7 de dez de 2011

Juíza Luislinda Valois eleita desembargadora do TJ-BA


Em decisão foi unânime entre os membros do Conselho

Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza baiana Luislinda Valois fosse promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O CNJ utilizou como argumento principal o critério de antiguidade para a concessão da promoção. O relator do caso, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, e todos os demais conselheiros decidiram de forma unânime em prol do requerimento.

"É o reconhecimento da luta de uma mulher negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo. É uma conquista para o povo negro da Bahia", afirmou Luislinda, primeira juíza negra do Brasil. Desde agosto de 2010, ela ocupava o cargo de desembargadora substituta no TJ. Com a proximidade da aposentadoria compulsória, a nomeação de Valois como desembargadora titular poderia não ocorrer.
De acordo com a juíza, que acompanhou toda a audiência, o Tribunal deverá agora organizar a data da posse e a cerimônia oficial.

Sobre Valois
Valois foi a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil. Ela trabalhou no interior baiano até ser promovida para Salvador, em 1993. A juíza foi a responsável por reativar dezenas de Juizados Especiais em municípios da Bahia e criou e instalou a Justiça Itinerante e o Juizado Itinerante Marítimo.
Fonte: Correio da Bahia

Fonte: http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/afrobrasileiros-e-suas-lutas/12171-juiza-luislinda-valois-eleita-a-desembargadora-do-tj-ba

15 de out de 2011

Jornalistas lançaram hoje (14/10) campanha nacional pela autodeclaração racial e étnica



Spot de rádio e filme de 30 segundos produzidos pela EBC – Empresa Brasil de Comunicação são carro-chefe da campanha “Jornalista de verdade assume a sua identidade” assinada pela FENAJ com apoio da ONU Mulheres

Natal, 14 de outubro de 2011 – A FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas acaba de lançar, nesta tarde de sexta-feira (14/10) durante o 18º Encontro Nacional de Jornalistas em Assessorias de Comunicação que acontece em Natal (RN), a campanha “Jornalista de verdade assume a sua identidade”. No ato de lançamento, o presidente da entidade, Celso Schröder, afirmou que “essa campanha de autodeclaração racial e étnica é um avanço da nossa categoria, que deve ser adotado por todos os sindicatos. A partir de agora, a FENAJ tem o compromisso de fortalecer ainda mais a iniciativa”.

Em seu discurso, Schröder incentivou outros agentes sociais e políticos a se posicionarem com relação ao tema por entender que a a campanha da FENAJ “serve de exemplo para os sindicatos de outros setores e da própria sociedade” atuarem de forma mais ativa no enfrentamento ao racismo e ao sexismo. A iniciativa é assinada em conjunto com a EBC – Empresa Brasil de Comunicação e tem o apoio da ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.

Conforme deliberação do 31º Congresso Nacional dos Jornalistas, de 2004, faz parte dos esforços da FENAJ gerar um debate mais amplo sobre o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero e etnia entre a categoria. A campanha é uma das ações da Federação para implementar os compromissos assumidos com a categoria e divulgar o Ano Internacional das e dos Afrodescendentes Entre as ações está o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, realizado em parceria com a ONU Mulheres, em oito capitais brasileiras: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo nos meses de agosto e setembro. O curso já atingiu 240 jornalistas. Na segunda-feira (17/10), será realizado na redação da EBC, em Brasília, para uma turma de 30 profissionais, entre jornalistas, produtores, fotógrafos e cinegrafistas.

Além do debate acerca da identidade racial e étnica dos jornalistas e do investimento no preparo de profissionais para a melhoria da prática jornalística na cobertura diária dos temas de gênero, raça e etnia, a FENAJ incorporou a inclusão do item raça/cor/etnia na sua ficha cadastral e dos 31 sindicatos filiados. As informações sobre raça, cor e etnia no cadastro sindical vão derivar dados estatísticos confiáveis e influenciar a análise de indicadores sobre o modo de vida profissional dos/as jornalistas, subsidiando a luta por políticas de igualdade racial e gênero no mercado de trabalho.

