17 de mai de 2010

Racismo na internet: Juiza Luislinda Valois confundida com camareira

Algumas pessoas, como o sociólogo Demétrio Magnoli e o chefão do jornalismo da Globo, Ali Kamel, tentam nos provar que não existe racismo no país, mesmo com fatos todos os dias ligados ao preconceito. Vocês sabem aquele típico ato racista, de chegar para um negro e pedir para ele guardar o carro, ou sempre relacioná-lo a qualquer cargo subalterno? Agora a internet criou o equivalente virtual a isso.

No portal de celebridades 'Estrelando", a primeira juíza negra do Brasil, Luislinda Valois, foi confundida com uma camareira por um desavisado e racista jornalista. Assim ficou a legenda da foto em que ela aparece: "Natália do Vale, a Ingrid, enche a camareira de carinhos". Que linda a relação entre patroa e empregada! Quase a democracia racial de amor entre a Casa Grande e a Senzala, tão sonhada pelos intelectuais citados acima.

Até quando, dentro da comunicação, a prática de crimes estará impune? É por essas e outra que os movimentos sociais exigem que exista respeito aos Direitos Humanos na mídia e que isso se faça através de Controle Social e da Lei.

O tal portal (r7) já mudou a legenda, o que não retira a vergonhosa falha. Um ato falho, como a voz vazada de Boris Casoy revelando o ódio aos trabalhadores pobres. Desta forma vemos como o racismo está arraigado no pensamento brasileiro, apesar de alguns, por burrice ou mal-caratismo, defenderem que ele não existe.

Fonte: http://www.geledes.org.br/sos-racismo/racismo-na-internet-juiza-luislinda-valois-confundida-com-camareira.html
Fonte: Blog do Humberto Adami


Postagens anteriores onde a juíza é reconhecida enquanto tal.


http://observatoriodoracismovirtual.blogspot.com/2010/02/as-lutas-nao-sao-poucas-na-bahia-entao.html
http://observatoriodoracismovirtual.blogspot.com/2010/02/o-direito-discutir-o-racismo-e-apenas.html

16 de mai de 2010

Parem as máquinas

 Os jornais impressos perderam sua função informativa e agora começam a perder leitores e poder político. Suas gigantescas rotativas estão se tornando antieconômicas

Por: Bernardo Kucinski
Publicado em 01/05/2009
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/35/parem-as-maquinas

A internet já supera todos os meios de comunicação como principal fonte regular de notícias dos americanos. O torpedo, que qualquer um pode enviar por celular, já é o mais poderoso meio de mobilização social. Foi um torpedo que salvou São Paulo da catástrofe, quando o estoque de sangue do Hospital das Clínicas caiu repentinamente para apenas 325 bolsas em outubro e operações chegaram a ser suspensas. Carlos Knapp, dirigente da Fundação Pró-Sangue, pediu à operadora Claro que lançasse um torpedo de apelo, e na manhã seguinte já havia filas de doadores. Filas que se mantêm até hoje, porque a Pró-Sangue identificou-se com o mundo afetivo dos jovens, sua forma de viver e se socializar. É um novo mundo, no qual a comunicação transcende o mero ato de informar e ganha dimensão antropológica, ou seja, molda o ser humano desde a infância. Uma nova “ambiência”, como diz o professor Muniz Sodré, na qual impulsos digitais se convertem em prática social e afetiva. Continua...