas.




Créditos: Carlinhos Brown lança alerta contra as mudanças climáticas. Videoclipe dirigido por Gualter Pupo e Valter Kubrusly. Letras por Brown e Alain Tavares. [fev. 2009]


Segundo o site do Clube de Criação de São Paulo, o vídeo foi criado pela produtora Hungry Man e dirigido por Gualter Pupo e Vicente Kubrusly (que não integra o elenco fixo da produtora). Todas as cenas e animações foram criadas pelos diretores.

Foram dois dias captando imagens pela cidade do Rio de Janeiro e duas semanas de trabalho de desenho e definição de layout das cenas, que depois foram animadas com Flash e After Effects. Ou seja, em apenas 16 dias fizeram um trabalho primoroso.

O clipe será exibido no Brasil, na Espanha, em Portugal, França, Suécia, Dinamarca, Suíça, Alemanha e Itália. Vale a pena conferir.

Condomínio de 24 blogs de ciência vira braço nacional do portal americano ScienceBlogs


Em agosto do ano passado, dois jovens biólogos formados pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), Carlos Hotta e Atila Iamarino, resolveram montar um pequeno portal reunindo blogs sobre ciência. Nascia o Lablogatórios, que rapidamente chegou à marca de 24 blogs abrigados debaixo de seu guarda-chuva. No último dia 17, o condomínio de blogs, para usar um termo apreciado pela dupla, mudou de nome e ganhou um empurrão internacional em sua recente trajetória: virou o braço brasileiro do ScienceBlogs, uma rede com mais de 60 blogs de ciência em inglês criada nos Estados Unidos em 2006 que faz parte do Seed Media Group, também dono da revista Seed, de divulgação científica. "Passamos a ser uma franquia deles", diz Hotta, 29 anos, que estuda a biologia da cana-de-açúcar em seu pós-doutorado na USP e escreve no blog Brontossauros em meu Jardim. "Ninguém vive dos blogs, mas queremos ser mais profissionais", afirma Iamarino, que faz doutorado na USP sobre a genética evolutiva do vírus da Aids e mantém o blog Rainha Vermelha. Continua...


http://scienceblogs.com.br/

Autor da matéria: Marcos Pivetta - Edição Online - 08/04/2009
Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/

6 de abr de 2009

Valores morais no ciberespaço e a convivência online

Considerado pela crítica como bem-vindo e oportuno, o artigo intitulado “Gender, Race and Morality in the Virtual World and Its Relationship to Morality in the Real World”, publicado em Fevereiro último na revista científica Sex Roles, relatando um estudo liderado por Linda Jackson, professora de psicologia da Michigan State University, busca descobrir se os valores morais da vida real se transferem para o mundo virtual. Conforme os próprios autores, trata-se da primeira investigação sistemática dos efeitos de gênero e raça sobre a moralidade de menores no mundo virtual, e até que ponto isso está relacionado com a moralidade desses menores no mundo real. O estudo se concentra fundamentalmente em três questões. Primeiro, há diferenças de gênero e/ou raça na aceitabilidade de comportamentos moralmente questionáveis no mundo virtual? Em segundo lugar, o comportamento moral e as atitudes morais no mundo real servem como elementos para se prever a aceitabilidade de comportamentos moralmente questionáveis no mundo virtual? Finalmente, será que a freqüência de uso da tecnologia (computador, internet, video game, celular) determinam a aceitabilidade de comportamentos moralmente questionáveis no mundo virtual?


A pesquisa se baseia nas respostas de 515 estudantes do sétimo ano (12 a 13 anos de idade) a perguntas sobre aceitabilidade de ações “virtuais”. Essas ações incluem espalhar vírus de computador, enviar por e-mail a amigos as respostas a questões de exames escolares, ver pornografia, e enviar mensagens sexualmente explícitas a estranhos. A pesquisa compara esses resultados a perguntas sobre o comportamento no mundo real como colar (ou “filar”) nos exames escolares, abusar ou importunar colegas (em inglês “bullying”), mentir para os pais ou professores, e usar expressões racistas.