A campanha “Jornalista de verdade assume a sua identidade” está sendo realizada nos sindicatos filiados à FENAJ. É composta por peças eletrônicas produzidas pela EBC: spot de rádio, gravado pela jornalista e radialista Mara Régia, e filme de 30 segundos que teve a participação espontânea de funcionários da EBC que se autodeclararam na peça.  Como apoio da EBC, as peças começarão a ser veiculadas nas emissoras públicas de comunicação do país.

http://fenaj.org.br/campanha.php
Fonte: 

13 de set de 2011


Sorridente e recebida com aplausos, Leila Lopes falou com a imprensa após ser coroada Miss Universo 2011, na noite da segunda-feira (12), em São Paulo. Simpática, a angolana conquistou os brasileiros e ainda desbancou as favoritas ao título, levando a melhor entre outras 88 candidatas.
Minutos após o término do Miss Universo, a miss – que não é a primeira negra africana a vencer o concurso – retornou ao palco da casa de shows Credicard Hall para responder a perguntas de jornalistas de vários países. Já coroada, Leila aproveitou o encontro para comentar os casos de racismo pelo mundo.
– O racismo não me atinge. Os racistas deveriam procurar ajuda e se tratar. Não é possível que em pleno século 21 ainda existam pessoas que pensem desta forma.
Natural de Benguela, Leila, 25 anos, afirmou que pretende usar o "cargo" de miss para ajudar sua terra natal.
– Como miss Angola, já apoiava causas sociais, a luta contra o HIV e os cuidados com idosos. Agora, espero poder fazer muito mais por meu país.
Emocionada, Leila finalizou:
– Angola, muito obrigada pela torcida e por ter acreditado em mim.
Histórico
A primeira miss Universo negra foi Janelle Commissiong, de Trinidad e Tobago, eleita em 1977.
Curiosamente, no ano seguinte, Janelle passou a faixa para uma miss Universo africana. A beldade - uma loira - se chama Margareth Gardiner e representou a África do Sul no concurso.
A primeira africana negra a usar a coroa de Miss Universo foi Mpule Kwelagobe, vinda de Botsuana. Ela foi coroada em 1999.

Miss Universo: uma Angolana. Viva a nós!!!


Ministra Luiza Bairros avalia 10 anos pós-Durban

(Deu no Correio Braziliense: por Ministra Luiza Bairros ). "A III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Conexas de Intolerância, ocorrida em Durban, África do Sul, de 31 de agosto a 9 de setembro de 2001, completa 10 anos. Mas as questões que demandaram sua realização ainda requerem a ação dos Estados para serem superadas. O recrudescimento das intolerâncias em várias partes do mundo deveria atrair a atenção para a Reunião de Alto Nível comemorativa do 10º aniversário da Declaração e Programa de Ação (D&PA) de Durban, que a ONU realiza neste 22 de setembro. 


Além das reportagens especiais para rememorar a tragédia do 11 de setembro, espera-se que a mídia avalie o que tem sido feito para eliminar o racismo e a discriminação racial. Deve ser sempre lembrado que a participação brasileira na preparação da Conferência contra o Racismo foi um marco na mobilização das organizações negras. 
A riqueza das avaliações desencadeadas em todo o país beneficiou-se largamente do esforço das três décadas anteriores. Da luta que tornara possíveis os avanços da Constituição, passando pelos protestos no centenário da Abolição, em 1988, e a Marcha Zumbi dos Palmares, em Brasília, em 1995, os movimentos negros lograram incluir a superação das desigualdades raciais na agenda política do país. 
Em 2001, uma geração de ativistas alcançava a maturidade decorrente do empenho contínuo por cidadania plena e pela visibilização do racismo. As urgências de nossa situação interna motivaram a participação do Brasil naquela conferência, e asseguraram, na volta da África do Sul, os diálogos que, mais tarde, desembocaram nas políticas de ação afirmativa. A ideia de um movimento negro “engolido” pelo Estado após esse processo seria, portanto, simplificadora de algo mais complexo, posto que não dá conta das múltiplas dimensões envolvidas nessa história recente e que a conferência inequivocamente aprofundou. 
A partir dela, os membros das Nações Unidas comprometeram-se a fazer do combate ao racismo responsabilidade primária do Estado. Dez anos se passaram. Diferentemente de muitos países que ainda tentam boicotar a D&PA de Durban, as organizações da sociedade civil e o governo do Brasil terão o que dizer na Reunião de Alto Nível. Vale destacar que o racismo é crime desde o texto constitucional de 1988. Ademais, o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado no ano passado, orientou o Plano Plurianual 2012-2015, que inclui o enfrentamento ao racismo como um de seus programas mais inovadores. 
O que se faz agora é uma ampla pactuação ministerial para aprofundar a implementação do Estatuto e regulamentar o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), de modo a integrar as ações nas esferas federal, estadual e municipal. No momento, é necessário assegurar práticas educativas que possam abarcar tanto a escola como os meios de comunicação. Desde a creche, cujo acesso a presidente Dilma Rousseff quer universalizar, urge disseminar valores do pluralismo, alargando a noção do humano entre nós. 
Isso equivale a reverter representações desumanizadoras que atravessam nossa cultura desde o período colonial e estão na base das desvantagens sociais de negros e indígenas. O autor de recente chacina na Noruega, Anders Breivik, afirmou a impossibilidade de progresso no Brasil dada a composição étnico-racial da população. Velhas ideias de superioridade racial que encontram novos adeptos, aqui e no exterior. Por essa visão, os obstáculos ao desenvolvimento residiriam no interior das pessoas, em sua presumida inferioridade e não em razões objetivas e externas a elas. 
Por isso, há quem acredite que os espaços abertos pelo crescimento da economia brasileira não deveriam ser ocupados por “canavieiros, donas de casa e sacoleiros”. A sugestão recorrente seria a substituição do trabalhador brasileiro, tido como desqualificado, pela mão de obra “altamente especializada”. E, se não há tempo suficiente, ou a educação nada pode fazer nesses casos, os trabalhadores ideais só poderiam ser buscados em outros países. 
Essa visão, contrária ao rumo buscado pelas iniciativas de erradicação da pobreza extrema e de expansão do acesso à educação técnica e superior, opõe-se também à declaração e ao programa de ação de Durban, que reforçam o direito de todos de participar, sem discriminação, da vida social e política do seu país."

