11 de dez de 2008

“Igualdade racial” nas telenovelas da Globo


A Simples Rap’ortagem esteve nos estúdios da Rede Globo para averiguar como anda a diminuição da desigualdade racial na contratação de atrizes e atores nas suas atuais telenovelas. Confira você mesmo! Interessante ressaltar que estamos próximos à comemoração de um novo ano, 2009...


Negócio da China - (49 atores)
46 brancos (as)
3 negros (as)





Três Irmãs - (54 atores)
50 brancos (as)
4 negros (as)





A Favorita - (57 atores)
54 brancos (as)
3 negros (as)

Total de atores envolvidos nas três novelas da Globo: 160
Brancos (as): 150
Negros (as): 10

“É isso que eles chamam de igualdade”. A pergunta é: o que fazer? Cerca de 67 mil pessoas de diferentes classes e ocupações, de organizações nacionais e internacionais recebem esse boletim, você acredita mesmo que tem poder efetivo pra mudar alguma coisa? Por acaso essa informação é alguma novidade? Não há falta de bons profissionais negros (as) nesse mercado, a Bahia e outros estados são um celeiro de ótimos atores. Em 50 anos já foram feitas passeatas, pressão no Congresso Nacional, notas de repúdio, publicação de matérias, produção de documentários... tudo de forma pacífica. O que mais fazer diante dessa realidade? Escreva para http://br.f431.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=escritorioepa@yahoo.com.br informe seu nome e cidade, e dê sua opinião sobre como mudar essa situação. Alguns comentários serão divulgados em nosso próximo boletim.

Fonte: Boletim Simples Rap / Notícias

10 de dez de 2008

Pesquisa mostra ideário racista enraizadoPor

A Pesquisa Datafolha, que apontou percentuais de até 26% da população com idéias racistas, também identificou que tais idéias estão relacionadas ao nível de escolaridade e a faixa etária: quanto menor a escolaridade e maior a faixa etária, maior a associação com frases como “Se deus fez raças diferentes é para que elas não se misturem”, “Negro, quando não faz besteira na entrada, faz na saída”, “As únicas coisas que os negros sabem fazer bem são música e esporte” e “Negro bom é negro de alma branca”.

A pesquisa mostrou que os racistas abertamente assumidos – ou seja, têm preconceito anti-negro – correspondem a 3% da população brasileira – o equivalente a cerca de 550 mil pessoas.Alma brancaPor exemplo, o percentual de pessoas que concordam com essa última frase ("Negro bom é negro de alma branca") chega a 37% dos que tem nível de ensino fundamental; cai para 18% dos que ensino médio e estaciona em 12% dos que têm educação superior.

Em relação à faixa etária, correspondem a 19% entre os jovens de 16 a 25 anos, a 23% dde 26 a 40 anos e a 34% nas pessoas com 41 anos ou mais.InferioridadeEntre os 20% que acham que “As únicas coisas que os negros sabem fazer bem são música e esporte”, 31% tem nível fundamental, 11% ensino médio e 5% superior; na faixa etária, correspondem a 13% entre os que têm de 16 a 25 anos, 17%, entre os que têm de 26 a 40 anos; e 27%entre os que tem 41 anos ou mais.Os 10% que concordam com a idéia de que “Negro quando não faz besteira na entrada, faz na saída”, 13% são do ensino fundamental, 7% do ensino médio e 5% têm nível superior.

Eles são 10% dos que estão na faixa etária entre 16 e 25 anos; 7% de 26 a 40 anos; e 12% com 41 anos ou mais. Nesse caso, não há diferença entre os mais jovens e os mais velhos, tendo em vista que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.Não misturaPara quem concorda que “se Deus fez raças diferentes é para que elas não se misturem”, correspondente a 9% dos entrevistados, 15% têm nível de ensino fundamental, 6% de ensino médio e 4% ensino superior, enquanto que em termos de faixa etária, correspondem a 8% dos que têm de 16 a 25 anos, 8% dos que têm de 26 a 40 anos e 12% dos que tem 41 anos ou mais.

Redação - Fonte: Afropress - 27/11/2008

7 de dez de 2008

ACOMPANHE A REVISÃO DA CONFERÊNCIA DE DURBAN





Este blog se destina a informar a todos da sociedade civil em vários países sobre a Revisão da Conferência de Durban em 2009. Estamos num momento complicado, em 2009, o Plano de Ação de Durban assinado por vários países será avaliado, e em muitos países pouco foi feito, incluindo dar acesso às informações de Durban, seja de 2009 ou sobre a revisão de 2009.A América Latina foi forte em 2001, mas percebemos que a África pouco participou, porque a sociedade civil não foi colocada a par de Durban.O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África, e desta vez, como povo da Diáspora, não deixaremos os povos africanos e a sociedade civil organizada que luta por direitos ficar fora de Durban, especialmente neste momento, onde vários países africanos ocupam cadeiras na CIDH em Genebra.

Lançamentos