Os autores chamam a atenção para o fato de que o que mais se aproxima de uma consideração do comportamento moral no mundo virtual é a chamada política do “uso aceitável”. Provedores de serviços de internet, assim como instituições públicas e privadas que provêem acesso à internet (como, por exemplo, escolas) normalmente exigem que os usuários assinem um termo de compromisso concordando em evitar comportamentos virtuais inaceitáveis. Entretanto, não fica claro se os menores enxergam a adesão a tais termos como um “imperativo moral”. Igualmente, não está claro se a moralidade desenvolvida no mundo “real” influencia as crenças sobre o que constitui comportamentos imorais ou inaceitáveis no mundo virtual. Surge a questão: existem dois mundos diferentes quando se trata de moralidade?


Embora os resultados da pesquisa indiquem que a moralidade no mundo real dá uma idéia de como crianças vêem comportamento online questionável, o relacionamento se mostrou fraco, conforme a professora Linda Jackson. Isso sugere que outros fatores influenciam a moralidade online, e que “há uma disparidade entre a forma como crianças pensam sobre moralidade ou virtude no mundo virtual e no mundo real, e que portanto há algo mais.” O que é esse algo mais, ainda não está claro. É preciso entender melhor o processo de conceitualização desse novo mundo virtual, e se os menores de fato o pensam como separado. Não é difícil imaginar como uma criança desenvolveria essa percepção, pois em 90% das vezes, eles sabem mais sobre esse mundo virtual que seus próprios pais. Isso pode inclusive passar uma sensação do tipo “talvez meus pais saibam muito sobre o mundo real, mas quando estou online, é meu mundo”. Como agravante, para os menores que têm seus próprios computadores, a percepção tende a ser de que sua privacidade está garantida e que é possível fazer tudo no mundo virtual sem correr o risco de ser apanhado.


Como conclusão e recomendação final, os autores afirmam que intervenções educacionais que sejam culturalmente sensíveis precisam ser desenvolvidas para assegurar que todos os menores, independente de raça ou gênero, entendam que certos comportamentos virtuais são inaceitáveis, e que, na verdade, podem vir a ser psicologicamente prejudiciais, como a violência excessiva em vídeo games, ou fisicamente perigosos, como contactar estranhos online.


A busca pelo conhecimento científico apropriado para o enfrentamento dessas questões faz parte de um projeto mais amplo de criação, no âmbito da UFPE, de um Centro de Estudos de Internet e Sociedade à luz de exemplos bem sucedidos como Harvard e Stanford. O objetivo é explorar e entender o ciberespaço; estudar seu desenvolvimento e dinâmica, suas normas e padrões; e avaliar a necessidade ou a falta de leis e sanções para esse novo espaço de convivência. Agindo como um forum interdisciplinar, o Centro deverá buscar reunir estudiosos, acadêmicos, legisladores, estudantes, programadores, pesquisadores em segurança da informação, e cientistas para estudar a interação entre as novas tecnologias e as ciências sociais (Direito, Economia, Sociologia, Psicologia, Pedagogia) e examinar como a sinergia entre essas disciplinas pode promover ou prejudicar bens públicos como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo, os comuns públicos, a diversidade, e a investigação científica. A intenção é fomentar ações que melhorem tanto a tecnologia quanto as leis e as regras de convivência social, encorajando os tomadores de decisões a projetar tanto as leis como as tecnologias como veículos do aprimoramento dos valores democráticos.

PS: Ruy é professor associado do Centro de Informática da UFPE e escreve para o Blog sempre às segundas.

Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/artigos/2009/03/16/valores_morais_no_ciberespaco_e_a_convivencia_online_42800.php

5 de abr de 2009

Conferências de Promoção da Igualdade Racial agendada em 25 EstadosPor


Brasília - Pelo menos 25 Estados já agendaram a realização de Conferências Municipais e Estaduais preparatórias da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, marcada para ocorrer entre os dias 25 e 28 de junho, no Centro de Convenções, em Brasília.