8 de set de 2011

'Não gosto de mulheres negras, não darei senhas para vocês' diz promotor da Bienal do Livro

Alunos da Escola Estadual Guilherme Briggs, em Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, sentiram na pele, na tarde da última segunda-feira, a dor do preconceito racial, que supostamente para muitos não ocorreria mais em nosso país, muito menos nas dependências de uma feira literária, onde nossa cultura é expressada das mais variadas formas, nas páginas publicadas por inúmeras editoras. Preconceito e injúria racial são crimes passíveis de prisão, no artigo 9º da Lei 7716/89.
De acordo com a diretora da escola, Alcinéia de Souza, o fato entristeceu e chocou os alunos da unidade, uma das mais conhecidas do município, foi registrado ontem da Delegacia Legal de Icaraí (77ª DP), e formalmente encaminhado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.
De acordo com a diretora do estabelecimento de ensino, na tarde de segunda-feira ela levou um grupo de 45 alunos que cursam o Ensino Médio da escola até a Bienal do Livro 2011, que se realiza no pavilhão do Riocentro, na Zona Oeste do Rio. No local, entusiasmados os alunos, com idades entre 15 e 17 anos, se espalharam para apreciar os vários estandes. Segundo os alunos e a diretora, num deles da Editora Abril ocorria uma promoção, onde eram distribuídos uma espécie de senha para que os jovens prestigiassem a tarde de autógrafos do ator e apresentador Rodrigo Faro. Entusiasmadas, duas alunas do colégio, de 16 e 17 anos, se dirigiram até um dos promotores, inicialmente identificado apenas como "Pedro" ou "Roger" - no intuito de conseguir uma das senhas. Do promotor as alunas ouviram (incrédulas) insultos do tipo: "Não vamos dar a senha porque vocês são pretas do cabelo duro", e também "não gosto de mulheres negras, por isso não darei senhas para vocês". Segundo uma das alunas, indignada com a ofensa ainda tentou argumentar com o promotor - "isso é um tipo de bullying, e pode te trazer problemas". Com resposta o promotor rebateu, afirmando que isso não daria problema nenhum para ele".
nao gosto de cabelos duros - racismo na bienalComo o grupo estava espalhado pelo pavilhão de exposições, a diretora da escola afirmou que só tomou conhecimento do fato quando os alunos já estavam deixando o evento. Revoltada, Alcinéia retornou ao estende da Editora Abril, à procura do responsável pela representação da empresa, que de acordo com ela pediu-lhe desculpas (omitindo a identificação do promotor) e alegando que tomaria providências. "Sentindo-se humilhada, uma das alunas disse que sequer conseguiu dormir de segunda para terça-feira", explicou Alcinéia, que no início da tarde de ontem, acompanhada dos alunos, pais, e de um advogado (que também é professor da unidade), José Carlos de Araújo, registrou queixa de crime de Injúria e Preconceito Racial na 77ª DP. A distrital encaminhou o procedimento para a Delegacia Legal do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP).
"Ensinamos os princípios da cidadania para os alunos, explicando inclusive que independe de quem sejam, e agora ele passam por uma experiência terrível dessas ? Os alunos da escola estão chocados com o que aconteceu. Fiz questão de comparecer junto com os pais desses estudantes na DP para relatar esse triste fato. Esses estudantes são como filhos pra mim", disse Alcinéia. "Em pleno século XXI isso ainda acontece em nosso país. Esse fato não se esgota na esfera criminal. Não desejamos isso para nosso país", disse José Carlos de Araujo, que junto com a diretora, os alunos, e com a cópia do registro levou também ontem o fato ao conhecimento da Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos para que providências sejam tomadas.
Representantes da Editora Abril não retornaram as ligações da redação.
Fonte: A Tribuna RJ

