21 de nov de 2008



No mês da Consciência Negra Veja ataca Zumbi

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Esta é uma típica reportagem de um canal de comunicação que pretende ser um dos principais canais de acesso de informação no país. Famosa pelas reportagens destruidoras de mito, ou melhor, que tentam destruir os mitos, agora ela compra problema com a comunidade negra deste país. Ela será que não pensa na represália que a comunidade negra pode realizar em relação à esta publicação. A quem serve uma reportagem desta? Eu sei. Serve para alimentar visões preconceituosas justamente quando a população negra comemora os 313 anos de seu maior ícone.

A Revista pretende com isto desestabilizar um imaginário composto por estereótipo, racistas, pessoas que não conseguem aceitar ter que sentar junto a um/a negro/a pra sequer discutir qualquer questão. Somos vistos como seres que servem para decorar as festas dos brancos... até quando?????


O portal AFROPRESS, a respeito desta reportagem, escreveu o seguinte: "A revista Veja, da Editora Abril, conhecida pela campanha sistemática contra as ações afirmativas e as cotas para negros e indígenas, assumiu uma nova bandeira: desconstruir a imagem de Zumbi dos Palmares, morto pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, no dia 20 de novembro de 1.695.Em matéria de duas páginas na edição 2087 – nº 46, de 19 de novembro, assinada pelo jornalista Leandro Narloch, com o título de “O enigma de Zumbi”, a Revista se refere a estudos recentes para afirmar que ele próprio pode ter sido dono de escravos no quilombo dos Palmares e aponta distorções nos livros didáticos sobre Palmares". Fonte: Afropress

20 de nov de 2008






Consciência Negra: Museu Afro Brasil inaugura exposições

Neste dia 20 de novembro de 2008, a partir das 18h, o Museu Afro Brasil, na capital paulista, inaugura duas exposições temporárias: 'Walter Firmo em Preto e Branco' e 'Brasil, Terra de Contrastes'. Ainda como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, quem for ao museu terá a oportunidade de ver a performance de um poeta cubano e a exibição da cantora negra de música popular brasileira, Áurea Martins.

O Museu Afro Brasil é considerado o maior museu afro americano do mundo e tem um acervo de cinco mil obras. É aberto ao público de terça a domingo, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.Reportagem: Daniela Paixão. Visite UOL

Vídeo que apresenta o Museu e sua exposiçao.



19 de nov de 2008



Blogueiros e internautas brasileiros foram às ruas de São Paulo para protestar contra o Projeto de Lei de Cibercrimes que estabelece os crimes na internet e propõe novas formas de enquadramento para os mesmos. Eles alegam que o projeto apresenta tantas falhas que, em vez de punir criminosos de fato, ele pode acabar decretando como crimes comportamentos triviais ao surfar na internet. Proposto pelo senador Eduardo Azeredo, o projeto de lei foi aprovado no Senado e agora tramita em regime de urgência na Câmara de Deputados, o que significa que a votação pode acontecer a qualquer momento.
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Esta Lei, traz alguns artigos que tratam diretamente do racismo, mas o aborda de forma genérica. Uma leitura mais apurada da Lei será minha próxima tarefa, pois não queremos CIBERCRIMES, não queremos VIGILÂNCIA EM NOSSO IP'S, não queremos PEDOFILIA DE FORMA ALGUMA, não queremos CRIMES VIRTUAIS nem tampouco RACISMO VIRTUAL...

Negros estão subrepresentados na Câmara, diz Relatório

Rio – Levantamento feito pelo Relatório Anual das Desigualdades no Brasil – 2007/2008, organizado pelo professor Marcelo Paixão com apoio da Fundação Ford, explica porque o Estatuto da Igualdade – que contém as reivindicações históricas da população negra - permanece parado no Congresso desde 1.995, sem previsão de ser votado: entre os 513 deputados federais, apenas 9% - 46 deputados - se auto-declaram negros (pretos e pardos), contra 87% que se assumem como brancos.

Segundo Paixão, a pouca representação de pretos e pardos no Congresso Brasileiro, pode explicar a falta de interesse dos parlamentares em colocar o Estatuto com prioridade na Agenda política.O Relatório – estudo que mede as desigualdade raciais por meio de indicadores econômicos sociais e demográficos – aponta a existência de 0,8% de amarelos e mais 3,3% de deputados que não se reconhecem em nenhuma das opções de raça/cor do IBGE. Não há deputados indígenas, emboram existam, no Brasil, cerca de 700 mil indígenas de diferentes Nações.

Por: Redação - Fonte: Afropress - 18/11/2008


EVENTOS NO BRASIL
















18 de nov de 2008





Hoje foi dia de debate sobre a aplicação da Lei 10.639/03 durante o programa A TARDE Meio Dia em A TARDE FM. Como convidados do bate-papo com o jornalista Carlos Alberto, a doutora em Educação Vanda Machado e o especialista em Educação Antonio Cosme que foi sub secretário municipal da Reparação em Salvador.

Fonte: Blob MundoAfro Foto: Marco Aurélio Martins AG. A TARDE




Caminhada dos Terreiros do Engenho Velho contra a Violência, a Intolerância Religiosa e pela Paz

O Engenho Velho da Federação é um bairro pequeno, mas com a tradição de reunir varios templos de matriz africana. São cerca de 30 e das mais variadas nações- angola, caboclo, ketu, ijexá jeje-. Em 2004, depois que o bairro começou a ganhar igrejas evangélicas da linha neo pentecostal, o respeito à opção religiosa de cada um sofreu um abalo.

Os ataques que começaram nos discursos nas igrejas, via sistema de som, acabaram indo para a porta dos terreiros. O Terreiro do Cobre, por exemplo, chegou a ter em sua entrada devotos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) pregando conversão para a fé cristã. Foi então que a ialorixá da Casa, Valnísia Pereira de Oliveira, mais conhecida como Mãe Val de Ayrá, acompanhada da ebomi Tia Telinha de Iemanjá, foi à procura de outros líderes religiosos do bairro para propor a organização de uma caminhada.

O objetivo era defender publicamente um direito constitucional:a liberdade de crença. Nascia ali, com a participação de todos os terreiros da região, direta ou indiretamente, a Caminhada dos Terreiros do Engenho Velho contra a Violência, a Intolerância Religiosa e pela Paz que, no próximo sábado, a partir das 15 horas, chega à sua quarta edição. Nesta entrevista para o Mundo Afro, Mãe Val fala sobre os preparativos e os objetivos da caminhada. Na foto, Mãe Val na caminhada de 2006.
Fonte: Blog Mundo Afro Foto: Xando Pereira






XVII SEMANA DA CONSCIÊNCA NEGRA DE PORTO ALEGRE


A mídia reforçando a miscigenação racial através da cinematografia


Os filmes sobre racismo que são transmitidos pela mídia brasileira são tendenciosos. Geralmente, os canais de televisão quando transmitem filmes sobre a temática racial, apelam para o lado sentimental das relações inter-raciais, ou seja, incentivam a relação de dependência afetiva dos negros pelos brancos.

Os filmes, que tem um papel fundamental na educação das pessoas, influenciado na maneira como as pessoas percebem o mundo e as relações inter-pessoais e inter-grupais, são escolhidos conforme os interesses dos "poderosos" da mídia nacional, fundamentados e orientados pelo mito da "democracia racial", para defender os objetivos deles (a elite branca) de incentivar de uma forma mais intensa a mistura racial. Continua...

Fonte: Blog Território Preto