As Conferências Estaduais elegerão delegados à Conferência Nacional. A expectativa é de que participem mais de mil e quinhentos delegados. Exemplares do Regimento Interno da II CONAPIR e do Caderno de Subsídios, produzido pela SEPPIR, estão sendo distribuídos nos estados.


Os órgãos interessados nestes materiais podem entrar em contato com a Coordenação de Comunicação da SEPPIR através do telefone (61)3411-3670.


Veja em que Estados já estão agendadas Conferências Estaduais:


Acre – 14 e 15 de maio

Alagoas – 21 de maio

Amazonas – 07 a 09 de maio

Amapá – 27 a 30 de abril

Bahia – 24 a 26 de maio

Ceará – 19 e 20 de maio

Distrito Federal – 21 e 22 de maio

Espírito Santo – 15 a 17 de maio

Goiás – 15 de maio

Maranhão – 12 a 14 de maio

Minas Gerais – 23 e 24 de maio

Mato Grosso do Sul – 29 e 30 de abril

Pará – 30 de abril a 02 de maio

Paraíba – 23 e 24 de maio

Pernambuco – 23 e 24 de maio

Piauí – 21 e 22 de maio

Rio de Janeiro – 22 e 23 de maio

Rio Grande do Norte – 28 a 30 de abril

Rondônia – 20 a 22 de maio

Roraima – 12 a 14 de maio

Rio Grande do Sul – 22 e 23 de maio

Santa Cataria – 06 e 07 de maio

Sergipe – 15 e 16 de maio

Tocantins – 06 a 08 de maio


O primeiro Estado a realizar a Conferência preparatória foi o Mato Grosso, em dezembro passado. Os estados do Paraná e de São Paulo são os únicos que ainda não definiram datas. Conferência Nacional


A II CONAPIR será uma oportunidade para ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não-governamentais de promoção da igualdade racial, na qual serão apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações destas com as políticas sociais e econômicas em vigor.

Juíza suspende expulsão do Sacopã

Rio – A juíza Lilea Pires de Medeiros, da 22a. Vara Federal do Rio de Janeiro, suspendeu a ação de reintegração de posse que pretendia a expulsão dos integrantes da Família Sacopã, do Quilombo do mesmo nome, no Rio. A juíza justificou a decisão alegando a existência de um procedimento administrativo do INCRA, que trata da identificação, delimitação e titulação do território da comunidade remanescente do quilombo do Sacopã. “É mister o sobrestamento (suspensão) do feito, a fim de evitar decisões conflitantes que acarretem prejuízos aos atuais habitantes do imóvel”, diz a juíza na sentença.
Fonte: Afropress - 3/4/2009

Para saber mais sobre o QUILOMBO URBANO DO SACOPÃ

Sacopã: resistência de um quilombo urbano [RJ]:
http://www.koinonia.org.br/oq/uploads/noticias/3653_Reportagem_Sacopã.pdf

Quilombo do Sacopã é regularizado pelo INCA: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/02/13/quilombo_da_sacopa_regularizado_pelo_incra-425643845.asp

Seppir visita quilombo encravado na Zona Sul do Rio
http://www.vermelho.org.br/diario/2005/0501/0501_quilomborj.asp

Obama abre Casa Branca à mídia negraPor

Washington/EUA – Ao contrário do que acontece no Brasil, em que jornalistas negros e quem se dispõe a trabalhar a comunicação com foco étnico racial, é ignorado pelo Governo e até pelos órgãos que trabalham o tema, o presidente norte-americano Barack Obama, quer facilitar o acesso de negros ao seu governo. Ele convidou 50 editores negros de jornais do país para um encontro na Casa Branca. Continua...

Fonte: Afropress - 31/3/2009