31 de ago de 2011

Por que as pessoas compartilham conteúdo?

O New York Times publicou o resultado de um estudo sobre o que motiva as pessoas a compartilharem conteúdo na Rede. A pesquisa envolveu entrevistas e observação de comportamentos e formas de compartilhar.

Das 5 motivações que levam as pessoas a compartilhar, 3 se relacionam a representações de si mesmo frente aos outros e à auto-afirmação.

Identificaram-se 6 tipos segmentados em função da motivação emocional, a forma como se deseja fazer a apresentação de si mesmo, o papel do compartilhamento na própria vida e o valor atribuído ao fato de ser o primeiro a compartilhar determinada informação. Essas personas vão do altruísta ao carreirista, do conectado e seletivo.

O estudo oferece guias para influenciar o compartilhamento de conteúdo, entre eles:

Apele para a motivação dos consumidores em conectarem-se entre si mesmos – não apenas com a marca

Confiança é o custo de entrada para ser compartilhado

Seja simples – o conteúdo será compartilhado e não será confuso

Apele para o senso de humor

Abrace o senso de urgência

e-mail é ainda o primeiro

Fonte: http://www.2i2p.ba.gov.br/pesquisa/por-que-as-pessoas-compartilham-conteudo








22 de jul de 2011

Miss brasileira sofre racismo na Internet

Modelo baiana, descendente de Italianos, ganhou concurso mundial como a mais bela representante da Itália no mundo e sofre racismo na Internet por ser negra.





http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZPz86PqtGJ8

24 de jun de 2011

Lições dos ataques virtuais a sites governamentais: o caso IBGE

O site do IBGE foi invadido na madrugada desta sexta-feira e uma mensagem foi postada no endereço virtual. A página apresenta o título "IBGE Hackeado - Fail Shell" escrito no topo e uma foto de um olho humano com a legenda "Ordem e Progresso" inserida sobre a pupila.









O restante da mensagem diz "Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir!"

No pé da página do IBGE, ainda há outros dizeres como "Atacado por FIREH4CK3R", "Brasil, um país de todos!" e "Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec ou Anonymous no Brasil". LulzSec e Anonymous são os dois maiores grupos de hackers do mundo. Hackers são pessoas que invadem computadores para protestar ou furtar informações.
O grupo que se apresenta como LulzSecBrazil atua como célula do LulzSec, que na semana passada atacou o site da CIA, a agência de espionagem americana. O LulzSecBrazil foi responsável por invadir a página do Senado, da Presidência e do Ministério dos Esportes nesta quinta-feira (24).

Os ativistas do LulzSecBrazil atuaram junto a um grupo chamado AnonBrazil, associado ao Anonymous, a quem é atribuído um ataque que há duas semanas derrubou o site do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Eles lançaram nesta semana a Operação AntiSec, declarando agir 'contra a censura' e com o objetivo de retaliar governos que tentam impor controles à internet.



Fonte: Folha.com

22 de jun de 2011

Balanço do tuitaço e próximos passos

A mobilização de ontem no twitter foi muito positiva. O engajamento de milhares de pessoas no mote #minhainternetcaiu levou o assunto a ficar quatro horas como o mais comentado entre os usuários brasileiros da rede. As postagens trouxeram várias perspectivas, mas deixaram claro o grande incômodo dos usuários com o serviço prestado pelas empresas de telecomunicações e a defesa majoritária de um PNBL que universalize o serviço e garanta patamares satisfatórios de qualidade.

As críticas são sérias e esperamos que o Ministério das Comunicações e a Anatel respondam a elas de forma séria. Já buscamos contato com o ministério para cobrá-los quanto a isso. De toda forma, essas respostas precisam vir não apenas no discurso, mas também na prática. A semana que vem é de definições importantes, com o fechamento do PGMU-III, a amarração dos acordos com as teles em torno do PNBL e a assinatura dos aditivos dos contratos de concessão.

Nossa expectativa é que o Ministério não aceite qualquer proposta de venda casada, reestabeleça os espaços de debate público sobre o PNBL e não deixe passar alguns pontos chave do PGMU-III, como a possibilidade de as teles descontarem os custos das metas de universalização de seu ônus bianual de 2%.

Continua...

Fonte: Campanha Banda Larga

9 de jun de 2011

Veja demonstra incapacidade de fazer leitura da realizada

Prezados/as,
Recebi uma mensagem de um Blog, ligado ao grupo da Revista VEJA e percebi que seu seu analista político não consegue analisar minimamente a realidade racial do Brasil, vemos um anti-cotista mais uma vez sendo contra cotas (ele é contra a cota nos concursos públicos no Rio de Janeiro), anti declarações ministeriais sérias (ele discorda da Ministra Luiza Bairros, ofendendo-a), e ao mesmo tempo apresenta números estatísticos que não dialogam com as categorias raciais construídas através da força dos movimentos sociais. 

Estas são posições que vão de encontro a toda a construção dos movimentos sociais e do movimento negro brasileiro, no qual me incluo. 

Enfim, um Blog tendencioso, como o é a Empresa que o mantém no ar. E que se torna uma leitura tão  repugnante que realmente poderemos nos perguntar onde este rapaz fez seu curso de graduação. Enfim. Vejam o caso, se é que ainda está no blog.




“Não podemos deixar que haja espaço reservado às pessoas brancas”. Quem fala? Ora, a ministra da Igualdade Racial!

Veja - São Paulo/SP - BLOGS E COLUNISTAS - 07/06/2011 - 17:57:00




O governador Sérgio Cabral, como a gente sabe, é o preferido das chamadas minorias que querem se comportar como maioria. Já defendeu a descriminação da maconha, acha o aborto como uma forma de diminuir a violência e a miséria, freqüenta as paradas gays e, na segunda-feira, assinou um decreto que reserva 20% das vagas em concursos públicos estaduais a candidatos que se autodeclarem negros ou indígenas.
Cabral não gosta muito da minoria dos bombeiros. Aí, se preciso, como diria o presidente João Figueiredo, ele prende e arrebenta. Para atacar Anthony Garotinho, também andou reclamando do “fundamentalismo” evangélico. Mas voltemos.
O governador decidiu instituir a cota sem dar pelota para a Assembléia Legislativa, por exemplo. Pra quê? Se os “movimentos sociais” querem… Cabral não teve o cuidado nem mesmo de mesclar o critério chamado “racial” com qualquer outro — o social, por exemplo. Eu me oponho a qualquer cota, deixo claro.
É evidente que se trata de um agressão à Constituição Federal. Mas quem há de recorrer? Não será o Ministério Público, certo? Qualquer outra entidade que o fizesse correria o risco de ser tachada de “racista”. Como o critério é autodeclaratório, não cabe a uma comissão do governo decidir: “Não! Você não é negro”. Aliás, se o fizesse, lembraria um comitê nazista…
A ministra da Igualdade Racial, Luíza Helena de Bairros, achou a decisão de Cabral o “ó” do borogodó e deu a seguinte declaração, cujo alcance estou tentando entender até agora:
“Na medida em que o senso demográfico mostra que existe uma maioria negra na sociedade, não podemos deixar que haja espaços reservados às pessoas brancas. A composição racial do País deve estar representada em todas as esferas.”
É mentira! O censo demográfico de 2010 aponta que são negros 6,3% dos brasileiros; autodeclaram-se “pardos” 43,2%; dizem-se brancos 49,9%; os índios são 0,4%, e os amarelos, 0,5%. Uma ministra da “Integração Racial” que decide seqüestrar os “negros” para a “categoria” dos “pardos” se autodeclara intelectualmente.

Continua...

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

6 de jun de 2011

Violação de Símbolos de Nossa Resistência

A sociedade brasileira reage com violência física, patrimonial e simbólica à qualquer possibilidade de reparação e promoção da igualdade, por menor que seja. As repostas são realmente muito violentas.

São exemplos o racismo cotidiano, a atuação da força policial que sabe identificar os tipos suspeitos, a declaração de autos de resistências para encobrir homicídios por motivação racista e eugênica, a pichação de monumentos e patrimônio material e imaterial da população negra.

São vários exemplos que estão em nosso cotidiano, só nestes primeiros 6 meses de 2011. Pichação de monumentos, invasão em quilombos, tentativas de derrubada de Decretos que protegem as comunidades quilombolas, as situações de racismo em bancos, supermercados, lojas, shopping's, além da prática cotidiana de racismo institucional de muitas das nossas instituições governamentais.

Funcionário limpa monumento a Zumbi dos Palmares, no Rio
Que esta pichação na estátua de Zumbi dos Palmares, símbolo nacional e memorial de nossa história resistência, ancestralidade e identidade sirva de exemplo de que nossa luta não deve parar. De que devemos nos manter juntos e defendendo ideais os mais sensatos para nosso povo.

Nesta ano em que se ausenta de nosso meio o grande Abdias do Nascimento, que atitudes racistas como esta sejam superadas. Que seja defendido nossos monumentos!!! Que sejam protegidos nosso legado!!!

Agnaldo Neiva

Fonte da imagem: Divulgação-5.jun.11/Prefeitura do Rio - http://www.rio.rj.gov.br

Rio cria cota para negros e índios em concursos públicos

O governador Sérgio Cabral (PMDB) assinou nesta segunda decreto que cria cotas de 20% para negros e indígenas em concursos públicos para órgãos do Poder Executivo e entidades da administração do Estado do Rio.

"A paisagem do serviço público brasileiro vai começar a mudar a partir do Estado do Rio de Janeiro. Queiramos um dia que essa política não seja necessária, mas ela é necessária para gerar mais oportunidades. Só dessa maneira nós vamos gerar um país desenvolvido", afirmou.

Cabral vinculou a pichação de um monumento a Zumbi dos Palmares, no centro do Rio, à assinatura do decreto.

Funcionário limpa monumento a Zumbi dos Palmares, no Rio


"Os racistas não param. Me vêm e picham a imagem de Zumbi. Pois ela já está limpa, e o decreto está assinado."

O decreto, que entra em vigor em 30 dias, não exime negros e indígenas de obterem as notas mínimas estipuladas para cada concurso.

Caso faltem candidatos nessa condição, as vagas serão redistribuídas para não cotistas. A legislação tem vigência inicial de dez anos, ao cabo dos quais passará por uma reavaliação que determinará se é necessário estendê-la ou não.

Fonte: 

Observatório do Racismo Virtual no Twitter

Me rendi ao microblog... enfim. 
Para seguir @oracismovirtual

5 de jun de 2011

Pegando na veia do racismo no Brasil

Por Luiz Weis em 24/05/2011 no Blog Desativado


(...)



Neste último fim de semana, tivemos um exemplo da diferença que faz quando um jornal pega na veia de um daqueles assuntos a partir dos quais uma sociedade se enxerga melhor a si mesma.
É o especial da Folha de domingo sobre racismo: 16 páginas sem um único anúncio, atualizando a sua primeira grande incursão pelo problema – o caderno, publicado em 1995, chamado “Racismo Cordial”.
O de agora – “O Racismo Confrontado” – também se baseia numa pesquisa do Datafolha sobre as atitudes declaradas dos brasileiros a respeito das relações entre brancos e negros. Embora obviamente preparado antes, saiu três dias depois que a Câmara dos Deputados aprovou projeto de cotas para negros, pardos e indígenas que tenham feito o ensino médio em escola pública nas universidades federais brasileiras.
A primeira “notícia” da pesquisa é que caiu dramaticamente, de 11% para 3%, a proporção daqueles que assumem o seu preconceito em relação aos negros, enquanto permaneceu estável (na casa de 90%) o contingente dos que acham que o brasileiro têm preconceito de cor.
Foi como se tivessem dito: “Eu não, mas os outros sim.” Está claro que as pessoas ficaram mais inibidas em manifestar o seu preconceito. A hipocrisia, dizem os franceses, é a homenagem que o vício presta à virtude. Mais disfarçado, o preconceito se rende ao fato de que o racismo é inaceitável.
Também caíram consistentemente as porcentagens de concordância com frases racistas, do tipo “Negro bom é negro de alma branca” (de 47% para 26%) ou “As únicas coisas que os negros sabem fazer bem são música e esporte” (de 43% para 20%).
A outra importante revelação do levantamento é que desta vez só 37% dos entrevistados – ante 50% em 1995 – se declaram brancos. Os “pardos” aumentaram de 29% para 36%, os “pretos” continuam o que eram (12% na primeira pesquisa, 14% agora).
Continua...

3 de jun de 2011

OAB-PE festeja processo contra Mayara: "A resposta foi dada"

Estudante é acusada pelo crime de racismo por ter atacado os nordestinos no Twitter após a vitória de Dilma


A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Pernambuco (OAB-PE), comemorou a notícia de que Justiça Federal de São Paulo abriu processo contra a estudante de Direito Mayara Penteado Petruso pelo crime de racismo. Como forma de expressar revolta logo após a eleição de Dilma Rousseff (PT), a jovem usou suas páginas no Twitter e no Facebook para hostilizar nordestinos, desencadeando uma onda de preconceito na internet. Na visão de Mayara, o triunfo da petista só foi possível graças ao povo daquela região, especulação que os dados da Justiça Eleitoral desmentem.



Conselho de Educação refaz parecer sobre livro de ´Monteiro Lobato´

O Conselho Nacional de Educação emitiu um novo parecer sobre o livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, depois que o documento original, que considerava que a obra deveria ser retirado da relação de publicações atribuídas às escolas públicas, foi "devolvido" pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Pelo novo parecer, o livro pode ser mantido nas escolas, mas é preciso que a obra seja contextualizada pelos professores quando utilizada em sala de aula.


Continua...


Fonte: Camaçarí Notícias

2 de jun de 2011

Delegacia especializada em crimes virtuais recebe denúncias via Twitter


Hoje, no Brasil, há poucas delegacias especializadas em crimes virtuais. Mas as já instaladas estão habilitadas para receber denúncias de qualquer parte do Brasil. De acordo com o site Safernet.org.br, especializado em prevenção de fraudes virtuais, além do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná também possuem divisões próprias para investigações de cibercrimes. 


Para ver os endereços e canais de contato das delegacias, clique aqui


DELEGACIAS ESPECIALIZADAS EM CIBERCRIMES







Nos Estados da Federação onde não existirem delegacias especializadas, procure a mais próxima da sua residência


Fontes:

Na pauta: a intolerância, o preconceito e o racismo nas redes sociais

Danillo Neres
Especial para O Girassol 

A tecnologia, indiscutivelmente, vem provocando mudanças significativas no comportamento das pessoas e na forma de se relacionarem. Atualmente, os usuários estão há um click de distância dos outros. Por conta dessa facilidade, o preconceito, a difamação e o bullying virtual, estão cada vez mais constantes naquilo que os usuários traduzem como “opinião pessoal”.

Todos os dias, o racismo, a xenofobia, a pedofilia, a homofobia, a intolerância às religiões, entre outros casos extremos de preconceito, reduzem os microblogs e redes sociais, a um campo de concentração, onde é possível facilmente promulgar pensamentos retrógrados.

No Brasil, entre 2 e 6 de abril, deste ano, a MITI Inteligência realizou uma pesquisa para identificar o comportamento das pessoas nas redes sociais no que se refere a temas polêmicos, envolvendo intolerância, racismo, bullying e preconceito na rede. Nesse período, foram capturadas mais de 38 mil interações contendo palavras de baixo calão relacionadas a empresas, marcas, personalidade e pessoas comuns.

“Os termos pejorativos são comuns entre perfis anônimos, mas hoje, usuários que se identificam na internet, representam grande parte dos casos de preconceito virtual” avalia Elizangela Grigolette, especialista em crimes virtuais e Gerente de Inteligência da MITI Inteligência. A especialista acrescenta que há leis vigentes para casos de crimes virtuais, porém a aplicabilidade delas não é de conhecimento social. “Ninguém sabe onde estão as delegacias nem como proceder. 

A legislação não está clara. Além de criar novas delegacias, é preciso levar ao conhecimento da sociedade as leis que regem esse tipo de crime” enfatiza. “A internet tomou uma dimensão muito grande. É uma terra sem lei, sem princípio” pondera. 

Fonte: O Girassol

Apple é processada nos EUA por discriminar dois homens negros em loja da marca

Em dezembro do ano passado, Brian Johnston, 34, e Nile Charles, 25, foram até a Apple Store de Upper WestSide (em Nova York) para comprar fones de ouvido. No entanto, eles foram convidados a saírem da loja por trajarem um “tipo de moda intimidatória”. Eles, agora, estão processando a Apple por isso. As informações são do site americano “Apple Insider”.


Frente da Apple Store Upper West Side, em Nova York, nos Estados Unidos


De acordo com o processo, ambos os homens estavam usando roupas largas e foram abordados por um funcionário da Apple de cor branca e com quase 1,90 m de altura.
O funcionário teria pedido aos dois homens negros que deixassem a loja, a não ser que eles planejassem comprar algo ou pedir ajuda a um especialista da Apple Store. Porém, mesmo antes da abordagem, o atendente disse que eles não eram bem-vindos por causa da cor de pele.
“E antes que vocês digam que isso é racismo. Eu digo que estou discriminando, especificamente, vocês. Eu não quero pessoas deste tipo na loja”, disse, supostamente, o funcionário da Apple. Ao tentar falar com o gerente da loja, o chefe de segurança da Apple Store os ignorou. Após um tempo, eles conseguiram falar com gerente e registraram a reclamação de racismo. 
Johnston e Charles estão a pedir ao tribunal por danos morais por causa da "dor emocional, o sofrimento, inconveniência, perda dogozo da vida, e outros prejuízos não patrimoniais". O processoacusa a Apple de discriminação em Nova York e leis federais de direitos civis. 

O processo foi registrado em fevereiro na Suprema Corte de Nova York. No entanto, o caso só ganhou notoriedade após chegar no Distrito sul de Nova York, informa o site americano.

Veja o PROCESSO ABERTO CONTRA A GIGANTE E PODEROSA APPLE:
Fontes:
UOL Notícias Tecnologia
Phone Arena.com - Employees of the Broadway Apple Store charged with racial discrimination in lawsuit
Digital Trends - NYC Apple Store sued over alleged racial profiling

Justiça aceita denúncia e abre processo contra jovem que cometeu racismo contra nordestinos no Twitter

A Justiça Federal de São Paulo, após receber denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), anunciou nesta quinta-feira (2) que abriu processo pelo crime de racismo contra a estudante de direito Mayara Petruso.

Segundo a denúncia, oferecida pela Procuradoria da República em São Paulo, Mayara postou em seu perfil no Twitter mensagem de incitação à discriminação no dia 31 de outubro de 2010. Na ocasião, pouco após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, a jovem publicou a seguinte mensagem em seu microblog: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”. 

O ato de intolerância foi alvo de inúmeras críticas na própria rede social, assim como nos meios de comunicação. Ao prestar depoimento ao MPF, a jovem assumiu que postou os comentários em sua página do Twitter, confirmando ainda ser a criadora do perfil. A denúncia foi oferecida no último 3 de maio e o processo aberto no último dia 4 de maio.

O crime de racismo, disposto no artigo 20 da lei 7716/89, prevê pena de 1 a 3 anos de prisão e multa - pena que pode subir para 2 a 5 anos de prisão e multa, caso o crime seja cometido via meios de comunicação social. O caso tramitou sigilosamente até o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário. O objetivo era preservar o conteúdo das quebras de sigilo telemáticas feitas para confirmar se o perfil realmente era atualizado por Mayara.


Entenda o caso Mayara Petruso, aqui mesmo, no Blog. Clique aqui...

Imagens de quem quer FAZER UM MUNDO MELHOR

Veja esta imagem!!!


Na verdade não é uma imagem, são várias imagens que ao serem analisadas demonstram o grau de racismo e violência a que estamos imersos e que estão sendo naturalizadas ao extremo.

Sob o mote de juntos, melhorarmos o mundo, a Faculdade Dom Pedro II se permite exibir e expor imagens de crianças negras do continente africano, sem referenciar país, período em que foram registradas e qual a relação com a discussão sobre o desarmamento. Outra disparidade é a centralidade de um pessoa branca não proporcionando um diálogo, mas sim um posicionamento de quem está "junto, por um mundo melhor".

Ao observamos mais atentamente o site da referida instituição, na área dedicada à Pós Graduação, percebemos que ESCOLHAS são feitas. Há um definição do perfil dos/das profissionais desejados. Como não afirmar que o site demonstra atitudes racistas que podem ser classificadas como Racismo Virtual?


Quantos/as negros/as estão neste banner eletrônico???
Fonte das imagens:
http://www.dompedrosegundo.edu.br/
http://www.dompedrosegundo.edu.br/pos/